O Verdadeiro Sábado e o Fim da Confusão!

25 de setembro de 2017

Há algum tempo minha atenção foi direcionada para a questão da guarda do verdadeiro sábado, porque eu acredito que uma restauração das grandes verdades originais da Palavra de Deus tem tido lugar, não de forma coletiva, mas em vidas que se alinham com o firme propósito delineado no que a Escritura chama de “reparador de roturas e restaurador de veredas” (Isaías 58:12).

Não se trata de defender uma denominação religiosa e alimentar um esquema proselitista com o desejo de posar de “igreja verdadeira”, “superior as demais” – não! É uma questão de compreender as doutrinas bíblicas, sem me prender a qualquer defesa “facciosa” e sim, de dar-me o privilégio de entender e saber como devo proceder, independentemente da opinião de terceiros.

Eu tenho me confessado publicamente como um “pragmático, utilitarista, evangélico, holístico” – compondo um quadripé de sustentação mental ao qual trabalho por sustentar, confrontando minhas considerações objetivas com os princípios desta linha de pensamento perene – quase como numa norma de filosofia perene pessoal , porém flexibilizada pela sinceridade em renunciar a posturas e postulações quando fica absolutamente claro que estou equivocado.

A questão da guarda do Sábado está no fato de que se trata de uma ordenança determinada na Criação, antes do pecado ingressar no mundo como lemos em Gênesis 3.

Não se trata de ser defensor de uma postura de judeus, israelitas, adventistas, sabatistas e congêneres. É fato bíblico pacificado e negá-lo é ser completamente ignorante da mais simplória ordem cronológica dos fatos. Não caminharei por uma discussão acerca da legitimidade do dia sagrado inaugurado no sétimo dia após a Criação. Minha questão é diferente. Eu admito o Sábado como dia sagrado. Ele é tão sagrado que em Isaías 66:22 e 23 está afirmada a restauração conclusiva deste dia, nos moldes do original:

Porque, como os novos céus, e a nova terra, que hei de fazer, estarão diante da minha face, diz o Senhor, assim também há de estar a vossa posteridade e o vosso nome. E será que desde uma lua nova até à outra, e desde um sábado até ao outro, virá toda a carne a adorar perante mim, diz o Senhor. (Isaías 66:22-23).

Minha atenção foi tomada exatamente para a semana da Criação e do profundo respeito que tenho pelo Deus Criador do Céu e da Terra, conforme determinado unicamente na Palavra Sagrada da Torah, em Gênesis!

Tudo começa no quarto dia conforme registrado em Gênesis 1:14-19:

(14) E disse Deus: Haja luminares na expansão dos céus, para haver separação entre o dia e a noite; e sejam eles para sinais e para tempos determinados e para dias e anos.
(15) E sejam para luminares na expansão dos céus, para iluminar a terra; e assim foi.
(16) E fez Deus os dois grandes luminares: o luminar maior para governar o dia, e o luminar menor para governar a noite; e fez as estrelas.
(17) E Deus os pôs na expansão dos céus para iluminar a terra,
(18) E para governar o dia e a noite, e para fazer separação entre a luz e as trevas; e viu Deus que era bom.
(19) E foi a tarde e a manhã, o dia quarto.

Então, longe de se criar qualquer tipo de confusão, basta apenas pontuarmos os dados em ordem cronológica, cremos neles e sossegarmos a alma pela obediência!

1) Dois luminares foram colocados no Céu: Sol e Lua (verso 14 e 16).
2) As estrelas foram feitas neste mesmo dia (verso 16).
3) Também se diz claramente que estes dois luminares estarão “na expansão”. Uma leitura cuidadosa do dia terceiro, que vem antes deste, mostrará que a “expansão” é exatamente “o Céu” coberta pelo Domo que separa as águas que estão acima dele mesmo (há águas acima da expansão), das águas que estão abaixo – está em Gênesis 1:9-13.
4) Retomando este quarto dia, temos facilmente entendido o seguinte: “E Deus os pôs na expansão dos céus para iluminar a Terra” – portanto o modelo heliocêntrico, inventado pelo Satanás de que a Terra gira ao redor do Sol é antibíblico. Ponto.
5) Mas, aqui vem o fato mais importante na questão referente ao entendimento de como funciona a demanda sobre quando é o verdadeiro sábado da Criação e que deve ser observado pelos que querem obedecer a Deus, guardando o verdadeiro sábado = Shabbat; notemos cuidadosamente os versos 14, 18 e 19:

(14) E disse Deus: Haja luminares na expansão dos céus, para haver separação entre o dia e a noite; e sejam eles para sinais e para tempos determinados e para dias e anos.
(18) E para governar o dia e a noite, e para fazer separação entre a luz e as trevas; e viu Deus que era bom.
(19) E foi a tarde e a manhã, o dia quarto.

6) No verso 14 se diz que estes luminares (Sol, Lua e Estrelas do verso 16) foram criados para CONTROLAR TEMPOS DETERMINADOS, DIAS E ANOS.
7) No verso 18 se afirma que estes luminares existem para separar LUZ E TREVAS, também para GOVERNAREM O DIA E A NOITE.
8) Então, apenas uma pessoa sem noção não entenderia claramente O ÓBVIO – o que qualquer aborígene ou índio sul-americano poderá entender sem ter estudado absolutamente nada das Escrituras de Israel e nem a dogmática do Cristianismo. O que seria? O que está no verso 19 – ESTAS DETERMINAÇÕES FORAM FEITAS NO QUARTO DIA DA CRIAÇÃO.

Sendo certo que Deus fez os controladores do tempo no dia 4, podemos afirmar com certeza total que no 4º dia da Criação a LUA TEVE SEU PRIMEIRO MOMENTO CÍCLICO – ou seja, todos sabemos que a Lua tem 4 ciclos permanentes desde que o Mundo é Mundo: chamam “Lua Nova”, “Lua Minguante”, “Lua Crescente”, “Lua Cheia” e ela OCORRE EM CICLOS DE 7 DIAS, com variáveis igualmente determinadas pela autoridade divina, para as situações em que temos o 8º dia especial em momentos especiais, em semanas especiais que fecham o circuito de Festas Sagradas – retornando-se para o padrão semanal primário.

Farei oportunamente uma manifestação sobre a coerência do 8º dia em alguma semanas e a conexão com o Sábado Semanal.

Mas, vamos ao ponto central de meu argumento comigo mesmo. Quando foi que começou esta história de ciclos lunares?
No quarto (4º) dia da Criação.

Quem inventou isto? Deus!

Ok.
Três dias depois que este primeiro ciclo lunar aconteceu, o que foi que Deus fez com na História da Criação?
Ele criou o Sábado. Está escrito lá em Gênesis 1, basta ler.
Apenas e tão-somente 3 dias depois do 4º dia da Criação é que o Sábado do 7º dia foi feito, portanto, eu teria que ser muito lento de raciocínio para não entender que o SÁBADO DE DEUS É SEMPRE NO TERCEIRO DIA DEPOIS QUE A LUA INICIA QUALQUER UM DESTES SEUS 4 CICLOS.

Ponto.
Há um grupo religioso (ou grupos) que guardam um Sábado baseado no Calendário que é profundamente pagão – oriundo de Roma de Júlio César e do Papa Gregório. Eu não faço parte deste grupo. O Sábado que eles guardam está equivocado, porque não se sujeita ao próprio cenário primário óbvio da Semana da Criação. O verdadeiro Sábado tem que ser entendido à luz dos depositários das Escrituras que contam-nos que assim foi e, estes são os israelitas – não os judeus que são apenas uma das tribos da Nação de Israel.

Mais ainda, em Daniel 7:25 se declara sobre o Poder Romano o seguinte (em contexto profético, é claro!):

E proferirá palavras contra o Altíssimo, e destruirá os santos do Altíssimo, e CUIDARÁ EM MUDAR OS TEMPOS e a lei.

Não há defesa!
É uma questão primária!

Temos a opção de olhar para o Calendário da folhinha na parede e perguntarmos, por exemplo:
– Quando entra a Lua Cheia?
– Por exemplo: foi hoje?
Então, é claro como o sol do meio dia em céu limpo, que o sábado será daqui a três dias. Ponto final.

Ora, mas isto não vai bater com o sábado da folhinha na parede, o que farei? Me guiarei pela indicação da Lua e se o sábado cair numa terça, numa quinta da folhinha – ele será, para fins de guarda do sábado original, o dia em que vou obedecer Êxodo 20:8-11. Simples assim.

Todo o problema está na confusão criada pelo calendário pagão!
Se somos evangélicos, cristãos, temos que estudar holisticamente as Escrituras, à luz do evangelho, de forma utilitarista e pragmática – porque este comportamento nos permite visualizar as coisas com a clareza necessária (nos dias de hoje) que nos ajudam a compreender fatos escriturísticos que se impõem para uma escolha ética ajustada com Deus e não com os homens.

É claro que pelo Calendário que estamos vivendo nesta sociedade paganizada e ímpia, o sábado vai sempre ficar flutuando na tabela deles, mas na nossa não, porque olhamos para Gênesis 1 e Êxodo 20:8-11, e entendemos a base de toda a lógica da Criação.

Este breve enunciado não esgota o assunto eu sei, sobretudo, para quem está sempre envolto com a defesa das “denominações” e se opõe a manifestações como a minha. Também sei que alguns dirão que é uma bobagem e que a salvação não tem nada que ver com a guarda de sábado e eu afirmo com eles que não tem mesmo. Outros dirão que a sua igreja pensa diferente e eu concordo, senão nem estaria escrevendo este texto. Outros dirão que não ligam para a pauta e nada há que se dizer nestes casos. E há os que dirão: vamos investigar mais de perto para ver a coerência disto? Aos quais eu estarei sempre aberto a dialogar com respeito e dentro do mais bondoso decoro.

Seja como for “cada um de nós dará conta de si mesmo diante de Deus” (Romanos 14:12).

Cordialmente,

Prof. Pr. Dr. Jean Alves Cabral
www.espiritual.professorjean.com

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Quem desejar iniciar a pesquisa sobre a questão, entre na Internet e digite assim: https://pt.wikipedia.org/wiki/Fases_da_Lua

Isto ajudará a entender como funciona a dinâmica da Lua!

 

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