Fundamentos da Verdadeira Adoração.

23 de outubro de 2017

(Nota Técnica: a Palavra Yehoshua significa: “Yeh” = Deus; “Oshua” = Salvador. Segundo a obra “O Novo Testamento Interpretado” (R. N. Champlin, Editora Hagnos, São Paulo, Vol. II, 2002, p. 15): “Lucas 1:31 – ‘eis que conceberás e darás à luz um filho, ao qual porás o nome de Jesus’. Um Filho … Jesus. Lucas não cita diretamente a profecia sobre o Emanuel, que aparece em Isaías 7:14, a exemplo do que se vê em Mateus 1:23; discussão sobre o nascimento virginal de Jesus. O apelativo ‘Jesus’ é a forma grega que equivale a Josué, o qual significa ‘o Senhor é salvação’, ou expressão similar. Lucas não provê qualquer definição etimológica, segundo fez Mateus (ver Mateus 1:21). Antes do cativeiro, a forma hebraica desse nome era Jehoshua, mas o nome foi modificado para Joshua, após o cativeiro. Assim sendo, o sentido dessa designação é Jeová é o Salvador. Desse modo, por intermédio desse nome, Jesus, do Novo Testamento, é definitivamente identificado com as promessas messiânicas contidas no Velho Testamento.”.)

Fizemos uma pesquisa cuidadosa sobre esta afirmativa e descobrimos que a forma correta é Yehoshua, inclusive temos em nosso poder uma carta oficial da Sociedade Bíblica Brasileira asseverando tal ponto técnico. Por acreditarmos que nome próprio não se traduz queremos pedir ao leitor que não considere a inscrição Yehoshua uma indicação de qualquer novidade fora do normal, mas apenas a repetição do nome real de nosso Salvador e Senhor. Pedimos que considerem isto à luz de Atos 4:12.

Por este motivo apontamos de modo breve (bem breve por sinal!) esta nota técnica. Agora vamos ao tema central!

 

E vi outro anjo voando pelo meio do Céu e tinha um Evangelho Eterno para proclamar aos que habitam sobre a Terra e a toda Nação, Tribo, língua e Povo, e dizia com grande voz: Temei a Deus e dai-Lhe glória, porque é vinda a hora do Seu Juízo e adorai Aquele que fez o Céu, a Terra, o mar e as fontes das águas. (Apocalipse 14:6,7).

1) O Fundamento da Salvação dos Seres Humanos.

O centro da mensagem do anjo de Apocalipse 14:6-7 é a questão de que a espécie humana pode ser salva de sua situação de perdição e pecaminosidade.

Toda a mensagem é direta, firme e objetiva. O anjo declara de modo enfático que devemos providenciar uma atitude pessoal e condicional para podermos superar a situação envolta no que ele declara ser o Juízo. O que devemos fazer diante deste anúncio, é da máxima relevância para nossa continuidade existencial; os aspectos capitais são:

  • “Temei a Deus” – o que significa literalmente: “O temor do Senhor é odiar o mal; a soberba, a arrogância e o mau caminho; a boca perversa, Eu os odeio” (Provérbios 8:13) e ainda: “Quem anda na retidão teme ao Senhor, mas aquele que é perverso nos seus caminhos despreza-O” (Provérbios 14:2). “Pela misericórdia e pela verdade expia-se a iniqüidade; e pelo temor do Senhor os homens se desviam do mal” (Provérbios 16:6).
    1. O temor do Senhor não é o que expia a iniqüidade. Esta só pode ser retirada da vida do ser humano mediante a misericórdia e verdade de Deus, que é Seu Filho Unigênito (João 3:16; 14:6; 17:3).
    2. Mas o temor do Senhor tem uma importante tarefa a realizar na vida de todos os que ouvem acerca dEle, a saber: gerar repulsa ao mal, influenciar para que o ser humano viva em caminhos justos e retos, evitar a perversidade.
    3. Desta forma podemos compreender de forma clara que o anjo de Apocalipse 14:6-7 declara inicialmente que os seres humanos devem se reconhecer pecadores e adotarem uma nova atitude prática, a atitude de deixarem seus caminhos tortuosos, escolherem o temor do Senhor e buscarem Sua presença imediatamente, porque o Juízo está diante de todo o planeta e o fim é chegado. Esta mensagem coaduna-se perfeitamente com o princípio divino que clama aos seres humanos dizendo: “Buscai ao Senhor enquanto se pode achar, invocai-O enquanto está perto. Deixe o ímpio o seu caminho, e o homem maligno os seus pensamentos; volte-se ao Senhor, que se compadecerá dele; e para o nosso Deus, porque é generoso em perdoar.” (Isaías 55:6-7).
  • “E dai-Lhe glória” – esta expressão não significa que devemos adorá-Lo. A questão da adoração virá um pouco mais adiante. O que o anjo explicita aqui é que devemos “reconhecer a Sua Soberania”.
    1. O grande ponto central onde gira todo o grande conflito cósmico é o fato de que Deus o Pai estabeleceu um Decreto Universal[i].
    2. Este Decreto é o de que Seu Único Filho Gerado[ii], Aquele que é a expressa imagem do Seu Ser[iii], o Único Deus Gerado[iv] pelo Pai e que é Um[v] com Ele deve ser adorado por todos os seres do Universo, pois aprouve ao Pai que por este meio seja Sua administração universal completamente glorificada.
    3. Os rebeldes, dentre os quais Satanás[vi] é o líder máximo, não aceitam este Decreto e se opõem[vii] frontalmente e de modo amplamente perverso ao mesmo[viii], negando a possibilidade[ix] do temor do Senhor e negando [x]a Sua glória.
    4. O mandamento apresentado pelo anjo de Apocalipse 14:6-7 é para que todas as pessoas e autoridades do planeta Terra assumam uma postura inteligente e sensata de submeterem-se ao Todo Poderoso, Aquele de Quem diz a Escritura: “Deus está na assembléia divina; julga no meio dos deuses” (Salmo 82:1); e ainda: “O Senhor reina, tremam os povos; Ele está entronizado sobre os Querubins, estremeça a Terra. O Senhor é grande em Sião, e exaltado acima de todos os povos. Louvem o Seu Nome, grande e tremendo, pois santo é” (Salmo 99:1-3).
  • “porque é vinda à hora do Seu Juízo” – o que significa que há uma ameaça contra todos os seres humanos da parte deste Deus Todo-Poderoso. Tal ameaça vem carregada de misericórdia em um primeiro momento, daí dizer a Bíblia que o Evangelho que este anjo carrega em Apocalipse 14:6-7 é o evangelho eterno, isto é, as boas novas que são conhecidas desde a fundação do Mundo e concedidas pela misericórdia do Pai (1ª Pedro 1:18-21), mas revelado para os homens no tempo certo de Sua presciência (Gálatas 4:4; Efésios 3:8-11 e Marcos 1:15).
    1. Este Juízo é bem claro na Bíblia e não pode ficar dúvida alguma para quem quer que seja as regras e condições explícitas e implícitas nele.
    2. Diz o próprio Senhor Yehôshua’: “Porque Deus enviou Seu Filho ao Mundo, não para que julgasse o Mundo, mas para que o Mundo fosse salvo por Ele. Quem crê nEle não é julgado; mas quem não crê, já está condenado; porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus. E o julgamento é este: a luz veio ao Mundo e os homens amaram antes as trevas que a luz, porque as suas obras eram más. Porque todo aquele que faz o mal aborrece a luz, e não vem para a luz, para que as suas obras não sejam reprovadas. Mas quem pratica a verdade vem para a luz, a fim de que seja manifesto que as suas obras são feitas em Deus” (João 3:17-21).
    3. É notório que o julgamento implica em duas atitudes do indivíduo que não será sequer julgado e já pode desde agora estar salvo e liberto da condenação: confessar o nome do Senhor e confessar a Sua autoridade. Salientamos aqui o fato de que a confissão do nome do Senhor é condição sine qua non para se livrar um iníquo da condenação.
    4. Ou seja, a mesma razão que levará Satanás ao extermínio completo é a mesma que levará seres humanos ao extermínio, a oposição ao governo celestial com a determinação essencial e efetiva de que todos devem se submeter ao senhorio do Filho Unigênito do Pai, escolhendo dar apoio ao governo de Satanás – o rebelde.
      1. É preciso registrar que “o Mundo jaz no Maligno” (1ª João 5:19). Uma ampla compreensão sobre o domínio de Satanás neste planeta é essencial para entendermos a amplitude da redenção que nos é concedida. Não devemos nos iludir, porque ele certamente tem seu domínio neste planeta (Efésios 6:12; Mateus 4:8-9; 2ª Coríntios 4:3-4; Efésios 2:1-3 e 1ª Pedro 3:8-9).
      2. Deus não é o responsável pela desgraça que nos assola nesta Terra[xi], a Bíblia deixa claro para todos nós que não só o Mundo jaz no Maligno[xii], mas declara que este Maligno “sujeitou a criação que geme com dores” aguardando sua libertação de tal jugo[xiii].
  • E neste ponto é necessário tocar, mesmo que brevemente no aspecto que envolve a realidade da responsabilidade individual do ser humano diante de Deus[xiv]. Não fomos chamados à vida para sermos tratados como autômatos ou máquinas[xv], mas o Maligno adulterou como já expusemos o controle planetário mediante a queda de nossos primeiros pais[xvi]. A sua dominação não pode ser enfrentada senão pelo Único Filho Gerado do Pai Altíssimo, Aquele que tem em Si mesmo a possibilidade de penetrar nas coisas do próprio Pai e que foi feito por Este Pai, cabeça de todas as coisas, inclusive de todas as potestades e principados[xvii].
  1. Ora, o que precisamos saber sobre o juízo é que não haverá qualquer possibilidade do julgamento ser injusto; certeza esta que podemos ter porque o Ser que efetivará o julgamento é Justo[xviii] Juiz do Universo e nos ama de forma[xix] incomensurável.
  2. A despeito de todo o trâmite que está revelado na Bíblia sobre o tribunal, a Legislação, o Juiz, o Acusador, o Defensor, as testemunhas, os livros de registro e as condições processuais celestiais, há um fato precisa ficar absolutamente claro em nossa mente acerca do Juízo, pois a Palavra de Deus não é mutável nas questões elementares sobre os princípios do governo do Pai Celeste:
    1. Está definitivamente escrito: “Quem crê nEle não é julgado; mas quem não crê já está condenado” (João 3:18) e ainda: “Em verdade, em verdade vos digo que quem ouve a Minha palavra e crê nAquele que Me enviou tem a vida eterna e não entra em juízo, mas já passou da morte para a vida (João 5:24). “Porquanto esta é à vontade de Meu Pai: que todo aquele que vê o Filho e crê nEle tenha a vida eterna; e Eu o ressuscitarei no último dia” (João 6:40). “Em verdade, em verdade vos digo: aquele que crê tem a vida eterna” (João 6:47). “estão escritos para que creiais que Yehôshua’ é o Messias, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em Seu Nome” (João 20:31).
    2. Não temos aqui um julgamento complicado e nenhuma lei poderá nos impedir de estarmos salvos em nosso bendito Redentor, Yehôshua’, pois declara o apóstolo com toda a simplicidade e profundidade que advém da Palavra de Deus: “Porque, se com a boca confessares a Yehôshua’ como Senhor, e em teu coração creres que Deus O ressuscitou dentre os mortos, será salvo[xx]; pois é com o coração que se crê para a Justiça e com a boca que se faz confissão para a salvação. Porque a Escritura diz: ‘ninguém que nEle crê será confundido’ (…) Porque: ‘todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo’ (Romanos 10:9-13).
  3. Quando lemos em Apocalipse 14:6-7 que “é vinda à hora do Seu juízo”, precisamos compreender que o sentido aqui, harmonioso com os textos anteriores é de que “a sentença judicial definitiva” estará sendo proclamada em um momento específico para todos os habitantes da Terra.
    1. Este dia é claramente identificado nas Escrituras como sendo o dia da segunda vinda de Yehôshua’ ao nosso Planeta[xxi]. Assim, fica declarado pelo anjo de Apocalipse 14:6-7 que a hora do Seu juízo significa: é vinda a segunda vinda de Yehôshua’ ao planeta para pôr fim ao presente sistema de coisas e para estabelecer o Seu Reino[xxii].
    2. Esta mensagem deve impressionar o nosso pensamento sobre a solenidade de uma sentença que refletirá o que temos escolhido diariamente e que impõe o destino que iremos colher por toda a eternidade[xxiii].
  • “e adorai Aquele que fez o Céu, a Terra, o mar e as fontes das águas” – esta expressão finalizadora põe as coisas dentro de um desfecho solene e profundo em significados:
    1. Todos os que compreendem o sentido do temor do Senhor, e reconhecem Sua glória no governo do Universo mediante Seu Filho Único Gerado Yehôshua’;
    2. Todos os que compreendem que havendo chegado o tempo do grande Juízo Final na segunda vinda do próprio Yehôshua’ a fim de restaurar definitivamente a ordem no Universo[xxiv];
    3. Todos os que compreendem estas verdades devem adorar Aquele que todas as coisas criou, pois esta atitude confirmará plenamente a verdade sobre a escolha que fazem diante de todos os seres do Universo diante da realidade existencial. E aqui temos a plena compreensão acerca do fundamento da salvação da espécie humana. Somente na adoração correta pode o ser humano ser salvo[xxv].

2) Como Se Fundamenta a Adoração Verdadeira?

Entendendo que a salvação advém de um processo de adoração verdadeira, de uma confissão pública (Romanos 10:9-13; João 4:20-24; Apocalipse 14:6-7; João 17:3) que verdadeiramente reflita um relacionamento profundo e um reconhecimento legítimo de cada salvo diante de Deus e de todos os seres racionais do Universo, entendendo que o Pai Celeste pode ler consciências e testá-las para o bem do próprio ser humano, precisamos caracterizar o processo de salvação dentro de sua legítima construção e compreensão, partindo da doutrina bíblica para a vida prática.

A salvação não é algo estático, não ficamos sentados esperando sermos salvos e depois passamos a uma vida de inutilidade. Há alguns fatores relevantes em nossa salvação que não podem ser esquecidos e que, em si mesmos identificam a realidade de que estamos realmente salvos e nem mesmo em julgamento iremos entrar como já verificamos. Não devemos perder de vista os textos essenciais que versam sobre este ponto (João 3:18; 5:24; 6:40,47; 20:31; Mateus 12:36-37; Romanos 10:9-13).

Quando o anjo de Apocalipse 14:6-7 trás sua mensagem, ele declara que tem consigo algo que precisa ser confirmado entre os fiéis de Deus como sendo o evangelho eterno, porque efetivamente tal mensagem será ameaçada por uma distorção ou falsificação satânica[xxvi].

Em nosso entendimento, dentre os grandes ataques ao evangelho eterno estão:

  • A filosofia pagã greco-romana (ou helênica);
  • A doutrina da trindade defendida no Concílio de Nicéia e aprovada por uma autoridade ilegítima dentro da Igreja de Yehôshua’ (Constantino Magno, Imperador Romano);
  • A doutrina da imortalidade da alma, de origem visceralmente pagã e não fundada nas Escrituras – sua maior exposição se dá pelo enunciado da Serpente em Gênesis 3:1-5 declarando acerca do ser humano, propondo que este “certamente não morreria” porque “sois deuses” – negando assim a soberania divina e a certeza da Palavra de Deus que disse em Ezequiel 18:4 que “a alma que pecar essa morrerá”;
  • A absurda doutrina da anulação da autoridade Legislativa de Deus em “Sua Lei”[xxvii] para colocar em seu lugar uma legislação humana calçada em tradicionalismo paganizado;
  • A doutrina da negação do verdadeiro Nome do Senhor, que é fundamento básico para a concessão da própria salvação e, a infame substituição deste sagradíssimo Nome por um Nome que não possui qualquer respaldo técnico e não representa o verdadeiro sentido do Nome que salva. Bastando para isto dizer que Yehôshua’ filho de Num e sucessor de Moisés (Moshê) é traduzido para o português como Josué, mas no Novo Testamento, é estranhamente traduzido Jesus.[xxviii]
  • A doutrina espúria e sem qualquer embasamento bíblico para a defesa da guarda do Domingo, que foi e é uma imposição da Igreja Católica Romana.
  • A doutrina pagã de que a verdade pode ser encontrada fora da Pessoa de Yehôshua’ e Sua Palavra, inclusive desviando o conceito de verdade doutrinal em tradições dos chamados “pais da Igreja” e não na Bíblia, como única regra de fé e doutrina e, ainda mais, pondo “Maria” na qualidade de “co-redentora com Cristo”, sem a menor fundamentação bíblica elementar para esta assertiva.

Outras doutrinas satânicas foram introduzidas no contexto do que afirmaram os apóstolos, haveriam de aparecer após a morte deles, inclusive algumas já havia nos seus próprios dias.

Fatores claros na Bíblia tais como a unidade essencial entre redenção e moralidade, lei e evangelho, o nome de Yehôshua’, o sacrifício expiatório único e exclusivo de Yehôshua’, o Espírito Santo como sendo o Espírito ou a imanência da própria Pessoa do Pai e do Filho e não uma terceira personalidade divina, a absoluta autoridade da Bíblia e de nenhuma outra fonte, estes e outros pontos foram descaracterizados e deram lugar ao presente sistema denominado de Cristianismo e que é um enorme relato de guerras, confusão e pecados.

O anjo de Apocalipse 14:6-7 abre uma sentença maior que deve nortear nossos pensamentos: haveria uma restauração do evangelho eterno pouco antes da chegada da hora do Juízo.

Deste processo de restauração, seria possível apresentar no Planeta Terra um grupo, mesmo que pequeno, que iria confrontar Satanás em seu reino, mostrando a todos os seres inteligentes do Universo que o Senhor tem um povo que, a despeito de toda a sua desgraça moral e nascimento pecaminoso, deseja Seu governo e se submete à Sua soberania, levando esta decisão às últimas conseqüências, sejam elas quais fossem.

A revelação feita por este anjo de Apocalipse 14:6-7 é tão essencial em nossos dias, porque, observando o conjunto de todas as profecias que apontam para a brevidade da segunda vinda de Yehôshua’, sabemos que certamente sua mensagem só pode ser especialmente dirigida a nós que vivemos no tempo aqui identificado.

Mas, quem pensa que a mensagem do anjo de Apocalipse 14:6-7 é uma mensagem de alguma coisa do tipo renovação carismática, movimento pentecostal, protestantismo fundamentalista, está redondamente enganado.

O evangelho eterno corresponde às mesmas imutáveis e inalteráveis boas novas que Deus o Pai Altíssimo tem comunicado ao homem desde que o pecado entrou no Mundo, embora percebidas através de diversas épocas com variados graus de clareza e ênfase.

Não temos qualquer dúvida de que o evangelho transmitido a Israel[xxix] é essencial à compreensão do evangelho exposto na Pessoa de Yehôshua’ no Novo Testamento, porque não há falta de harmonia na Bíblia[xxx].

Tão logo entrou o pecado no Mundo, Deus revelou um Salvador que definitivamente feriria a cabeça da Serpente, mas que primeiramente deveria sofrer nesta luta[xxxi]. O plano divino de salvação através de Yehôshua’ não foi, entretanto, um plano posterior à queda, como se Deus fosse pego de surpresa pelo incidente. O Todo-Poderoso conhece o fim desde o princípio. Sua majestosa onisciência não conhece tardança e nem imprevistos[xxxii].

A Bíblia revela-nos que Sua poderosa onisciência gerou um único Ser que seria destinado a estar presente na realidade da Criação para cumprir uma missão existencial suprema e profunda em significados.

A maior prova de que Yehôshua’ não é eterno de Si mesmo, mas que foi, como afirma a Bíblia, “unigênito de Deus”, isto é, único gerado de Deus, é que declara a Bíblia:

Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Yehôshua’ Mashiah, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nas regiões celestes em Yehôshua’; como também nos elegeu nEle antes da fundação do Mundo, para sermos santos e irrepreensíveis diante dEle em amor e nos predestinou para sermos filhos da adoção por Yehôshua’ Mashiah, para Si mesmo, segundo o beneplácito de Sua vontade, para o louvor da glória da Sua graça, a qual nos deu gratuitamente no Amado. (Efésios 1:3-6).

(…) o sangue de Yehôshua’, o qual, na verdade, foi conhecido antes da fundação do Mundo, mas manifesto no fim dos tempos por amor de vós (1ª Pedro 1:19-20).

Ora, o Deus de paz, que pelo sangue do pacto eterno tornou a trazer dentre os mortos a nosso Senhor Yehôshua’, grande pastor de ovelhas (Hebreus 1:20).

Pois Eu o Senhor teu Deus, que agita o mar, de modo que bramem as suas ondas. O Senhor dos Exércitos é o Seu Nome. E pus as minhas palavras na Tua boca, e Te cubro com a Sombra da Minha mão; para plantar os Céus e para fundar a Terra e para dizer a Sião: ‘tu és Meu povo’ (Isaías 50:15-16).

Quando Deus o Pai resolveu criar a espécie humana, Ele certamente sabia o que significaria trazê-la à existência, pois é fato incontestável Sua infinita sabedoria e presciência. Quando Ele, o Deus Pai Altíssimo estabelecia os fundamentos da Terra, Quem estava com Ele? Quem tinha capacidade e condições de entender Suas intenções e penetrar Seu ideal?

Diz a Escritura com clareza:

O Senhor Me criou como a primeira das Suas obras, o princípio dos Seus feitos mais antigos. Desde a eternidade fui constituída, desde o princípio, antes de existir a Terra. (Provérbios 8:22-23). Quando Ele preparava os Céus, aí estava Eu; quando traçava um círculo sobre a face do abismo (Provérbios 8:27). Então Eu estava ao Seu lado como Arquiteto; e era cada dia suas delícias, alegrando-Me perante Ele em todo o tempo; folgando no Seu Mundo habitável (Provérbios 8:30-31).

Que Pessoa Única tem as especificações suficientes para preencher esta descrição e foi, como declara a Palavra de Deus, a condição de única personalidade presente por ocasião da criação de todo o Universo? (Notai as expressões Céus e Terra).

Nestes últimos dias nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, e por Quem fez também o Mundo; sendo Ele o resplendor da Sua glória e a expressa imagem do Seu Ser (Hebreus 1:2-3).

O qual é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a Criação; porque nEle foram criadas todas as coisas nos Céus e na Terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades; tudo foi criado por Ele e para Ele. Ele é antes de todas as coisas e nEle subsistem todas as coisas. (…) porque aprouve a Deus que nEle habitasse toda a plenitude. (Colossenses 1:15-17,19).

Ninguém jamais viu a Deus. O Deus Unigênito que está no seio do Pai, esse O deu a conhecer. (João 1:18).

Não há dúvida e nenhuma complicação aqui!

É tudo muito simples e fácil de entender. É um fato Universal dos mais simples, conhecido de todos os seres do Universo, mas resistido por Satanás:

  • O Pai é o Deus Altíssimo e o Filho Unigênito é o Ser que este Pai gerou de Si mesmo para ser Seu companheiro e Sua alegria.
  • O Filho é o Único capacitado para Ser do mesmo nível de Sua natureza, pois é feito a partir do próprio Pai mesmo.
  • Mas, não podemos confundir uma coisa, o Pai é infinito, o Filho não é assim, teve um princípio, um começo, uma saída histórica e, a menos que joguemos esta parte da Bíblia na lata de lixo ou rejeitemos sua inspiração, os textos declarados acima não deixam dúvidas: Ele (Yehôshua’) é primogênito da criação, criado para ser Arquiteto da criação, e não possui autoridade de Si mesmo, mas aprouve a Deus o Pai dar-lhe esta condição.

Já apontamos nas notas de fim deste Artigo os textos que apontam estas convicções que temos.

Tenho encontrado pessoas que ficam num enorme dilema quanto a este assunto, mas sempre afirmo que já tive o mesmo dilema. É o dilema Trinitariano que propõe que a “lógica seria três ser igual a um e um igual a três – destruindo a própria lógica com a indecente teoria de que este assunto é um ‘mistério’”.

Mas, como poderia este assunto ser um mistério se Apocalipse 14:6-7 nos  diz que um anjo de elevada investidura nos ordena, por mandado do Pai que a adoração correta seja praticada?

Se não sabemos a Quem adorar como poderemos cumprir este decreto divino que nos impedirá de ter uma boa sorte no Juízo, como se lê no referido texto apocalíptico?

Todavia, quando decidi raciocinar com as Escrituras nas mãos e orientar-me por suas explanações e resolvi abandonar a interpretação das denominações da cristandade que se fundamentam em tradicionalismos que evitam colocar a mente para pensar, mas impõem anátemas (maldições) contra qualquer um que se manifeste contrário às suas tradições e suas confissões cheias de contradições – então, e somente então – a os textos de João 5:39 e o Salmo 119:105 passaram a fazer sentido e encontrei a clareza das afirmativas que aqui apresento.

Tenho dito a pessoas que ficam confusas na leitura da Bíblia, que cada um de nós é individualmente uma casa de morada do Pai e do Filho[xxxiii].

O poder imanente dos dois, que se funde na força espiritual que a Bíblia denomina Espírito Santo, pode possibilitar a qualquer um de nós compreender a verdade sobre estas coisas, bastando para tanto, aplicar a mente a buscar e a compreender, porque uma coisa é certa, Deus não falha conosco quando Lhe pedimos sabedoria[xxxiv].

O que tenho dito é isto, e que o Senhor mesmo nos ensina na medida que devemos saber para sermos salvos, porque está escrito:

Pois nós somos santuários do Deus vivo, como Deus disse: “neles habitarei e entre eles andarei; e Eu serei o Seu Deus e eles serão o Meu povo” (2ª Coríntios 6:16).

Cada um de nós pode encontrar respostas diretamente dAquele e nAquele que vive em nós, se assim buscarmos de todo o nosso coração. E é por esta convicção que chegamos a uma certeza definitiva com relação a estas questões à qual confessamos e professamos:

Devemos adorar Aquele que todas as coisas criou.[xxxv] Este Ser é o Pai Altíssimo![xxxvi] Pois esta atitude confirmará plenamente a verdade sobre a escolha que fazemos diante de todos os seres do Universo diante da realidade existencial[xxxvii]. Mas, não temos dúvidas de que a obediência a este princípio se faz quando obedecemos a Sua ordem suprema de que devemos adorar a Seu Filho Unigênito[xxxviii]. E aqui temos a plena compreensão acerca do fundamento do grande conflito cósmico entre as forças do bem e do mal e da salvação da espécie humana. Por isto dizemos que somente na adoração correta pode o ser humano ser salvo. Mas, ao adorarmos devemos saber a Quem adoramos!

O fundamento desta adoração é a chave da própria salvação:

  • Porque se não confessarmos que Yehôshua’ é o Senhor de todos nós (Romanos 10:9-13);
  • Porque se não confessarmos que Ele foi gerado de Deus Pai Altíssimo para ser a expressão de Sua majestade, caráter e dignidade (Hebreus 1:1-3);
  • Porque se não confessarmos que Yehôshua’ é o único Deus gerado (Deus Unigênito) (João 1:18);
  • Porque se não confessarmos que Yehôshua’ não é o único Filho gerado (Filho Unigênito) (João 3:16);
  • Porque se não confessarmos que Yehôshua’ não é o único caminho, verdade e vida (João 14:6);

Se negarmos estas verdades estaremos todos perdidos pelas seguintes justas causas:

  • Estaremos negando que a nossa verdadeira dependência existencial depende dAquel que o Pai Altíssimo gerou de Si mesmo para nos criar, a saber, Seu Filho único gerado Yehôshua’ – e esta negação existencial significa crime de oposição à autoridade constituída pelo Pai Altíssimo;
  • Estaremos negando a soberania de uma Lei que representa toda a legislação universal, pois se fundamenta na própria Pessoa que a estabeleceu – e esta negação significa a completa quebra do equilíbrio celestial, o que significa crime de rebelião contra a ordem estabelecida;
  • Estaremos negando a ética derivada da autoridade e da Lei que comandam o governo universal especialmente nas questões que envolvem a iniqüidade na Natureza e para com os seres criados – e esta negação significa crime de fazer maldades e perversidades com os demais seres criados do Universo desencaminhando-os da harmonia da própria vida;
  • Estaremos negando o princípio do amor que se funda na doação de si mesmo para o bem do equilíbrio e dos demais seres do Universo – e esta negação significa crime de tentar destruir o amor e semear a autodestruição pela ação egoísta e orgulhosa, buscando escravizar para sua satisfação pessoal todas as coisas do Universo;
  • Estaremos negando o nosso próprio direito de viver, confessando a morte e o desejo profundo de sermos aniquilados da Criação, porque mediante o estabelecimento dos pontos anteriores em nossa mente e na nossa vida, declaramos que não aceitamos a Fonte da Vida – e esta negação significa crime de abdicar à existência própria, haja vista que nenhum ser do Universo, pode existir sem a ação direta e absoluta do Pai Altíssimo com Yehôshua’.

Parece-me claro que estes são os pontos mais relevantes até aqui revelados sobre a crise que inspira nossa necessidade de salvação.

Quando afirmamos que o fundamento da salvação humana está no estabelecimento do princípio da adoração, não pretendemos dizer que a salvação representa um ato que ocorre porque uma pessoa fica dentro de um prédio que costumam chamar de igreja, gemendo, chorando, fazendo rezas e orações, nem fazendo estudos da Bíblia ou de lições denominacionais.

O que a sociedade está habituada a chamar de adoração é um erro crasso!

Por exemplo, não se deve jamais fazer orações fora da segunda pessoa do singular, mas as sociedades religiosas insistem na primeira pessoa do singular. Os apóstolos e especialmente Yehôshua’ jamais oraram fora das expressões “Tu”, “Teu”, “Vosso” – pondo o Pai sempre no centro. Basta lermos os evangelhos e os atos dos apóstolos e veremos esta verdade esmagadora!

Mas, afinal, como poderia o cristianismo entender qualquer coisa sobre adoração se adora uma trindade, se confessa um estranho nome (Jesus) que não é nem sequer uma tradução (mas é uma invenção humana) do Nome verdadeiro?

À vista de Deus o Pai Altíssimo, a única maneira de expiar o pecado humano e salvar os pecadores era mediante derramamento de sangue[xxxix].

Isto está correto porque as negações que citamos anteriormente só se justificam naqueles que escolhem seguí-las, pelo profundo desejo de morrerem e não existirem mais. Todo pecador e todo iníquo manifestam todo o tempo, por suas atitudes e pensamentos um só propósito: preferem morrer e não existir e, declaram com forte esforço de uma vida que seu objetivo é a desarmonia que possa levá-los a desaparecer do Universo, declaram com toda a sua egocêntrica escolha pessoal que não aceitam e não querem aceitar a soberania e o governo de Deus o Pai mediante Seu Filho Yehôshua’.

Tal é a questão da perdição e tal é a questão da salvação. Por isto o Unigênito declarou em João 17:3 (14:6) as palavras que lá estão.

O derramamento de sangue que parece tão aviltante para as pessoas cheias de uma sensibilidade infantil, é fato essencial na questão do Direito Universal pelas razões já elencadas[xl]. Abraão conheceu este princípio[xli] e todas as autoridades enunciadas em Hebreus capítulo 11 conheceram e viveram uma forte simbologia deste fato cósmico, ou seja, quem não quer continuar respirando o ar que Deus oferece, será satisfeito no seu desejo e será exterminado conforme sua própria vontade rebelde de opor-se ao Único que detém a vida.

Trata-se de um respeito absoluto à vontade de cada ser inteligente!

O que causa espanto em nossa condição pecaminosa é que acabamos por receber uma imagem de Satanás em nós mesmos. O nosso caráter natural e carnal é tão buscador da morte que imaginamos que somos deuses e que somos imortais, ou seja, somos tão doentes mentais que imaginamos que somos tão bons ou estamos no mesmo nível de Deus o Pai Altíssimo.

Isto fica profundamente revelado na teoria absurda da imortalidade da alma ou estado de consciência dos mortos.

O desejo humano de negar a possibilidade de sermos exterminados é tão intensa que alguns conseguem ver na aniquilação que Deus proverá aos que buscaram o fim de si mesmos, uma imortalidade num lago de fogo. Preferem crer que Deus é um tirano que manterá uma pessoa milhões e bilhões de anos queimando em decorrência de alguns punhados de anos de pecado, ou seja, Ele é seria um juiz injusto impondo uma pena de uma eternidade para crimes parciais praticados em um período limitadíssimo de tempo.

Recentemente, quando discursava sobre este assunto, um indivíduo ergueu-se no auditório para interpelar-me sobre esta questão. Dois argumentos seus foram os de que há na Bíblia um inferno aonde os pecadores vão quando morrem e citou este ou aquele verso que julgava provar o fato e, depois, pensando que estava arrasando com suas argumentações e colocando-me em dificuldades, argumentou que o fogo que irá queimar os ímpios é eterno, portanto eles não morrerão jamais, isto é, ficarão eternamente queimando.

Que juízo seria este proposto por algumas denominações?

Com certeza um juiz terrestre jamais teria tamanha falta de misericórdia!

Embora reconheçamos que Deus tem um Trono que se fundamenta no juízo e na justiça, jamais devemos esquecer que Ele tem um caráter cheio de benignidade e graça[xlii].

Ora, é notório em Apocalipse que o inferno não é um lugar de fogo, porque em Apocalipse 20:14-15 ele (o inferno) é lançado no lago de fogo. Isto indica que a doutrina deve ser revisada neste ponto!

E no caso da expressão fogo eterno, é outra questão a ser amadurecida pela leitura cuidadosa das Escrituras pela regra manifesta em Isaías 28:10-13 e 1ª Coríntios 2:12-16.

Por exemplo, no caso de Sodoma e Gomorra, diz a Bíblia: “no dia em que Ló saiu de Sodoma choveu do céu fogo e enxofre e os destruiu a todos; assim será no dia em que o Filho do homem se há de manifestar” (Lucas 17:2-30). Ora, sendo o fogo de Sodoma igual ao que cairá sobre todos os ímpios na segunda vinda do Senhor, é claro que tal fogo não é eterno no sentido literal da palavra, porque não há nenhuma Sodoma queimando até hoje na Terra.

Então resta-nos o fato de que tal fogo é eterno nas conseqüências que produz. Mas sei que tal discussão enseja um estudo separado deste contexto, porque os que se imaginam imortais, não aceitam facilmente a idéia de que a aniquilação (ou o retorno ao nada que éramos antes de havermos sido criados) possa ser real.

A Bíblia diz que o único que tem a imortalidade é o Pai (1ª Timóteo 6:13-16), mas Satanás iniciou sua rebelião na Terra no mesmo ponto que até hoje os defensores de tal doutrina defendem tão tenazmente. Eis a proposta diabólica:

Disse a Serpente à mulher: certamente não morrereis! Porque Deus sabe que no dia em comerdes desse fruto, vossos olhos se abrirão e sereis como Deus, conhecedores do bem e do mal (Gênesis 3:4-5).

Eis a doutrina principal do Demônio:

  • Não existe morte;
  • Deus esconde coisas de Suas criaturas e as priva de bênçãos maiores;
  • Na transgressão da ordenança divina há sabedoria e somos livres;
  • Somos todos deuses;
  • O bem e o mal fazem parte de uma mesma verdade ou sabedoria.

Toda religião, toda proposta de adoração, toda proposta de culto e toda proposta filosófica que se fundamente num só destes pontos ou em todos eles combinados é demoníaca, abominável, anátema e deve ser rechaçada pelos Embaixadores de Yehôshua’ neste Mundo.

Devemos ensinar as pessoas que a verdadeira adoração só é possível nos seguintes fundamentos:

  • Somos criaturas limitadas no tempo e no espaço e se não vivermos dentro das leis de Deus que regulam esta temporalidade certamente iremos ser aniquilados pela força da própria legislação universal.
  • A morte é real e consiste em aniquilação total de nossa existência e como somos limitados ao tempo e espaço, ao morrermos deixamos de ocupar qualquer lugar em qualquer época.
  • A única chance de superarmos esta situação é a salvação provida por Deus em Seu Único Filho Gerado (João 3:16; 1ª João 1:8-9-2:1-3).
  • Deus o Pai é nosso grande Sustentador (Salmo 104:27-35). Todas as bênçãos possíveis no plano espiritual e material Ele nos tem concedido (Efésios 1:3-12) e a maior de todas as bênçãos que o Pai possuía e possui é Seu Filho Unigênito e, Este Ele nos deu eternamente, isto é, tomou o nosso próprio Criador e envolveu-O na própria Criação, para que fosse incluído na própria Criação (João 3:16), de forma que não há nada que possa ser-nos negado que seja evidentemente para nosso bem pois Ele está diretamente ligado a cada um de nós.
  • A obediência à legislação divina é a suprema garantia de uma vida livre, porque tal legislação é o fundamento de toda ordem universal e a base de todo equilíbrio cósmico em todas as dimensões (Tiago 2:10-13; Salmo 119:142,152; Eclesiastes 12:12-14; 1ª João 2:3-6) – mas esta legislação se manifesta dentro de uma determinação divina e não humana.
  • Não somos deuses, e não podemos ficar impunes de desafiar a suprema autoridade do Universo imaginando, desejando ou pretendendo sermos deuses diante de Sua Augusta Pessoa (Êxodo 20:3 Jeremias 25:4-7). É importante entendermos que o Senhor Deus o Pai não é um bufão e nem anda com blefes e mentiras. É uma Personalidade da mais alta dignidade e seriedade (Isaías 63:15-16; Isaías 45:18; 44:6-8).
  • O mal faz parte da administração de Satanás, o inimigo de Deus. O plano do Pai Altíssimo para os que querem preservar suas vidas, só pode ser encontrado na vida e obra de Yehôshua’ (1ª Timóteo 2:5; João 14:6; 17:3) e não há possibilidade de uma vida saudável fora de Sua Pessoa (João 10:10; 1ª Coríntios 2:1-5; 1:21-24).

No momento que as pessoas compreenderem estes fatores que aqui enunciamos, como pontos básicos para a adoração verdadeira e como pontos que podem confirmar oficialmente na alma a salvação oferecida gratuitamente por Deus, estabelece-se de forma “jurídica” a nível celestial, a salvação confirmada na alma da pessoa.

A adoração é, pois, fato da máxima relevância! Tema da máxima seriedade e necessidade para cada um de nós!

Um exame cuidadoso das Escrituras revelará que não é possível salvar nenhuma pessoa onde a salvação não possa ser estabelecida! (João 3:16-18).

E a prova visível e absoluta de que a salvação foi realmente concedida numa vida está no ato desta alma adorar a Deus o Pai e ao Filho como Senhor (1ª Coríntios 8:5-6; João 17:3).

Isto bem claro: Deus é o Pai, Yehôshua’ é o Senhor para a glória de Deus Pai!

Nós somos criaturas e carentes de sustentação total da parte de Deus e do Senhor.

Satanás e sua infame rebelião é que não se pode justificar. Afinal como se pode justificar o desejo de nos auto-destruirmos e auto-aniquilarmos sob a alegação de que isto é liberdade de um jugo que está diretamente ligado a nossa própria vida? Então em nome da vida se semeia a morte?

3) Introdução ao Tema da Divindade.

Os elementos constantes na adoração devem ser bem compreendidos para que não façamos as coisas incorretamente.

A nossa crença com relação a Divindade possui uma essencialidade monumental porque ao nos dirigirmos à Divindade devemos saber a Quem exatamente estamos falando, porque e para quê.

Isto impõe uma definição argumentativa que se define em decorrência de uma leitura das Escrituras, fonte inigualável de compreensão de nossa confissão de fé.

O tema referente a Divindade tem sido motivo de guerras e de debates ao longo dos séculos, mas logo de saída, temos que deixar bem claro que a escolha diretamente relacionada com a questão: a quem vamos adorar?” – é tema pessoal e por esta razão, não deveria ser motivo de marcação de posição ao lado do ódio e da truculência que é muito comum em certos círculos radicais de crentes em certas idéias sobre a Divindade, mas que, pela própria definição de suas posturas, são verdadeiros ateus, pois, se cressem na Divindade Bíblica como apregoam, exaltariam a lógica do amor que deriva de um conhecimento real dEle – o que não pode ser exato nos casos de truculência, onde uma pessoa quer ofender e ofende outra porque suas convicções soa diferentes em termos de uma leitura e de uma apologética conflitante.

Se nossa crença não agrada a “a” ou “b”, que seja! Cada um tem direito de viver com sua mente livre de opressão de um credo sobre quem quer que seja. Negar este princípio é estabelecer uma base de fanatismo e intolerância que só encontra lugar nos tempos da Inquisição Católico Romana ou do Nazismo!

Não queremos e não teremos qualquer ligação com fanáticos religiosos que pretendem impor suas convicções sobre nós e nem nós pretendemos impô-las a qualquer outra pessoa.

Todavia, aqui publicamos nossa crença a este respeito, porque nos compete definir, como já o dissemos anteriormente, preservando uma relação de identidade, coerência e transparência com todos os nossos conhecidos.

A Constituição Federal Brasileira garante a todas as pessoas a plena liberdade de crença, credo e culto – esta é uma via de mão dupla. Se alguém se acha no direito de defender uma determinada postura teológica, deve entender que o outro também tem este direito.

Por outro lado, a defesa de uma postura não dá a ninguém o direito de ofender a honra e a imagem das pessoas, porque neste ato de “ofender” o outro, por questões de crença e convicção religiosa, se lançaria as bases de tudo que o próprio “ofensor” não deseja para sua vida, isto é, “ser agredido”. Em casos de discordância, ela só pode ser resolvida de duas formas: (1) não mantendo relacionamento com aquele com quem discordamos, mas respeitando sua convicção, saímos de perto; ou (2) abrindo um debate decoroso e digno de nossas convicções fraternas e honrosas. Fora desta posição é a barra dos tribunais de Justiça para a defesa da honra e da imagem das pessoas.

Somente uma pessoa leviana atacaria alguém sem antes compreender suas convicções de forma clara, sem antes procurar entender o que ela realmente crê e porque crê daquela forma. As pessoas inteligentes e amadurecidas, consideram as posturas que lhes são apresentadas, analisam-nas e depois tomam decisões particulares e pessoais, dão seu testemunho acerca daquela matéria e seguem as suas vidas – não pretendem convencer ninguém de suas idéias acerca de uma crença, porque o Espírito de Deus é que convence de tais questões e, segundo depreendemos desta expressão “Espírito de Deus”, o próprio Pai interage com a sua criatura, pondo nela o que acha que deve pôr nela!

O estudo da Divindade não deve tornar as pessoas críticas e odiosas, impertinentes e egoístas de suas posições, mas abrir uma oportunidade para a comunhão com o Pai, em Seu Filho, pela natural energia divina presente no Espírito que emana deles dois!

4) A Questão do Decreto Divino Acerca da Adoração de Yehoshua.

Nossa crença sobre a Divindade é assim definida dogmaticamente:

Pois, ainda que haja também alguns que se chamem deuses, quer no Céu quer na Terra (como há muitos deuses e muitos senhores), todavia para nós há um só Deus, o Pai, de Quem são todas as coisas e para Quem nós vivemos; e, um só Senhor, Yehoshua Mashiah, pelo qual existem todas as coisas e por Ele nós também. (1ª Coríntios 8:5-6).

Com esta definição absolutamente e estritamente bíblica fazemos nossa confissão de fé e de doutrina no assunto diretamente referente a Divindade, não seguindo o dogma da Trindade e nem mesmo o dogma da Triunidade, definindo a exposição de nossa crença neste texto acima descrito, e que reputamos como a mais completa síntese que há sobre o assunto acerca da Divindade em toda a Bíblia.

É claro que sabemos que cerca de dois bilhões de pessoas que compõem o Cristianismo não crê desta maneira e sabemos que há uma enorme complicação apologética e de divergência dogmática com a maioria das corporações religiosas de nosso tempo. Igualmente sabemos quais são os argumentos e os raciocínios que são apresentados em contrariedade à nossa maneira de pensar e, com certeza, em relação às mesmas, apresentaremos aqui nesta declaração doutrinária uma resposta objetiva e clara acerca dos grandes argumentos que são apresentados por nós.

Mas, temos que deixar igualmente em plena evidência que não somos crentes na Divindade na forma das Testemunhas de Jeová ou qualquer outra denominação religiosa em específico; porque não fazemos parte de uma denominação e nem defendemos nossa posição em favor de qualquer organização religiosa – trata-se de uma crença pessoal e determinante em nossa vida privada, agora tornada pública.

Entretanto, reiteramos a nossa firme convicção de que a descrição feita pelo Apóstolo no texto acima apresentado é a melhor definição de nossa crença e, quando nos propomos batizar uma pessoa, temos o costume de solicitar à mesma que confesse fé nesta declaração apostólica.

Quando somos confrontados com relação à legitimidade desta ordenança, pretendemos deixar bem claro o que declara a Bíblia:

De sorte que foram batizados os que receberam a sua palavra; e naquele dia agregaram-se quase três mil almas; e perseveravam na doutrina dos Apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações. (Atos 2:41-42).

Assim, pois, não sois mais estrangeiros, nem forasteiros, antes sois concidadãos dos santos e membros da família de Deus, edificados sobre o fundamento dos Apóstolos e dos Profetas, sendo o próprio Yehoshua Mashiah a principal pedra de esquina, no qual todo edifício bem ajustado cresce para templo santo no Senhor, no qual também vós juntamente sois edificados para morada de Deus no Espírito. (Efésios 2:19-22).

A doutrina dos Apóstolos é a doutrina que pretendemos confirmar e não a doutrina defendida pela Igreja Católica Romana ou mesmo qualquer outra doutrina que seja contrária à clara exposição bíblico-apostólica.

Por este motivo, sabemos que somos considerados em muitos aspectos, pessoas indesejadas e um grupo de opositores à crença culturalmente aceita que é denominada de Dogma da Trindade.

Isto não nos causa qualquer espanto porque dentro das Igrejas as pessoas defendem diversas posturas diferentes em muitas áreas tais como a política, a economia, a social, a educacional e, nem por isto vivem se matando e se odiando.

No tema que envolve a Divindade, igualmente entendemos que haverá sempre divergência e que o único inimigo a ser combatido é a intolerância, porque tal atitude decreta que o humano com uma determinada opinião sobre algo se vê como uma espécie de “semi-deus, que poderia esmagar com ofensas ou até literalmente aquele que discorda de suas idéias” – Deus nos livre deste espírito nazista e demoníaco!

Outrossim, não cremos em unitarismo, mas no que exatamente declara o Apóstolo:

(…) todavia para nós há um só Deus, o Pai, (…) e um só Senhor, Yehoshua Mashiah (…) (1ª Coríntios 8:5-6).

Duas pessoas e não três são dignas de toda a glória e adoração de nossa parte e de todos os seres do Universo! Tal a nossa convicção!

O Pai é Deus Altíssimo! Está sempre e incontestavelmente acima de Cristo. Não há um só texto em toda a Bíblia que rebaixe o Pai.

Fazê-lo é diminuir a autoridade que o Pai possui. Não podemos contemporizar com a idéia de que o Filho tem a mesma distinção do Pai, por duas razões muito simples:

  1. a) O Pai não é o Filho; e,
  2. b) Não há qualquer texto bíblico que aponte para o tempo antes da criação da Terra, nem durante a vinda do Filho e muito menos depois da restauração de todas as coisas, que declare que o Pai deixará de ser o que sempre foi: a saber, o grande centro de toda a existência e de toda a vida!

O Filho sempre será é sempre foi o segundo, abaixo do Pai!

Esta questão é absoluta em toda a Bíblia e não relativa!

Entretanto, no uso de Sua suprema e absoluta autoridade, o Pai decretou antes da criação da Terra, diante de todos os anjos do Céu e de todas as galáxias, que o Filho foi o único gerado por Ele (o Pai); e declarou que o Filho é o único Deus gerado de Si mesmo.

Esta explicação é profunda em significados e será claramente demonstrada neste estudo estrutural de nossa crença.

Literalmente, o Pai, que é o centro de toda a existência gerou o Filho com um propósito bem definido.

Este propósito está descrito na doutrina dos Apóstolos como podemos ler:

Segundo o eterno propósito que fez em Yehoshua Mashiah nosso Senhor (Efésios 3:11).

Fazendo-nos conhecer o mistério da Sua vontade, segundo o Seu beneplácito, que nEle propôs para a dispensação da plenitude dos tempos, de fazer convergir em Cristo todas as coisas, tanto as que estão nos Céus como as que estão na Terra. NEle, digo, no qual também fomos feitos herança, havendo sido predestinados conforme o propósito dAquele que faz todas as coisas segundo o conselho de Sua vontade (Efésios 1:9-11).

O Pai tem uma vontade soberana!

Ele determina as coisas sem consultar o Filho ou quem quer que seja!

Ele determina o que quiser e o Universo todo deve simplesmente calar a boca diante dEle! (Salmo 46:10).

O próprio Cristo, falando sobre este Pai, que é o Deus Altíssimo, declarou dEle o seguinte, antes, durante e depois de Sua vinda ao Mundo:

4.1) Antes de vir ao Mundo:

Sacrifício e oferta não desejas; abriste-Me os ouvidos; holocausto e oferta de expiação pelo pecado não reclamaste. Então disse Eu: eis aqui venho; no rolo do livro está escrito a Meu respeito; deleito-Me em fazer a Tua vontade, o Deus Meu; sim a Tua lei está dentro do Meu coração. Tenho proclamado boas novas de justiça na grande congregação. (Salmo 40:6-9).

Pelo que entrando no Mundo, diz: sacrifico e oferta não quiseste, mas corpo Me preparaste; não Te deleitaste em holocaustos e oblações pelo pecado. Então Eu disse: eis-Me aqui! No rol do livro está escrito de Mim para fazer a Tua vontade, ó Deus! Tendo dito acima: sacrifício e ofertas e holocaustos e oblações pelo pecado não quiseste, nem neles te deleitaste (os quais se oferecem segundo a lei), agora disse: eis-Me aqui para fazer a Tua vontade. (Hebreus 10:5-9).

4.2) Quando estava aqui no Mundo:

E a vida eterna é esta: que Te conheçam a Ti, o único Deus verdadeiro, e a Yehoshua Mashiah Aquele a Quem Tu enviaste. Eu Te glorifiquei na Terra, completando a obra que Tu Me deste para fazer (João 17:3-4).

Assim como o Pai Me enviou, também Eu vos envio a vós (João 20:21)

Portanto, orai vós deste modo: Pai nosso que estás nos Céus, santificado seja o Teu Nome, venha o Teu reino, seja feita a Tua vontade assim na Terra como no Céu (Mateus 6:9-10)

E apartou-se deles certa de um tiro de pedra; e pondo de joelhos, orava, dizendo: Pai, se queres afasta de Mim este cálice; todavia não se faça a Minha vontade, mas a Tua! (Lucas 22:41-42).

4.3) Quando retornou ao Céu onde está agora:

E aproximando-se Cristo falou-lhes, dizendo: foi-Me dada toda a autoridade no Céu e na Terra (Mateus 28:18). (Nota importante: se “foi dada” é porque não tinha de Si mesmo!).

Pois se lê: todas as coisas sujeitou debaixo de Seus pés. – Mas, quando diz: “todas as coisas Lhe estão sujeitas”; claro está que se excetua Aquele que todas as coisas Lhe sujeitou, para que Deus seja tudo em todos. (1ªCoríntios 15:27-28).

Então virá o fim, quando Cristo entregar o Reino a Deus o Pai (1ª Coríntios 15:24).

É absolutamente claro que, em nenhum momento, em toda a Bíblia e em toda a eternidade, o Filho Unigênito de Deus foi, é, ou será igual a Deus o Pai em termos hierárquicos!

E, quando falamos de “Deus” estamos falando de “autoridade” e este é o assunto chave desta doutrina!

A pergunta: “a quem devemos adorar?” – exige uma resposta que não poderá ser jamais diferente da seguinte: “Aquele que detém o maior poder, a maior autoridade e a maior distinção em todo o Universo!” – e, por mais que consideremos Cristo como nosso Senhor e Salvador, Ele mesmo sempre deixa claro que é o segundo na cadeia de comando universal, apontando todo o tempo para que as pessoas adorem ao Pai.

A ordem do Pai de que devemos adorar ao Filho é uma questão que, em si mesma, já deixa claro que devemos adorar ao Filho “porque o Pai determinou”, ou seja, porque o maior de todos os seres universais exerce neste expediente “administrativo” a Sua soberania universal!

Esta verdade é imperativa na compreensão de toda a estrutura de governo celestial e universal. É a própria questão que envolve o conflito com Satanás desde quando este rebelde se levantou contra o modelo e o padrão de administração celestial.

O que sempre está em jogo em todo o tempo é: quem é digno de ser governante do Universo?

Segundo a vontade de Deus o Pai, como já demonstramos em Efésios 1:9-11 e 3:11, a pessoa de Cristo foi trazida à existência, saindo da própria essência do Pai, para ser Deus unigênito e, conseqüentemente, alegrar a Pessoa do Pai, em todo o trato da criação universal. A expressão jamais deve ser esquecida: “Deus Unigênito”, significa exatamente “único Deus gerado pelo Pai”. Onde ela está explícita na Bíblia? Basta lermos João 1:18; 3:16,18; 1ª João 4:9.

A palavra “unigênito” segundo o Dicionário Aurélio Buarque de Holanda significa exatamente “único gerado por seus pais”, “filho único”.

Satanás tem lutado todo o tempo para modificar esta clara compreensão!

O principal argumento deste inimigo é de que a vontade de Deus o Pai é uma vontade injusta com ele e com os anjos que estão com ele, pois deu ao Senhor Cristo uma primazia que considera indigna.

No entendimento luciferiano, a pessoa de Cristo não pode ser elevada à suprema dignidade abaixo do Pai. No entendimento de Satanás a correta posição celestial deve ser exatamente a seguinte:

Como caíste do Céu, ó estrela da manhã, Lúcifer! Como foste lançado por Terra tu que prostavas as nações! E tu dizias no teu coração: eu subirei ao Céu; acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono; e no Monte da Congregação me assentarei; nas extremidades do norte, subirei acima das alturas das nuvens e serei semelhante ao Altíssimo. Contudo, será levado à sepultura, ao mais profundo do abismo. (Isaías 14:12-15).

Literalmente, o plano de Satanás (chamado anteriormente de Lúcifer) era de assassinar Deus o Pai e colocar-se no lugar dEle. Seu principal plano sempre foi o de matar, exterminar de toda a criação o Filho Unigênito de Deus. Esta prova temos claramente revelada na Bíblia, no texto que acabamos de ler onde ele declara que queria a posição do Pai, que é, evidentemente o Altíssimo (Salmo 86:2).

Mas, em outro texto isto fica bem claro:

Vós tendes por pai o Diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai; ele foi homicida desde o princípio, e nunca se firmou na verdade, porque nele não há verdade; quando ele profere a mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira. Mas porque Eu digo a verdade, não Me credes. (João 8:44-45).

Neste intento, Satanás tem esforçado toda a sua confederação de rebeldes!

Quando somos perguntados sobre este fato acerca de que houve um decreto celestial declarando que Cristo deveria ser exaltado à condição de Senhor e segundo abaixo do Deus Pai Altíssimo, temos a satisfação de apresentar esta questão em três momentos.

Temos revelado na Bíblia de forma bem direta e clara, para que todos possamos compreender a questão da Divindade, antes, durante e depois de Sua vinda à Terra, que Cristo sempre foi tratado como número dois abaixo do Pai. Tem sido tratado como Aquele que foi único gerado de Deus (sentido literal da expressão unigênito de Deus).

Os apologetas das denominações religiosas de nosso tempo, seguem uma doutrina que atende apenas aos interesses de suas corporações religiosas que fazem das pessoas um negócio, transgredindo abusivamente o mando apostólico que está em 1ª Pedro 5:2-4 e falhando no que determina a doutrina apostólica em Atos 20:28-30.

Vamos às claras provas deste fato, isto é, de que Cristo foi declarado por decreto do Pai como digno de adoração e exaltação diante de todos os seres do Universo?

E precisamos deixar isto fixado: se isto ficar bem claro, estará encerrada de uma vez por todas qualquer dúvida sobre a geração do Filho e o fato de que Ele foi trazido à existência pelo Pai que, veremos mais adiante, é o único Ser da existência que detém em Si mesmo a imortalidade.

4.4) Antes de vir ao Mundo:

Feito tanto mais excelente do que os anjos, quanto herdou mais excelente Nome do que eles. Pois a qual dos anjos disse jamais: Tu És Meu Filho hoje te gerei? E OUTRA VEZ: Eu lhe serei Pai e Ele Me será Filho? E OUTRA VEZ, AO INTRODUZIR NO MUNDO O PRIMOGÊNITO, DIZ: E TODOS OS ANJOS DE DEUS O ADOREM. Ora, quanto aos anjos, diz: quem dos Seus anjos faz ventos e de seus ministros labaredas de fogo. MAS DO FILHO DIZ: o Teu trono, ó Deus, subsiste pelos séculos dos séculos, e cetro de eqüidade é o centro do Teu Reino. Amaste a justiça e odiaste a iniqüidade, POR ISSO DEUS, O TEU DEUS TE UNGIU com óleo de alegria, mais do que a Teus companheiros; e: Tu Senhor, no principio fundaste a Terra, e os Céus são obra de Tuas mãos; eles perecerão, mas Tu permaneces; e todos eles, como roupa, envelhecerão, e qual um manto os enrolarás, e como roupa se mudarão, mas Tu És o mesmo, e os teus anos jamais acabarão. MAS A QUAL DOS ANJOS DISSE JAMAIS: ASSENTA-TE À MINHA DIREITA ATÉ QUE EU PONHA OS TEUS INIMIGOS POR ESCABELO DOS TEUS PÉS? (Hebreus 1:4-13).

Notemos bem esta questão do que aconteceu antes da vinda de Cristo segundo este texto da Bíblia nos revela:

  • O Filho foi feito. A palavra feito deve ser entendida claramente como gerado, criado, trazido a existência. Para que não tenhamos dúvida de que este é o sentido literal da palavra aqui empregada basta lermos estes versos adicionais que clareiam o entendimento:
    1. Pois a que dos anjos disse jamais: ‘Tu És Meu Filho hoje te gerei? E outra vez: Eu lhe serei Pai e Ele Me será Filho? E outra vez ao introduzir no Mundo o primogênito, diz: E todos os anjos de Deus O adorem (Hebreus 1:5-6).
    2. Mas tu, Belém Efrata, posto que pequena para estar entre milhares de Judá, de ti é que Me sairá Aquele que há de reinar em Israel, e cujas saídas são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade (Miquéias 5:2)
    3. O qual é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação. (Colossenses 1:15).
    4. É o princípio (…) para que em tudo tenha a preeminência, porque aprouve a Deus que nEle habitasse toda a plenitude (Colossenses 1:18-19)
    5. O Senhor Me criou como a primeira de Suas obras, o princípio dos Seus feitos mais antigos. Desde a eternidade fui constituída, desde o princípio, antes de existir a Terra. Antes de haver abismos, fui gerada, e antes de haver fontes cheias d’água. Antes que os montes fossem firmados, antes dos outeiros Eu nasci, quando Ele ainda não tinha feito a Terra com seus campos, nem sequer o princípio do pó do Mundo. Quando Ele preparava os Céus, aí estava Eu; quando traçava um círculo sobre a face do abismo, quando estabelecia o firmamento em cima, quando se firmavam as fontes do abismo, quando Ele fixava ao mar o seu termo, para que as águas não transpassassem o Seu mando, quando traçava os fundamentos da Terra, então estava ao Seu lado como Seu Arquiteto; e era cada dia as Suas delícias, alegrando-Me perante Ele em todo o tempo; folgando no Seu Mundo habitável, e achando as minhas delícias com os filhos dos homens. (Provérbios 8:22-31).
  • Esclarecido que Cristo foi feito ou criado, passamos à análise do texto principal que é Hebreus 1:4-13 e que nos demonstra, de forma incontestável, que houve um decreto para que todos os seres do Universo O adorassem. Afirmamos que este decreto é que foi o ponto crucial da grande guerra entre Satanás e o Pai.
    1. É incontestável que Cristo foi gerado nos dias da eternidade: Feito tanto mais excelente do que os anjos, quanto herdou mais excelente Nome do que eles. Pois a qual dos anjos disse jamais: Tu És Meu Filho hoje te gerei?
    2. Prova inequívoca ainda maior aparece quando se declara textualmente que esta certeza teve que ser apresentada novamente: “E OUTRA VEZ: Eu lhe serei Pai e ele Me será Filho?”
    3. E então vem uma prova de que estas exposições não se referem a vinda de Cristo para salvar a espécie humana, mas remontam ao tempo em que ele estava lá no Céu, antes de vir à Terra, bem antes: E OUTRA VEZ, AO INTRODUZIR NO MUNDO O PRIMOGÊNITO, DIZ: E TODOS OS ANOS DE DEUS O ADOREM.
    4. Eis aqui o sublime verso que testifica QUE HOUVE UM DECRETO CELESTIAL PARA QUE TODOS OS ANJOS DE DEUS ADORASSEM O FILHO. A expressão “e outra vez” não deixa qualquer dúvida! Cristo havia sido apresentado diante do exército celestial em uma ocasião anterior e naquela data, seja qual for, foi dada a ordem de que todos os anjos de Deus deveriam adorá-Lo. E a razão para esta ordem está especificada no texto: “herdou mais excelente nome do que eles. Pois a qual dos anjos disse jamais: Tu És Meu Filho hoje Te gerei?” – isto é, somente Cristo foi gerado pessoalmente pelo Pai. Todos os demais seres existentes e todas as demais coisas que o Pai criou em todo o Seu Mundo habitável ou mensurável, foram feitas por intermédio do Filho (Hebreus 1:1-3 e Colossenses 1:15-19 isto fica absolutamente claro).
    5. Em nenhum momento há, em toda a Bíblia, um único texto que declare que Cristo tenha criado qualquer coisa que seja, ou tomado uma decisão por menor que tenha sido, ou ainda praticado qualquer ato mínimo que tenha sido fora da vontade do Pai. Sua submissão intrínseca e absoluta é a chave de toda a guerra que vem sendo travada entre Satanás e o Pai.
    6. Isto fica bem claro quando examinamos que a própria Criação que é apresentada como havendo sido feita para Cristo em Colossenses 1:15-19, não foi um ato destituído da autorização e determinação do Pai. Inclusive este ponto é usado por trinitarianos para justificar indevidamente, segundo entendemos, a posição de que Cristo criou as coisas de Si mesmo. Mas, uma leitura cuidadosa e ciosa mostrará tal erro interpretativo:
      1. porque nEle foram criadas todas as coisas nos Céus e na Terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades; tudo foi criado por Ele e para Ele (verso 16).
      2. Mas eis aqui a razão das coisas haverem sido criadas nEle, por Ele e para Ele: “porque aprouve a Deus que nEle habitasse toda a plenitude” (verso 19).
  • O que demonstra que o Pai é Quem decidiu como as coisas deveriam ser dispostas no Universo. Em Hebreus isto se confirma quando lemos que “nestes últimos dias a nós nos falou pelo Filho, a Quem constituiu herdeiro e por Quem fez também o Mundo” (Hebreus 1:2).
  • Na seqüência do texto de Hebreus 1:4-13, que é nosso texto principal de análise aqui, ainda é revelado que:
    1. “Ora, quanto aos anjos, diz: quem dos Seus anjos faz ventos e de seus ministros labaredas de fogo.” – e nada mais estas criaturas são. Embora Lúcifer imagine em sua pervertida mente criminosa e assassina que ele é digno de ser semelhante ao Altíssimo. (Isaías 14:12-15).
    2. MAS DO FILHO DIZ: o Teu trono, ó Deus, subsiste pelos séculos dos séculos, e cetro de eqüidade é o centro do Teu reino. Amaste a justiça e odiaste a iniqüidade, POR ISSO DEUS, O TEU DEUS TE UNGIU com óleo de alegria, mais do que a Teus companheiros; e: Tu Senhor, no principio fundaste a Terra, e os Céus são obra de Tuas mãos; eles perecerão, mas Tu permaneces; e todos eles, como roupa, envelhecerão, e qual um manto os enrolarás, e como roupa se mudarão, mas Tu És o mesmo, e os teus anos jamais acabarão. MAS A QUAL DOS ANJOS DISSE JAMAIS: ASSENTA-TE À MINHA DIREITA ATÉ QUE EU PONHA OS TEUS INIMIGOS POR ESCABELO DOS TEUS PÉS?
      1. Cristo é chamado de Deus que tem um Deus acima de Si? Sim, isto é claro no texto, o que nos remete ao entendimento que a palavra “Deus” não significa aqui “aquele que deve ser adorado”, mas “aquele que tem autoridade”, pois “ainda que existam muitos que se chamem deuses, para nós há um só Deus, o Pai” (supra);
      2. Cristo foi ungido para ser participante da Criação do Universo;
  • Cristo recebeu unicamente o direito de assentar-Se à direita do Pai no comando de todo o Universo até que seus inimigos sejam destruídos por ação direta do Pai. Depois disto, já vimos em 1ª Coríntios 15:24, entregará o Reino a Deus o Pai.

Todas estas questões são essenciais na compreensão da verdade sobre a Divindade.

O único ser digno de toda adoração natural e universal é Deus o Pai, que até o próprio Cristo se submete e adora.

Este supremo Ser que é Deus o Pai Altíssimo, no exercício de Sua soberana vontade de único governante da vida e Senhor de toda a existência; no uso de Suas atribuições de governante, determinou um decreto para todos os anjos há muitos séculos no passado.

Este decreto declarava o seguinte: “e todos os anjos de Deus adorem Cristo”!

A prova de que todos os anjos e demais seres do Universo realmente respeitavam a soberania e augusta autoridade de Deus o Pai Altíssimo estava em cumprir esta ordem.

Lúcifer, que opondo-se a este decreto (Isaías 14:12-15 e Ezequiel 28:15-17) procurou assassinar o próprio Cristo nos Céus (João 8:44) e que promoveu uma guerra contra todos os que escolheram aceitar obedecer este decreto (Apocalipse 12:7-12), foi parcialmente derrotado.

Por que foi parcialmente derrotado?

Porque a batalha seguiu-se na Terra quando o Filho Unigênito do Deus Pai Altíssimo veio para nos salvar.

Nesta segunda etapa desta guerra que se travou na Terra, Cristo venceu completamente e destronou Satanás de suas pretensões celestiais (João 12:31; 14:30; Hebreus 2:14).

Agora, uma vez derrotado este inimigo a nível celestial (Apocalipse 12:9-14), a batalha ainda continua na Terra, onde este inimigo precisa ser derrotado completamente pela Igreja (Efésios 1:10-11; 6:12-18), cujo cabeça é Cristo a quem deverá liderar a vitória final no tempo descrito “o fim quando Cristo entregar o Reino a Deus o Pai”.

5) Estabelecendo Uma Metodologia Para o Estudo da Divindade na Bíblia.

A palavra metodologia espelha o fato de que iremos usar um sistema específico e especial para analisar uma determinada matéria. Indica que teremos algumas regras de interpretação que iremos utilizar para chegar a compreensão da verdade sobre um determinado assunto.

Se o método que iremos adotar for falho, teremos uma busca equivocada e uma busca que redundará em uma mentira e não na verdade. A veracidade desta nossa afirmativa se demonstra quando esta nossa postura encontra uma objeção e não consegue uma saída correta para a questão. Ficamos embromando e enrolando a nós mesmos com falsidades, e acabamos vivendo uma mentira.

Uma coisa que me choca nas pessoas com quem travo debates, é o apego delas a algumas posturas mentirosas em troca de míseras migalhas de um prato raso, que atende pelo nome de falta de coerência e perda da identidade.

Tenho encontrado pastores, teólogos e religiosos que preferem sustentar uma mentira pelas seguintes razões:

(a) porque têm medo de perder o emprego;

(b) porque é a tradição que viveram até agora e as coisas estão em paz, pra que mexer com o que está quieto?;

(c) porque são cheios de orgulho de opinião, inclusive apegados ao “Dr. Disto” e “Dr. Daquilo”;

(d) porque tem um cérebro fraco demais para lidar com temas fortes e profundos;

(e) porque precisam justificar que suas vidas não foram vividas até o presente momento no vazio e no erro.

Deve haver outras razões, mas estas são as mais comuns em minha opinião!

Quanto a mim me perguntei certa manhã: eu vou morrer um dia?

Diante da resposta afirmativa, então tomei uma decisão: por que deveria crer em mentiras doutrinárias?

Só para agradar os ouvidos dos dignitários da Igreja que pertenço?

E se eu tenho dúvidas sobre determinado assunto, jamais irei resolvê-las sozinho e frente a frente com Deus?

Decidi mergulhar com lealdade a mim mesmo na questão da Doutrina da Divindade, não para provar coisa alguma a quem quer que seja, mas para ter, em minha experiência pessoal, a certeza de que, diante do material disponível para uma investigação preciosa, pudesse estar dentro do padrão do há de melhor.

Ao analisarmos a Doutrina da Divindade temos diante de nós duas posições:

  • Ou ficamos com a postura da igreja onde estamos e calamos a boca, e tapamos os ouvidos e assim seguimos adiante; ou,
  • Ouvimos o que eu vou apresentar aqui e rebatemos com firmeza e aniquilamos uma suposta falsa doutrina – possibilitando em momento oportuno que outras vidas (pessoas) possam ser protegidas contra falsas doutrinas. Esta é definitivamente uma obra honrada e decente. Mas, insisto, sem perder o decoro, isto é, sem usarmos palavras de baixo calão, sem usarmos palavras que sejam ofensivas pelo sabor de buscar ridicularizar aquele que discorda de nossa postura.

Assim, sem mais delongas, vamos ao assunto da metodologia que eu utilizo para explicar a compreensão que tenho sobre a Divindade e que tem sido aceita por muitos irmãos na fé.

Dois pontos devem ser claramente definidos; são eles:

  • O estudo da Doutrina da Divindade depende de uma análise que inicie da abordagem cronológica para a análise textual e jamais poderá ser entendida a partir de uma análise de textos comparados sem este critério que é essencial;
    1. A abordagem cronológica é a única que pode servir para o entendimento da Doutrina da Divindade, porque a Divindade revela-Se dentro de um contexto histórico sistematizado, de forma bem clara e precisa na Bíblia. Em outras palavras, Deus revela como Ele (Pai) relaciona-Se com o Filho e quais as razões de Sua manifestação.
    2. Evidentemente podemos mostrar biblicamente esta explicação que farei agora, mas já a faço de forma sintetizada, porque quem tem bom domínio do texto bíblico, verificará de antemão que eu estou seguindo uma exposição sistêmica da verdade histórica revelada na Bíblia:
      1. Podemos ver Deus o Pai sem o Filho nos tempos da eternidade passada[xliii];
      2. Podemos ver Deus o Pai gerando o Filho a partir de Si mesmo e denominando-O como unigênito (único gerado) [xliv];
  • Podemos ver o Pai delegando ao Filho todo o Seu eterno propósito para o Universo, delegando a Este a situação de Agente Criador e Representante de Sua vontade soberana[xlv];
  1. Podemos ver o Filho criando todas as coisas porque o Pai mandou que Ele fizesse assim[xlvi];
  2. Podemos ver o Pai decidindo com o Filho o plano de redenção da espécie humana[xlvii];
  3. Podemos ver o Pai declarando para Adão e Eva que o Filho deixaria Sua situação particular e, o próprio Filho dizendo que entregaria Sua vida em favor da honra do Reino do Pai[xlviii];
  • Podemos ver o Filho abandonando a Sua condição de Co-Participante da Divindade e assumindo a forma humana de modo absolutamente real e completa, abdicando de Sua condição de participante da essência divina[xlix];
  • Podemos ver o Filho entregando-Se à morte sacrificial e sendo aniquilado da existência universal[l];
  1. Podemos ver o Filho sendo ressuscitado pelo Pai e sendo posto em uma situação de dignidade por determinação do Pai[li];
  2. Podemos ver o Filho recebendo o Reino da parte do Pai[lii];
  3. Podemos ver o Filho devolvendo o Reino ao Pai ao término da obra da salvação e especialmente após destruir todos os inimigos do Pai[liii]; e, por último,
  • Podemos ver o Filho submetendo-Se ao Pai por toda a eternidade da mesma forma que era antes quando não havia sequer a Criação do Universo, restaurando assim definitivamente todas as coisas[liv].
  1. Ora, demonstrar estes itens de forma cronológica, é crucial para compreender-se a Divindade sem inventarmos nada de nossa própria cabeça e nem da cabeça de teólogos que acreditam numa doutrina porque ela lhes foi legada, sem reflexão de sua coerência. A teologia católica romana atende a diversos aspectos que não são exatamente confiáveis, porque deveríamos aceitar sua metodologia se ela levou esta instituição a matar milhões de seres humanos na Inquisição (por exemplo)?
  • O estudo da Doutrina da Divindade depende também da resposta para cada objeção que surgir, respeitando objetivamente o critério anterior, sem perder, contudo, a objetividade da resposta.
    1. Este princípio de nossa exposição torna a defesa de nossa posição anti-trinitariana muito segura, porque não deixamos a questão da cronologia nunca e, enfrentamos cada objeção que nos apresentam os defensores da visão errada, usando uma base de defesa que é definitiva, deixando nossos oponentes sem qualquer chance de argumentação plausível. Estamos diante de uma espécie de jogo de xadrez ideológico, onde há uma cartilha (que é a Bíblia) e temos uma afirmativa sobre a Divindade (Dogma da Trindade) que não pode ser correta pela força do texto bíblico.
    2. Atualmente, temos catalogado um conjunto de sessenta (60) objeções que ouvimos nos últimos dois anos e que não se sustentam diante da verdade sobre a Divindade. Pretendemos falar de cada uma delas e rebatê-las firmemente, dada a sua fragilidade, mas, independentemente desta análise, o sistema metodológico que adotamos, consideramos, no estudo da Divindade, insuperável!

O que pretendemos neste bloco de nossa apresentação e estudo sistematizado é indicar este nosso Dogma de Fé, conforme esta base que aqui definimos de modo transparente.

Afirmamos: não existe Trindade, só pode existir pela força da apresentação cronológica da Bíblia, a Pessoa do Pai como único Deus verdadeiro e Seu Filho Unigênito como Senhor determinado pelo Pai que é o soberano de todo o Universo.

6) Como Adorar?

Os elementos constantes na adoração devem ser bem compreendidos para que não façamos as coisas incorretamente.

A adoração não é uma questão emocional, embora possamos nos emocionar durante sua realização. Mas, isto dizemos porque não entendemos que a adoração ocorre numa sala de reuniões, embora possa também ocorrer ali.

A adoração não é uma reunião religiosa ou um encontro em uma capela qualquer; quem pensa assim não entende nada sobre adoração.

A Bíblia declara que a vida do adorador é a própria adoração que Deus deseja:

Quando Abrão era da idade de noventa e nove anos apareceu-lhe o Senhor e lhe disse: Eu Sou o Deus Todo-Poderoso, anda na Minha presença e sê perfeito; e firmarei o Meu pacto contigo. (Gênesis 17:1-2)

E nisto sabemos que estamos nEle: Aquele que diz que está nEle deve andar como Ele andou! (1ª João 2:5-6).

O rei Ezequias em Israel declarou diante do Senhor pedindo por sua própria vida:

Lembra-te agora ó Senhor, te peço, de como tenho andado diante de Ti com fidelidade e integridade de coração, e tenho feito o que é reto aos Teus olhos. E Ezequias chorou muitíssimo. (2ª Reis 20:3).

E diz a Escritura que recebeu mais quinze anos de vida além de ver a nação livre do Rei da Assíria (2ª Reis 20:1-11).

Adoração não é cântico, oração, salmo, leitura da Bíblia, reunião com irmãos – estas coisas fazem parte como componentes circunstanciais da adoração, mas não são a própria adoração. Estas coisas são reflexos da adoração! São manifestações não a essência!

A adoração verdadeira tem esta base e esta realidade:

Mas a hora vem e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão ao Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim O adorem. Deus é Espírito, e é necessário que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade. (João 4:23-24)

Eis as bases da verdadeira adoração!

  • O espírito da verdadeira adoração só podemos desenvolver mediante obediência aos mandamentos de Deus[lv] – nas escolhas pela submissão aos mandos divinos declaramos que somos ligados com Deus.
  • A verdade intelectual e racional sobre a doutrina saudável só poderemos receber mediante o estudo e o conhecimento de Sua Palavra[lvi].

Este processo de adoração se estabelece, segundo a Bíblia nestes termos:

E sêde cumpridores da Palavra e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos. (…) Entretanto, aquele que atenta bem para a lei perfeita, a da liberdade, e nela persevera, não sendo ouvinte esquecido, mas executor da obra, este será bem-aventurado no que fizer. (Tiago 1:22, 25).

É de bom tom que vivamos em busca do máximo de disciplina e perseveremos neste ideal, pelas razões corretas.

Assim se justificará o que nos propõe o apóstolo em Romanos 12:1-3 e Colossenses 3:12-17; que ficam como textos para vossa reflexão cuidadosa.

Não esqueça o leitor que o objetivo deste estudo doutrinário é responder a uma pergunta muito maior do que nós mesmos: a quem devemos adorar?

Tal pergunta estabelece a priori a questão que foi tratada neste estudo e que encerra uma conclusão prática e que nos coloque numa situação de tranqüilidade em relação as coisas de Deus e de nossa própria consciência.

Assim, por termos práticos temos adotado a seguinte base de ação:

  • A nossa vida neste mundo e na eternidade depende de uma atitude que denominamos adoração (Apocalipse 14:6-7).
  • A adoração é um ato que deve ser espontâneo da alma humana em direção a Divindade única e verdadeiramente digna de receber tal homenagem (João 4:20-24).
  • A adoração é praticada com o coração (Romanos 10:9-11) em uma atitude prática (Salmo 29:2; 96:9; 99:9) que se revela em quatro atos específicos:
    • Ajoelhado (e muitas vezes) com o rosto no chão (Salmo 95:6), declaramos diante da Divindade que ela é soberana sobre nossa vida, que domina nossa vida e que é nosso desejo submeter a nossa vontade e nosso querer aos Seus princípios de governança da existência (Apocalipse 14:6-7; João 4:20-24);
    • Cantamos hinos de louvor a Divindade atribuindo-lhe toda sorte de honrarias que nossa boca e nosso coração sejam capazes de produzir em reconhecimento pela oportunidade de existir (Colossenses 3:16; Efésios 5:19);
    • Oramos (uma prece) onde apresentamos nossas petições, nossas questões mais profundas de conceituação e desejos, louvores e agradecimentos (Mateus 26:41; 13:33; 14:38);
    • Estudando a Bíblia, onde poderemos receber instruções espirituais solenes (João 5:39-40; 2ª Timóteo 3:15-17).

A quem devemos adorar? (Apocalipse 14:6-7; João 4:20-24; 1ª Coríntios 8:4-8)

A uma Trindade? Eu digo que não!

Mas devemos adorar ao Pai e, por ordem deste Pai devemos adorar também o Filho. O Espírito Santo é o sentimento, a presença, o poder, a emanação, a força ativa, a capacidade, a visão e a própria Pessoa do Pai ou de Seu Filho, dependendo do contexto onde tal poder se apresentar na leitura da Bíblia Sagrada e na vida real.

___________________________________

[i] Sobre o Decreto do Pai no momento em que gerou Seu Filho Amado: Salmo 2:7-12; Hebreus 1:5-9; 5:4-6.

[ii] A expressão literal “Filho Unigênito” de João 3:16 e presente em outros versos significa “único Filho gerado”, de forma que o Senhor Yehôshua’ foi o único ser gerado pelo Pai, o Pai retirou-O de Si mesmo (Provérbios 8:22-24 e João 1:1-3,14,18) e tornou existente Este Ser que é o Único que pode penetrar nas profundezas do Deus Pai Altíssimo (João 1:18).

[iii] Hebreus 1:1-3 deixa sem sombra de dúvidas que o Filho que foi gerado pelo Pai é a Sua expressa imagem, assim como um filho de um homem assemelha-se ao seu pai terrestre, todavia, neste caso, há uma identificação muito mais profunda na relação do Pai Altíssimo e Seu Único Filho Gerado: “aprouve a Deus que nEle habitasse toda a plenitude” (Colossenses 1:19); de modo que a plenitude não está nEle porque Ele quis de Si mesmo, mas o Pai gerou-O para que assim fosse de modo que “nele habita toda a plenitude da divindade” (Colossenses 2:9). Por isto declara a Escritura que “ninguém toma para si esta honra, senão quando é chamado por Deus” (Hebreus 5:5).

[iv] Esta é a mais impressionante de todas as afirmações bíblicas, passada despercebida pela comunidade evangélica e que põe por terra a teoria da Trindade defendida pelo Cristianismo. Em João 1:18 declara-se literalmente que o Filho é o Deus Unigênito. Ora, sendo a palavra unigênito em qualquer dicionário literalmente “único gerado”, temos insofismavelmente a expressão ipsis literis: “único Deus gerado”. E com estas palavras concordam, por exemplo, os textos explícitos de Hebreus 1:6 quando se referindo ao Filho diz: E outra vez, ao introduzir o Primogênito no Mundo, diz: E todos os anjos de Deus O Adorem. Comparando-se isto com Colossenses 1:15 temos: “o qual é a imagem do Deus invisível, o Primogênito de toda a criação”.

[v] É óbvio que, sendo o Filho, denominado de Deus Unigênito (João 1:18), expressa imagem do Seu Ser (Hebreus 1:1-3), onde reside toda a plenitude da divindade (Colossenses 2:9), imagem do Deus invisível (Colossenses 1:15 e João 1:14,18), único Filho gerado por Deus o Pai (João 3;16), palavra de Deus que está com Deus e é da mesma natureza de Deus (João 1:1-3 e Provérbios 8:22-24); sim, é claro que Ele detém tão profundo grau de relacionamento com o Pai que não há exagero algum em declarar Ele mesmo o seguinte: “Eu e o Pai Somos Um” (João 10:30). Todavia, ao lermos este último verso não podemos esquecer que também é declarado em 1ª Coríntios 15:27-28: “mas, quando se diz que todas as coisas Lhe estão sujeitas, claro está que se excetua Aquele que Lhe sujeitou todas as coisas(…), para que Deus seja tudo em todos”. Jamais, em toda a Bíblia, na Igreja, ou em todo o Universo em qualquer das Eras Antigas ou Futuras, antes e depois da encarnação do Filho, seja qual for o aspecto considerado, sim, jamais o Pai foi ou será inferior ao Filho. O Pai é sempre o maior e o número um em tudo e em todos (1ª Coríntios 8:4-8). Esta é a glória de Deus.

[vi] Satanás tem como projeto pessoal, o destronamento de Deus o Pai (Isaías 14:12-15; Ezequiel 28:19).

[vii] Efésios 6:11-12; Tiago 4:7 e 1ª Pedro 5:8-9.

[viii] 1ª João 5:19; João 10:10; 8:44.

[ix] Há muitos exemplos desta proposição satânica, mas nenhuma é tão clara como a que se vê na analogia que podemos depreender entre a experiência de Adão e Eva em Gênesis 3:1-3 e a do Messias em Mateus 4:8-10.

[x] Esta atitude declarada de Satanás fica evidente nas expressões de Paulo em 2ª Tessalonicenses 2:4-10, onde ele é identificado como sendo o próprio mistério da iniqüidade, aquele que se levanta contra Deus, que deseja seu santuário; ora, tais expressões coadunam-se perfeitamente com o que ele mesmo propõe ao Filho em Mateus 4:8-10, ou seja, que o Filho do Pai Altíssimo “adore a ele Satanás”. É desta forma que a glória de Deus é negada, mediante a transgressão do maior de todos os mandamentos, a saber “adorar o Deus de Israel como único Deus Supremo” (Marcos 12:28-30; Deuteronômio 6:4-5) e, quando esteve em nosso Mundo, o próprio Filho reiterou como o maior de todos os fundamentos da vida eterna (João 17:3).

[xi] Tiago 1:13; Salmo 68:19-20.

[xii] 1ª João 5:19.

[xiii] Romanos 8:18-23.

[xiv] Romanos 14:12; 2ª Coríntios 13:5-6.

[xv] Gênesis 1:26-27.

[xvi] Romanos 5:12; Gênesis 3:1-6.

[xvii] Efésios 1:17-23.

[xviii] Salmo 99:5; 98:2; Salmo 89:14 e 93:2. (Ver: Jó 34:12; 37:23 e Salmo 19:9).

[xix] João 3:16.

[xx] Veja-se Mateus 12:36-37 sobre este fundamento do direito de salvação dado por Deus aqui.

[xxi] Tiago 4:1; Mateus 10:15; 12:36-37; Hebreus 9:27; 2ª Pedro 3:7; Judas 1:6,14-15; 1ª João 4:17.

[xxii] Jeremias 23:5; Ezequiel 39:21; Mateus 25:31-33.

[xxiii] Eclesiastes 12:12-14; Deuteronômio 30:19-20; 2ª Coríntios 13:5-6; Romanos 14:12.

[xxiv] 1ª Coríntios 15:24-28; Daniel 2:44-45.

[xxv] Romanos 10:9-13; Apocalipse 14:6-7; João 4:20-24.

[xxvi] Isto já estava bem claro nos dias apostólicos: Gálatas 1:6,9-12; Atos 20:29-30; 2ª Coríntios 11:4; 2ª Pedro 2:1,19; Judas 1:14.

[xxvii] Salmo 119:142,152; Romanos 4:5; 3:20.

[xxviii] Temos estudo sobre a matéria que confirma nossa afirmativa aqui.

[xxix] Romanos 9:4; Hebreus 4:2; Apocalipse 14:1-5; 7:1-7; 12:17; 14:12.

[xxx] João 5:39

[xxxi] Gênesis 3:15

[xxxii] Isaías 46:8-10; 44:6-8; 40:28; 43:10-13.

[xxxiii] 1ª Coríntios 3:16-17 e João 14:23-26.

[xxxiv] Tiago 1:5-8.

[xxxv] Apocalipse 14:6-7.

[xxxvi] 1ª Coríntios 8:4-8 e 15:24-28 (compare cuidadosamente com Hebreus 2:6-9).

[xxxvii] Romanos 10:9-13; João 17:3.

[xxxviii] Hebreus 1:1-6; Romanos 10:9-13; Filipenses 2:5-11

[xxxix] Hebreus 9:22; 1ª João 1:7; João 3:16.

[xl] Hebreus 11:4; 9:22

[xli] Gênesis 12:3; Gálatas 3:8; Hebreus 1:1-2

[xlii] Salmo 89:14; 84:11-12; 104:27-29.

[xliii] Se em Provérbios 8:22-40 é declarado por quatro vezes que Cristo foi feito e em Miquéias 5:2 (Colossenses 1:15) se explica que ele teve “saída existencial” e “é o primogênito da Criação” – é claro que houve algum tempo em que ele não estava lá com o Pai, portanto, o Pai teve algum tempo em que esteve rigorosamente só.

[xliv] A Bíblia não deixa dúvida de que o Filho foi o “único gerado pelo Pai” (unigênito): João 3:16-18; 1:18.

[xlv] Efésios 3:11; 1:9-11 declaram que Cristo foi feito pelo Pai com uma finalidade. Isto se comprova claramente em Colossenses 1:19 quando se diz que ao Pai agradou que “nele habitasse toda a plenitude”, ora a plenitude aqui identificada não pode ser nenhuma outra que não seja a da Divindade declarada em Colossenses 2:9, mas, jamais devemos nos esquecer que tal plenitude só está nEle, porque foi “do agrado do Pai” – compare com 1ª Coríntios 8:4-8.

[xlvi] Associe-se Hebreus 1:1-3 com a explicação da nota de rodapé nº 45 deste trabalho.

[xlvii] João 3:16-18; 17:3; 1ª Timóteo 2:5; Filipenses 2:5-11; 2ª Coríntios 5:17-21.

[xlviii] Gênesis 3:15; Romanos 5:14; 1ª Coríntios 15:22-45; João 10:15,17,28.

[xlix] Filipenses 2:5-11; Romanos 5:15; 1ª Timóteo 2:5.

[l] Lucas 32:46; 1ª João 1:6-9; 2:1-3.

[li] Atos 5:30; 4:10; Romanos 10:9

[lii] Romanos 10:9-11; Mateus 28:18-19

[liii] 1ª Coríntios 15:24-28 (compare cuidadosamente com Hebreus 2:6-9).

[liv] 1ª Coríntios 15:24-28; Mateus 26:64; Efésios 1:20; Romanos 8:34 – é importante salientar que quem está a direta não está no centro. Cristo é sempre retratado como estando ao lado de Alguém mais poderoso que Ele. Isto é alusivo diretamente ao Pai Celeste.

[lv] João 14:15-17,23-27.

[lvi] João 17:17; 5:39; Salmo 119:142,151-152; Romanos 10:17

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