A Importância da Sã Doutrina!

20 de novembro de 2017

Conjuro-te, pois, diante de Deus e do Senhor Jesus Cristo, que há de julgar os vivos e os mortos, na Sua vinda e no Seu reino, que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina. Porque virá tempo em que não sofrerão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências. Mas tu sê sóbrio em tudo, sofre as aflições, faze a obra de um evangelista, cumpre o teu ministério (2ª Timóteo 4:1-4)

A sã doutrina ou doutrina saudável é a verdade bíblica – verdade que promoverá saúde e qualidade de vida, seriedade e devoção espiritual, confirmando o povo de Deus na fé.

A sã doutrina significa muito para aquele que a recebe; e quer dizer muito, também, para a pessoa que serve a Deus; pois onde quer que o evangelho seja pregado, todo obreiro, seja qual for seu ramo de serviço, ou é fiel, ou infiel à sua responsabilidade como mensageiro do Senhor.

Paulo escreveu:

Palavra fiel é esta: que, se morrermos com Ele, também com Ele viveremos; se sofrermos, também com Ele reinaremos; se O negarmos, também Ele nos negará; se formos infiéis, Ele permanece fiel: não pode negar-Se a Si mesmo. Traze estas coisas à memória, ordenando-lhes diante do Senhor que não tenham contendas de palavras, que para nada aproveitam e são para perversão dos ouvintes.” (2ª Timóteo 2:11-14).

Quando ensinadores fiéis expõem a Palavra de Deus, levantam-se homens de saber, pastores que professam compreender as Escrituras, e denunciam a doutrina sã como heresia, desviando assim os inquiridores da verdade.

Não fosse o caso de se achar o mundo fatalmente embriagado com o vinho de Babilônia, e multidões seriam convencidas e convertidas pelas verdades claras e penetrantes da Palavra de Deus. Mas, a fé religiosa parece tão confusa e discordante que o povo não sabe o que crer como verdade. O pecado da impenitência do mundo jaz à porta da igreja.

Por esta razão, é que os líderes religiosos de nosso tempo precisam atender a uma base de sustentação bíblica:

É necessário que o Presbítero seja irrepreensível, como despenseiro da casa de Deus, não soberbo, nem iracundo, nem dado ao vinho, nem espancador, nem cobiçoso de torpe ganância; mas dado à hospitalidade, amigo do bem, moderado, justo, santo, temperante; retendo firme a fiel palavra, que é conforme a doutrina, para que seja poderoso, tanto para admoestar com a sã doutrina, como para convencer os contradizentes (Tito 1:7-9).

Alguns que, nos tempos de Paulo, ouviam a verdade, levantavam questões que não eram de importância vital, apresentando as idéias e opiniões dos homens, e buscando desviar a mente do mestre das grandes verdades do evangelho, para discussões de doutrinas não essenciais, e solução de disputas sem importância.

Paulo sabia que o obreiro de Deus deve ser bastante sábio para descobrir o desígnio do inimigo, e recusar-se a ser desviado. A conversão de almas deve ser a preocupação de seu trabalho; deve pregar a Palavra de Deus, mas evitar disputas.

Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade. Mas evita os falatórios profanos, porque produzirão maior impiedade. (2ª Timóteo 2:15-16)

Os ministros de Cristo hoje em dia acham-se no mesmo perigo. Satanás está operando continuamente para desviar-lhes a mente para direções errôneas, de maneira que a verdade perca sua força sobre o coração. E a menos que os pastores e o povo observem a verdade e sejam santificados por ela, permitirão que questões que não têm importância vital lhes ocupem a mente. Isso levará a enganos e disputas; pois inúmeros pontos de discórdia hão de se erguer.

Homens de capacidade têm dedicado uma existência de estudo e oração ao estudo das Escrituras, e todavia, há muitas porções da Bíblia que não têm sido plenamente exploradas.

O grande centro de estudo da Palavra está no sacrifício de Cristo como expiação pelo pecado, esta é a grande verdade em torno da qual se agrupam as outras.

Decidi nada saber entre vós, senão a Jesus Cristo, e este crucificado. (2ª Coríntios 2:2)

A fim de ser devidamente compreendida e apreciada, toda verdade da Palavra de Deus, de Gênesis ao Apocalipse, precisa ser estudada à luz que dimana da cruz do Calvário.

O grande centro de convergência de todas as nossas buscas doutrinárias deve ser o grande, magno monumento de misericórdia e regeneração, salvação e redenção – o Filho de Deus erguido na cruz. Isso tem de ser o fundamento de todo discurso feito por nós e pela Igreja.

Temos encontrado ao longo da nossa vida quem nos peça a razão de nossas convicções e a declaração da nossa fé pessoal.

Para atendermos a este pedido e igualmente propormos uma declaração objetiva de pontos que consideramos a base de nossa acuidade mental nossa perspectiva de ajuizamento de todos os temas que nos são propostos, aqui fazemos uma declaração formal e direta sobre nossas crenças religiosas, na esperança de que este entendimento possa ajudar a quem não possui sequer qualquer substância bem delineada.

EU CONFESSO

1- Creio que a Bíblia é a Palavra de Deus e nenhuma doutrina, composição de percepção ética e experiencial para a vida humana pode ser legítima diante do Reino de Deus fora da Palavra de Deus.

“Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste, e de que foste inteirado, sabendo de quem o tens aprendido, e que desde a tua meninice sabes as Sagradas Escrituras, que podem fazer-te sábio para a salvação, pela fé que há em Cristo Jesus. Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça; para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra.” (2ª Timóteo 3:14-17). 

2- Creio que há um só Deus, o Pai, de Quem é tudo e para quem eu vivo e um só Senhor, Jesus Cristo.

“… sabemos que o ídolo nada é no mundo, e que não há outro Deus, senão um só. Porque, ainda que haja também alguns que se chamem deuses, quer no céu quer na terra (como há muitos deuses e muitos senhores), todavia para nós há um só Deus, o Pai, de Quem é tudo e para Quem nós vivemos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual são todas as coisas, e nós por Ele.” (1ª Coríntios 8:4-6).

2.1. Tenho como resolvido, na esfera do estudo da compreensão técnica acerca do nome de Cristo que este é, na forma plena da Palavra, Yehoshua’ – que significa “Deus Salvador”. E me baseio na afirmativa da Sociedade Bíblica do Brasil que declara formalmente: “A forma plena da palavra é Yehoshua”, que, a partir do Cativeiro, passou a dar lugar, geralmente, à forma abreviada Yeshua”.” (Revista: A Bíblia no Brasil. Edição de Julho a Dezembro de 1995. Edição Especial da Sociedade Bíblica do Brasil. Página 27).

2.2. Em ampla pesquisa que venho realizando há 12 anos, e em vias de publicação no meu Site, este assunto está, para mim esgotado. Creio no nome sagrado de Yehoshua’ Mashiah. Mas, não uso esta crença como um “cavalo de batalha” para criar inimizades ou definir a vida espiritual de quem quer que seja – este aspecto é legalista e reducionista. Deus não atua como um fanático e leio nas Escrituras que “Toda a boa dádiva e todo o dom perfeito vem do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança nem sombra de variação.”  (Tiago 1:17). É inconcebível que Deus destrua as pessoas porque não compreendem o nome de Seu Filho na Sua forma plena em hebraico (Lamentações de Jeremias 3:22; Salmos 25:10 e 33:18), o amor de Deus pela humanidade não está preso à técnica de pronúncia do nome de Seu Filho na forma original de modo algum porque “Ele amou o mundo de tal maneira que deu Seu Filho” (João 3:16) e, lê o Pai os corações dos homens e julga pela intenção de seus corações e não segundo a opinião deste ou daquele pregador ou erudito (Isaías 11:3; Ezequiel 33:20; João 7:24; Salmo 44:21; Romanos 2:16 e 1ª Coríntios 14:12,25). Há tanta miséria e tantas guerras no mundo, tanto distanciamento entre as pessoas que, um tema tão complexo e que envolve 2 mil anos de percepção civilizacional não se pode alterar intelectualmente e nem emocionalmente por uma única pesquisa específica, como se toda a realidade dependesse somente disto. a vida é muito complexa e as pessoas estão enfermas em muitos níveis de complexidade. A regra normalmente aceita é a de que “Deus não leva em conta os tempos da ignorância” (Atos 17:30) e em Atos 3:17-21 e 4:10-12 podemos entender que o que “se fez em ignorância” pode ser perfeitamente perdoado e anulado diante da Justiça do Tribunal Divino se houver arrependimento e confissão (2ª Coríntios 5:10; Romanos 14:10,12; Salmo 9:4,7). O que não anula “a minha crença”, sem perder o “respeito pela crença dos outros” – porque é exatamente o que espero que me confiram os demais: respeito! Mais ainda, qualquer tentativa de pretender diminuir ou rebaixar o nome sagrado do Unigênito Filho de Deus é, biblicamente, um ato de desafiadora rebelião contra o Reino de Deus (Atos 4:10-12; Provérbios 18:10; Levíticos 22:32; Salmo 145:21). Portanto, cada um examine-se e decida o que pensar a respeito desta questão (2ª Coríntios 13:5-6), mas “Estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos)” (Efésios 2:5), ora, se a salvação vem pela graça, é sempre bom lembrar que ela se dá através do seguinte princípio supremo: “Porque Deus é o que opera em vós tanto o querer como o efetuar, segundo a sua boa vontade.” (Filipenses 2:13) – por um justo motivo que muito deve nos confortar: “Senhor, Tu nos darás a paz, porque Tu És o que fizeste em nós todas as nossas obras.” (Isaías 26:12). A Deus toda a glória!

3- Creio que a salvação da pessoa humana é sempre individual, nunca coletiva (Romanos 14:12; 2ª Coríntios 13:5-6). Que se dá mediante a graça de Deus (Atos 15:11), que é um dom imerecido conferido por Deus àquele que, pela fé, crê (Efésios 2:5,8) e se submete à soberania de Cristo na qualidade de Salvador único da espécie humana (Filipenses 3:20; João 17:3). Nada que eu possa pretender em termos de obras pessoais poderá ajudar-me ou favorecer-me em termos de minha salvação espiritual (Efésios 2:8-10; Romanos 7). A salvação não é obra humana (1ª Timóteo 4:10; Isaías 45:21), se fosse não seria salvação, seria uma mudança de atitude ética (Jeremias 13:23). O pecado, como transgressão da Lei de Deus, se impõe exatamente porque já nascemos com a semente genética do egocentrismo e por isto mesmo somos por natureza, iníquos (Jó 15:14-16; Romanos 3:23; 1ª João 2:8,10). Apenas a obra divina pode resgatar a espécie humana de sua miséria (João 3:16-18; 1ª João 2:1-2; 2ª Coríntios 5:18-21). Yehoshua’ se torna, desta forma, o caminho, a verdade e a vida e ninguém poderá chegar ao Pai senão por Ele (João 14:6,9; 17:3), muito embora o Pai chegue aos seres humanos por caminhos que bem lhe apraz (Hebreus 1:1; Romanos 1:18-22) e lida com todos os viventes com sua infinita misericórdia como bem quiser independentemente da opinião, posição ou decisão ideológica que os teólogos ou qualquer outro possam oferecer (Salmo 145:13-20).

4- Creio que a participação humana na salvação é a maior prova de que Deus não lida com os seres humanos como se fossem “autômatos” (Filipenses 2:12), mas, Ele nos respeita antes de tudo, como criaturas com uma capacidade limitada de escolha (Josué 24:15; Jó 34:4; Ezequiel 18:4,20). As Sagradas Escrituras estão repletas de toda sorte de situações em que as escolhas humanas levam os seres humanos à benção ou à maldição. O ato de ceder, de se render ou de se submeter à soberania divina é o único ato que a espécie humana realmente pode decidir – daí em diante, tudo passa a ser consequência de quem governa a natureza humana. Assim, por esta simples compreensão, a escolha para permanecer psiquicamente conectado em Yehoshua’ é ato pessoal (João 15:1-5). O nome que se dá à esta decisão é “comunhão com Deus” (1ª Coríntios 1:9; 1ª João 1:3); a comunhão envolve uma articulação objetiva na direção do claro entendimento de que não se pode andar em trevas (1ª João 1:6,7). “Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque, que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas?” (II Coríntios 6 : 14) – assim, como fruto da minha pesquisa acerca do significado da comunhão com Deus, entendi que não nos salvamos de forma alguma, mas devemos escolher manter a nossa mente em conexão psíquica permanente com Deus e isto, até onde já cheguei, pode ser realizado por meio de 12 práticas. Mas, repito, as 12 práticas não nos salvam, elas tem por objetivo manter a mente conectada em Cristo para o justo cumprimento de João 15:1-4. São eles:

4.1. Oração e Vigilância Espiritual

4.2. Estudo das Escrituras

4.3. Estudos de Diversos Livros

4.4. Meditação

4.5. Ações de Graças (Gratidão)

4.6. Jejum

4.7. Testemunho Evangelizador

4.8. Vida em comum com irmãos

4.9. Adoração Coletiva

4.10. Batismo e Santa Ceia

4.11. Dízimos e Ofertas

4.12. Missão Pessoal: Ensino, Pregação, Cura e Ações do Bem

5- Creio que a finalidade moral da vida humana é determinada por Cristo e não pelo ser humano. Não somos senhores de nosso destino e devemos sempre ter em mente que só Deus é grande e Senhor de tudo. Há um texto da obra de Rick Warren que muito aprecio e diz o seguinte:

“O propósito de sua vida é muito maior que sua realização pessoal, sua paz de espírito ou mesmo sua felicidade. É muito maior que sua família, sua carreira ou mesmo sues mais ambiciosos sonhos e aspirações. Se você quiser saber por que foi colocado neste planeta, deverá começar por Deus. Você nasceu de acordo com os propósitos dEle e para cumprir os propósitos dEle”. (WARREN, Rick. Uma Vida Com Propósitos. Editora Vida, SP, 2007).

Por esta razão, não tenho qualquer dúvida de que somos Santuários para habitação de Deus em Espírito. A sacralidade da vida humana está na base de toda minha missão e vocação diante do Criador e Mantenedor. A santidade da vida em harmonia com as Leis Naturais e Morais é um princípio pelo qual todo esforço educativo se submete e se propõe valor de qualidade de vida insofismável.

6- Creio que a família é a base essencial da construção de toda possibilidade de sobrevivência da espécie humana num primeiro plano primário, mas que, ainda se revela como agente educativo soberano e determinante em última instância para os caminhos da política e da sociedade. A família não é uma opção, é o imperativo essencial da existência e como tal, recebe nosso mais profundo respeito, sem poder ter de forma alguma, qualquer invasão na sua hierarquia interna e nem sobre os padrões mínimos e primários de moralidade comum, onde os pais são soberanos e os filhos devem à estes a mais digna obediência e honra. Qualquer proposta de vivência sociocultural e até mesmo o propósito do trabalho, encontra na família a sua primária intenção necessária. Os filhos, ao se casarem, deixam de ser responsabilidade totalmente dos pais, devendo à estes um respeito que desejam ter dos seus próprios filhos em seu tempo. Nas situações de adaptações socioculturais, o imperativo da legislação nacional sobre a Vida Civil (Código Civil), é a regra a ser cumprida pelas pessoas que são fiéis a Deus e, a família dos crentes deveria ser uma Embaixada do Reino de Deus para toda a comunidade que os envolve.

7- Creio que a segunda vinda de Yehoshua’ é fato absoluto nas Escrituras Sagradas. O estudo vigilante sobre as profecias se justifica, face a imperativa ordem apostólica:

“E temos, mui firme, a palavra dos profetas, à qual bem fazeis em estar atentos, como a uma luz que alumia em lugar escuro, até que o dia amanheça, e a estrela da alva apareça em vossos corações. Sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação. Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo.” (2ª Pedro 1:19-21).

7.1. Estudar profecias para entender os sinais e a segunda vinda de Cristo, bem como estar alinhado para o encontro com o Senhor é a bendita esperança de todos os fiéis em todos os tempos.

7.2. Admoestar a todas as pessoas acerca desta segunda vinda é tarefa obrigatória para os que servem ao Senhor. E eu tenho esta tarefa como essencial na minha carreira. Mas, observo que o compromisso das Igrejas com a segunda vinda de Cristo é quase inexistente. Não existe um reavivamento exatamente porque a percepção da brevidade da Segunda Vinda de Cristo não é objeto de estudos ao menos uma vez ao ano. Para remediar esta fraqueza, demando escrever, publicar e otimizar esta mensagem.

Estas são as minhas crenças essenciais!

São a base de crença religiosa de meu Ministério enquanto Pastor e enquanto Capelão e, determinado a anunciá-los sempre que possível apresento-os em documentos específicos que possuem os seus respectivos títulos aqui identificados.

Esperamos em Deus que esta base de crenças nos ajude a encontrar uma referência psíquica que jamais nos deixe perder a direção existencial e o verdadeiro sentido da vida!

Confiante na graça de Deus,

Pr. Jean Alves Cabral

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