Questão do Incesto na Rede Globo de Televisão!

Um dos mais deploráveis e inúteis programas de televisão exibidos não só no Brasil, mas em diversos países é o Big Brother, franquia que se propõe discutir o que as pessoas fariam se, confinadas por alguns dias, tivessem que fazer de tudo para conquistar uma certo valor expressivo de dinheiro.

Mas, ao longo de sua história, diversas situações se tornaram polêmicas e na atualidade (30/01/2018) algumas carícias de um pai em sua filha dentro do Programa, aludem para a prática do incesto e, houve uma grande manifestação de indignação acerca desta questão.

Temos algo a declarar sobre tal demanda!

O código moral de Deus está determinado na Bíblia.

Este código não pode ser encontrado fora dela de forma alguma, porque se “o Deus” é o Deus de Abraão, de Isaque e de Israel, é óbvio que nenhuma outra regra de fundamentação pode ser válida.

Seria uma completa tolice pretender entender o Budismo a partir do Bhagavad Gita (Hindu), ou entender o Confucionismo a partir do Alcorão.

É preciso primeiro definir: que Divindade será definida e qual a IDENTIDADE histórica estruturada desta Divindade?

Isto é primário em termos de qualquer tentativa de Estudo das Ciências das Religiões.

E, há quem diga que Religião não tem valor algum e assina em seguida o atestado de idiota da ocasião, porque qualquer mínimo esforço em torno da análise antropológica (estudo do ser humano), mostrará que as Civilizações se fundamentam sobre 4 pilares:

  1. Língua / Literatura;
  2. Religião / Moral;
  3. Cultura / Família; e
  4. Política / Leis.

Para se tratar qualquer fenômeno social, é preciso sempre, sem falhar nunca, colocar na mesa de análise estes quatro pilares estruturais. Não entender isto é colocar-se na situação de quem precisa se dedicar primeiro a estudar estas questões.

Indo ao dicionário veremos que a palavra “incesto” significa exatamente:

“relação sexual entre parentes (consanguíneos ou afins) dentro dos graus em que a lei, a moral ou a religião proíbe ou condena o casamento.”

Uma justificativa comum para a proibição do incesto é evitar o “endocruzamento”: uma coleção de transtornos genéticos sofridos pelos filhos de pais com algum  coeficiente de parentesco. Tais crianças estão em maior risco de transtornos congênitos, morte, deficiência física e de desenvolvimento; o risco é proporcional ao coeficiente de parentesco dos pais – uma medida de quão geneticamente perto os pais eles são relacionados.

Em algumas sociedades, como as do antigo Egito e outras, as combinações de relacionamentos como irmãos-irmãs, pai-filha, mãe-filho, entre primos, sobrinhos-tias, sobrinhas-tios eram praticadas nas famílias reais como forma de perpetuar a linhagem real. Mas, os casos de epilepsia sempre foram frequentes entre estes sujeitos. Algumas sociedades como as de Bali e algumas tribos Inuit têm opiniões diferentes sobre o que constitui incesto ilegal e imoral. No entanto, as relações sexuais com um parente de primeiro grau (como um pai ou irmão) são quase universalmente proibidas. Logo, é claríssimo que as Grandes Civilizações não entendem que seja normal o sexo incestuoso.

A primeira rainha reinante do país (Portugal), era também chamada de “Maria Louca”, e casou com seu tio, Pedro III. Seus filhos morreram por motivos diversos relacionados a problemas congênitos e doenças da época, como a varíola, o que levou a mulher ao seu conhecido estado de insanidade.

O que temos aqui é uma simples equação.

A Civilização Cristã se fundamenta em “Língua/Literatura, Religião/Moral, Cultura/Família, Política/Leis”. O Brasil é 86,81% Cristão, logo, com grande facilidade entendemos que os padrões por aqui são os que se defende neste modelo e quem não faz parte dele que entenda qual é seu lugar: na esfera das minorias que até podem (e devem ser) respeitadas em seus direitos individuais, mas serão sempre esmagadas pela maioria que vai criticar, aborrecer-se, demonizar e opor-se com grande rigor – porque é isto que as maiorias fazem em qualquer lugar do mundo. Por exemplo? Tente ir num País islâmico e gritar numa Praça Pública: “Alah não é deus coisa nenhuma, ele e seus seguidores que se lasquem!” – Você morre ali mesmo pelo povo passando ao seu redor. Se acha certo ou errado não importa absolutamente nada! Um indivíduo não tem poder para alterar uma estrutura Civilizacional e tal mudança não tem como ocorrer em menos de 300 anos no mínimo.

Notemos!

Segundo a fonte (http://br.blastingnews.com/brasil/2016/01/como-esta-o-cristianismo-no-brasil-00721567.html) máxima de nossas informações sociais – que é o IBGE – Aqui no Brasil, a Religião predominante é o Catolicismo. O país tem a maior população católica do mundo, porém, as estatísticas têm mostrado que nas últimas décadas o número de Católicos tem se reduzido. Segundo os dados do IBGE, o Brasil é um país cristão. O último Censo (2010) sobre a religião aponta que 86,8% dos brasileiros declaram ser cristãos, são cerca de 166 milhões de brasileiros.

Em 1940, os católicos eram 95,5%, enquanto 2,6% eram evangélicos. A década de 70 apresentou uma pequena queda, 91,8% católicos e 3,7% evangélicos. Na década seguinte, se manteve em 90% de católicos. Já em 2000, ocorreu a maior queda, os católicos foram 73,6% e os evangélicos 15,4%. Os dados de 2010 apresentam 64,6% de católicos e 22,21% de evangélicos.

O estudo demonstra o aumento da massa protestante de 26,2 milhões em 2000 e de 42 milhões em 2010. Na qual, 60% são pentecostais, 18,5% protestantes missionários, 21,8% protestantes não determinados. O estado que tem a maior proporção de evangélicos é Rondônia, com 33,8%, enquanto o estado do Piauí tem a maior proporção católica, 85,1%.

Ora, o que ensinam Católicos e Evangélicos sobre relações de Incesto? É o que vai valer para esta sociedade na esfera dos 4 pilares de análise Civilizacional no meio deste povo. É absolutamente natural que esta definição seja colocada em evidência, que haja uma pressão para a preservação de tais valores e que as opiniões contrárias sejam consideradas más, diabólicas, desvios e perigosas.

Todos sabemos que a Rede Globo de Televisão é comandada por pessoas que odeiam objetivamente duas plataformas: a Igreja Católica Romana e todos os Evangélicos. É política institucional desta empresa “atacar, amaldiçoar, esculhambar e ofender” o quanto puder, todos os valores defendidos por qualquer uma das tradições cristãs históricas e que estão no comando do discurso que predomina em 86,81% de toda a massa populacional brasileira.

A Rede Globo só precisa que a Igreja Cristã faça a coisa mais simples do mundo: se úna e simplesmente ataque objetiva e ferozmente esta organização canalha e amaldiçoada. E digo amaldiçoada porque é da definição da Religião Cristã com clareza Apostólico-Bíblica o seguinte:

Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes: Eu sou o Senhor vosso Deus.
Não fareis segundo as obras da terra do Egito, em que habitastes, nem fareis segundo as obras da terra de Canaã, para a qual vos levo, nem andareis nos seus estatutos.
Fareis conforme os meus juízos, e os meus estatutos guardareis, para andardes neles. Eu sou o Senhor vosso Deus.

Portanto, os meus estatutos e os meus juízos guardareis; os quais, observando-os o homem, viverá por eles. Eu sou o Senhor. (Levítico 18:2-5).

Note bem a expressão: “OBSERVANDO-OS O HOMEM VIVERÁ POR ELES”!

A primeira regra que somos informados é a de que “os Estatutos Divinos” devem ser seguidos e que esta é a maior de todas as provas de que uma pessoa está ligada ao Deus de Israel (Deuteronômio 6:4-6; Êxodo 20:3). Isto é ponto pacificado!

Mas, as questões sexuais entre membros da mesma família a questão é claríssima!

Nenhum homem se chegará a qualquer parenta da sua carne, para descobrir a sua nudez. Eu sou o Senhor.
Não descobrirás a nudez de teu pai e de tua mãe: ela é tua mãe; não descobrirás a sua nudez.

Não descobrirás a nudez da mulher de teu pai; é nudez de teu pai.

A nudez da tua irmã, filha de teu pai, ou filha de tua mãe, nascida em casa, ou fora de casa, a sua nudez não descobrirás.

A nudez da filha do teu filho, ou da filha de tua filha, a sua nudez não descobrirás; porque é tua nudez.
A nudez da filha da mulher de teu pai, gerada de teu pai (ela é tua irmã), a sua nudez não descobrirás.
A nudez da irmã de teu pai não descobrirás; ela é parenta de teu pai.

A nudez da irmã de tua mãe não descobrirás; pois ela é parenta de tua mãe.

A nudez do irmão de teu pai não descobrirás; não te chegarás à sua mulher; ela é tua tia.

A nudez de tua nora não descobrirás: ela é mulher de teu filho; não descobrirás a sua nudez.

A nudez da mulher de teu irmão não descobrirás; é a nudez de teu irmão.

A nudez de uma mulher e de sua filha não descobrirás; não tomarás a filha de seu filho, nem a filha de sua filha, para descobrir a sua nudez; parentas são; maldade é.

E não tomarás uma mulher juntamente com sua irmã, para fazê-la sua rival, descobrindo a sua nudez diante dela em sua vida. (Levítico 18:6-18).

Desta forma, a questão é, para os cristãos, como “prego batido e ponta virada”!

Mas, sob o ponto de vista da Rede Globo, a Bíblia é um livro sem valor algum; seus trabalhadores não dão a mínima ao estudo dela, pelo contrário: são amantes da Religião Umbanda, Candomblé como se pode aferir em diversas reportagens sobre seus grandes atores e, por entender que “o espírito” é “imortal”, que o Deus de Israel não é Deus, mas uma estrutura a ser banida da vida da Terra, estes sujeitos se afinam com o Comunismo na ideologia e por extensão são satanistas.

O objetivo da Globo é “destruir a moralidade judaico-cristã”!

Porque as Igrejas não erguem-se contra este lixo e param de assistir seus programas?

Elizabeth da Áustria. Era convencida de que sua família era amaldiçoada pela loucura, mas provavelmente a maldição não era sobrenatural, e sim genética, já que o incesto era comum para eles e ela mesma era neta de um casamento entre primos. Quando subiu ao trono, por se casar com um membro da família, foi infectada por doenças venéreas (o rei a traía) e ficou obcecada com seu peso e dietas, o que lhe rendeu um fim de vida bastante atormentado.

É fácil matara a Rede Globo em poucos dias: basta ninguém que esteja nestes 86,81% cristãos assistir suas coisas, os patrocinadores abandonarão os investimentos nela.

Mas, a verdade é que a onda do Big Brother Brasil prova que embora 86,81% se declare cristão para o IBGE, a verdade é que grande parte destes cristãos são seguidores de uma religião cristã muito fraca e volátil.

A culpa por toda esta bagunça, defendo: é da Igreja que ao invés de cumprir seu papel na base Civilizacional, obedecendo os mandamentos de Deus, fica de conluio com Teologia da Libertação Comunista e Teologia da Prosperidade Pentencostalista – o resultado?

O crescimento de todas as doutrinas sexistas como regra primária da vida e não a dos Santuários Espirituais (1ª Coríntios 3:16-17).

A definição jurídica do incesto vem do latim incestu (impuro, impudico) e é definido como a conjunção carnal entre parentes por consanguinidade ou afinidade, que se acham, em grau, interditados ou proibidos, para as justas núpcias (Artigo 183, do Código Civil). Portanto, o incesto, se ambos são maiores e nenhum está sob ameaça ou violência, não é punido pela lei brasileira. Porém, do ponto de vista jurídico, é proibido a união civil de um casal incestuoso. O Estado proíbe a união sexual de pais e filhos para evitar riscos de doenças genéticas além dos problemas de hereditariedade.

Entendamos bem: competiria à Igreja Cristã, representativa de 86,81% de todo nosso povo, exigir na forma de Lei, que o Incesto fosse considerado crime! Uma das tarefas da Religião/Moral é a influência sobre a Cultura/Família e receber desta as inflexões que são resultantes do discurso da Religião/Moral com a Família/Cultura.

No Brasil, fica aqui desafiado qualquer um a mostrar, onde as mães concordam que o pai faça sexo com uma filha? Quem pode apresentar como normal que um homem faça sexo com sua sogra? Com sua tia? Com sua avó? É uma completa aberração!

Mais ainda, onde isto seria aceito como normal? A desculpa de que é “amor” impõe como óbvio que um pai, fazendo carícias sexuais na filha ou no filho consiste em “abuso contra incapaz” – mas, não é crime! Sim, no Brasil não há crime de incesto! É considerado uma questão “imoral”, porém, não está sacramentada por força de Lei.

Apesar de universalmente proibido por razões morais e religiosas, o fato é que no Brasil o incesto não é definido como crime. Há, não raro, relações incestuosas que configuram crime, como o pai que pratica ato sexual com a filha menor de 14 anos, ou o pai que constrange a filha maior de 14 anos, com violência ou ameaça, a ato sexual. Esses fatos configuram, respectivamente, o estupro de vulnerável (art. 217-A, CP), com pena de 8 a 15 anos de reclusão, e estupro (art. 213, CP), pena de 6 a 10 anos.

Porém, não é a circunstância de haver uma relação incestuosa que caracteriza o crime. Entendamos:

  • No primeiro caso, o crime decorre da idade da vítima que, segundo a lei, não tem capacidade para decidir sobre questões sexuais; e,
  • No segundo caso, do fato de haver uma relação sexual não consentida, a que foi obrigada a pessoa, mediante violência ou ameaça.
  • O fato de se tratar de incesto, o autor sendo ascendente da vítima, apenas levará à majoração da pena, que sofrerá um acréscimo de metade (art. 226, II, CP).
  • É certo que o Código Civil proíbe o casamento entre ascendente e descendente, seja o parentesco natural ou civil (art. 1.521, I, CC), mas essa proibição apenas tem reflexo penal se houver um casamento entre pessoas que sabem do parentesco, mas se casam omitindo esse fato ou se um deles sabe disso e induz o outro a erro, omitindo o parentesco.
  • Caracteriza-se o crime descrito no art. 236 ou o do art. 237 do Código Penal. Mas, novamente, não é a relação incestuosa que se pune, mas a fraude caracterizada com a prática de um casamento proibido civilmente.

A prática do incesto é uma conduta puramente imoral e não interessa ao direito penal condutas imorais que não causam nenhuma lesão a bem jurídico, porque a Constituição Federal é claríssima: “não há crime sem lei anterior que o defina” (Art. 5º, Inciso . Por tal razão, no Brasil, se ascendente e descendente (maior de 14 anos) viverem livremente uma relação incestuosa, por mais que repugne a todos, crime não se configura.

A Igreja Católica em seu ensinamento afirma:

“O incesto designa relações íntimas entre parentes ou pessoas afins, em grau que proíba entre eles o casamento. São Paulo estigmatiza essa falta particularmente grave: “É geral ouvir-se falar de mau comportamento entre vós. Um dentre vós vive com a mulher de seu pai. É preciso que, em nome Senhor Jesus, entreguemos tal homem a satanás para a perda de sua carne” (cf. 1Cor 5,1.3-5). O incesto corrompe as relações familiares e indica como que uma regressão à animalidade” (Catecismo da Igreja Católica, 2388).

No Código de Direito Canônico, número 1091, trata do “Impedimento de Consanguinidade” –na linha reta de consanguinidade é nulo o matrimônio entre todos os ascendentes e descendentes, tanto legítimos como naturais. Na linha colateral, a nulidade matrimonial se estende até o quarto grau inclusive. Por consanguinidade, entende-se a relação existente entre um grupo de pessoas que procedem, por geração, de um tronco comum. Após a mudança na contagem dos graus na linha colateral, de acordo com o Código de Direito Canônico, “ficam proibidos os casamentos entre colaterais até primos-irmãos (antes, até primos em segundo grau), e entre tio(a), avô(avó), sobrinho(a) e neto(a)”.

Todas as Igrejas Evangélicas, sem exceção, não apoiam e não concordam de modo algum com a prática do Incesto em nenhuma de suas formas. Não carecemos apontar os Códigos Institucionais que asseveram isto! Pelo contrário, basta perguntar a qualquer pessoa que seja membro efetivo de uma destas Comunidades.

É lastimável que a Rede Globo de Televisão não saiba lidar com as pautas sexuais com a dignidade que o padrão familiar cristão solicita: respeito, moralidade básica, tradicionalismo e acima de tudo: temor de Deus!

Mas, a Igreja que assuma seu lugar e coloque as coisas em seu devido lugar!

Prof. Dr. Jean Alves Cabral

www.espiritual.professorjean.com

PARA MAIORES REFLEXÕES SOBRE O ASSUNTO SUGIRO ESTES VÍDEOS ABAIXO.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *