Convivência Conjugal (2ª Parte)

“Como Salvar a Família?”

Para nós, a família deve ser reconstruída como célula unificada e indestrutível e depois os reflexos desta reconstrução salvarão o corpo – não é possível salvar a sociedade, a economia, a religião e o mundo sem esta perspectiva!

No texto anterior expus minha análise fria e direta sobre a realidade do divórcio, do novo casamento e da possibilidade de se seguir com a vida, sem carregar o peso da desgraça interior porque a estrutura anterior não foi satisfatória e os caminhos foram ruins nele.

Na experiência humana do casamento, algumas questões devem ficar sempre bem explícitas para que se torne uma feliz experiência pessoal. Eu sei que existem alguns que advogam que “Deus não está interessado em nossa felicidade”, mas em “nossa santidade” e, por este expediente, defendem uma vida ruim e cheia de sombras e regras legalistas para serem cumpridas. Uma salvação pelas obras e perfeccionista sangra pelos mares da vida das igrejas e estamos cheios deste tipo de moralidade que aparentam ser pessoas de elevada estirpe, porém, na vida real e concreta, fazem toda sorte de concessões e de ajustes para poderem se conduzir no mundo sem passarem fome ou mesmo sobreviverem na política interna da denominação que defendem – tá cheio deste tipo de hipócrita nas igrejas!

Minha concepção de vida conjugal é baseada em minhas frustrações pessoais e na minha permanente pesquisa sobre a matéria, sem o fanatismo que ocupa e psique de muitos, ao mesmo tempo em que me permito andar em liberdade diante de Deus, compondo uma vida onde eu não me permita ficar com demônios comendo meu juízo – especialmente o demônio da culpa!

Algumas coisas que o casamento não representa e nem pode ser devem ser bem compreendidas, porque vivemos em uma época em que certas crenças confundem a mente das pessoas e tornam a vida carregada de infelicidade.

Então, eu proponho que a vida seja construída a partir de uma bondade entre os envolvidos, que haja (1) identidade, (2) coerência, (3) transparência e (4) compromisso – naqueles que se unem em casamento. É isto! Porém, se houver algo que deslustre esta relação, que haja (1) perdão, (2) misericórdia, (3) diálogo, (4) a justa tentativa de recomeçar uma boa jornada amadurecida juntos!

Mas, se à despeito disto tudo que acabo de apontar, não for possível, (1) porque não se consegue suportar a traição e o desrespeito, (2) não se quer mais por abuso pessoal suportar a outra pessoa, (3) se não há como conciliar valores, objetivos e a vida se tornou um fardo terrível e um aborrecimento pessoal insuportável, (4) em que você não quer mentir para si mesmo e nem fazer de conta que está carregando uma cruz, quando na verdade, está largado no chão com cruz e tudo o mais:

  • Saia fora! Siga outra direção! Desapareça da cena! Não olhe para trás! Vá viver outra vida! Se permita ter uma vida que preste e não ouça a voz de nenhum palrador, que pretenda lhe manter no cativeiro. Fuja para bem longe e esqueça tudo.

Friedrich Engels, um dos construtores do comunismo escreveu uma obra intitulada “A origem da Família, da Propriedade Privada e do Estado”. Depois de estender-se sobre algumas teorias que lhe eram caras em diversos aspectos, chega ao final de sua manifestação declarando:

 

Com a escravidão, que atingiu o seu mais alto grau de desenvolvimento na civilização, instaurou-se a primeira grande cisão da sociedade, numa classe exploradora e numa classe explorada. Essa cisão manteve-se durante todo o período civilizado. A escravidão é a primeira forma de exploração, própria do mundo antigo. Sucedem-na a servidão na Idade Média e o trabalho assalariado nos tempos mais recentes. São essas as três grandes formas de escravidão, características das três grandes épocas da civilização, mantendo-se sempre a existência paralela da escravidão, primeiro abertamente e, agora, de forma velada.

O estágio da produção mercantil com que começa a civilização é caracterizado economicamente pela introdução:

 

  • Da moeda metálica e com ela do capital em dinheiro, dos juros e da usura;
  • Dos comerciantes como classe intermediária entre os produtores;
  • Da propriedade privada da terra e da hipoteca;
  • Do trabalho como forma de produção dominante.

 

A forma de família que corresponde à civilização e vence definitivamente com ela é a monogamia, a supremacia do homem sobre a mulher, e a família individual como unidade econômica da sociedade. O Estado é o resumo da sociedade civilizada, sendo, sem exceção, em todos os períodos que podem servir de modelo, o Estado da classe dominante e, de qualquer modo, essencialmente máquina destinada a reprimir a classe oprimida e explorada.

Característico da civilização é ainda, por um lado, a fixação da oposição entre cidade e campo como base de toda a divisão social do trabalho e, por outro lado, a introdução dos testamentos, por meio dos quais o proprietário pode dispor de seus bens, mesmo depois de morto. Essa instituição, um golpe direto na velha organização gentílica, não foi conhecida em Atenas até Sólon. Em Roma, é introduzida bastante cedo, mas não sabemos quando. Na Alemanha, foi implantado pelos padres, para que os bons alemães pudessem legar, sem entraves, sua herança para a Igreja.

Com essa organização fundamental, a civilização realizou coisas de que a antiga sociedade gentílica jamais seria capaz. Mas realizou-as pondo em movimento os impulsos e as paixões mais vis do homem e em detrimento de todas as suas melhores disposições. A ambição mais vulgar tem sido a força motriz da civilização, desde seus primeiros dias até o presente; e, a riqueza, a riqueza e sempre a riqueza, não da sociedade, mas, desse vil indivíduo isolado, era seu objetivo determinante. Se, na busca desse objetivo, a ciência tem-se desenvolvido cada vez mais e têm-se verificado períodos de extraordinário esplendor nas artes, é porque sem isso teria sido impossível toda a conquista de riquezas de nosso tempo.

Como a base da civilização é a exploração de uma classe por outra, todo o seu desenvolvimento se opera numa constante contradição. Cada progresso da produção é ao mesmo tempo um retrocesso na condição da classe oprimida, isto é, da imensa maioria.

Cada benefício para uns é necessariamente um prejuízo para outros; qualquer libertação de uma classe é um novo elemento de opressão para a outra. A prova mais eloqüente a respeito disso é a própria produção da máquina, cujos efeitos são conhecidos hoje em todo o Mundo.

Se entre os bárbaros, como vimos, mal se podia determinar a diferença entre direitos e deveres, com a civilização torna-se claro, mesmo para o mais imbecil, a diferença e oposição entre as duas coisas, na medida em que atribui a uma classe quase todos os direitos e à outra quase todos os deveres.

Mas não deve ser assim. O que é bom para a classe dominante deve ser bom para toda a sociedade, com a qual a classe dominante se identifica.

Quanto mais progride a civilização, mas se vê obrigada a encobrir os males que traz necessariamente consigo, ocultando-os com o manto da caridade, enfeitando-os ou simplesmente negando-os.

Em resumo, introduz uma hipocrisia convencional que sequer era conhecida pelas primitivas formas de sociedade e pelos primeiros estágios da civilização e que culmina com a declaração de que a classe opressora explora a classe oprimida única e exclusivamente no interesse da própria classe explorada.

E, se essa não o reconhece e até se rebela, isso será expressão da mais baixa ingratidão contra seus benfeitores, os exploradores. (ENGELS, Friedrich. “A Origem da Família, da Propriedade Privada e do Estado”. Editora Escala, 2ª Edição (www.escala.com.br), p. 90-92.).

 

Há cinco pontos para os quais desejo a Vossa atenção neste instante:

 

  • O modelo de organização de nossa sociedade conquistou muitas coisas de forma extraordinária (Com essa organização fundamental, a civilização realizou coisas de que a antiga sociedade gentílica jamais seria capaz”);
  • Mas todas as conquistas humanas celebradas pela civilização são centralizadas no individualismo e na ganância trágica do predomínio do “ter” em detrimento do “ser” (Mas realizou-as pondo em movimento os impulsos e as paixões mais vis do homem e em detrimento de todas as suas melhores disposições. A ambição mais vulgar tem sido a força motriz da civilização, desde seus primeiros dias até o presente; e, a riqueza, a riqueza e sempre a riqueza, não da sociedade, mas, desse vil indivíduo isolado, era seu objetivo determinante”.)
  • Este modelo se firmou e é entendido como naturalmente aceitável e normal para as pessoas em toda parte e, desta perspectiva, toda as famílias que servem de sustentação do status quo da vida política e econômica, está presa a esta linha de desenvolvimento. A própria Constituição Brasileira declara sobre a família que ela representa o seguinte: “A família, base da sociedade, tem especial proteção do Estado (…) Para efeito de proteção do Estado, é reconhecida a união estável entre o homem e a mulher como entidade familiar, devendo a lei facilitar sua conversão em casamento. Entende-se, também, como entidade familiar a comunidade formada por qualquer dos pais e seus descendentes. (…) O Estado assegurará a assistência à família na pessoa de cada um dos que a integram, criando mecanismos para coibir a violência no âmbito de suas relações” (Artigo 226).
  • Como o próprio sistema de exploração só pode ser explorador se o explorado não puder se tornar tão grande e poderoso como o explorador, se montou um modelo de desenvolvimento econômico-político que objetiva manter as famílias tão presas dentro da necessidade de sobrevivência que não se consiga sair de sua situação de “escravidão” de um certo status quo. Isto se consegue com “programas de Estado que não são suficientes para garantir o que a própria Constituição determina ser obrigação mínima do País, em relação as suas famílias”. (Em resumo, introduz uma hipocrisia convencional que sequer era conhecida pelas primitivas formas de sociedade e pelos primeiros estágios da civilização e que culmina com a declaração de que a classe opressora explora a classe oprimida única e exclusivamente no interesse da própria classe explorada.)
  • Por último, é decididamente um fato terminativo que todo o sistema de sustentação do nosso presente status quo se define pela idéia de que tal modelo de vida imposto às famílias é normal e natural. (E, se essa não o reconhece e até se rebela, isso será expressão da mais baixa ingratidão contra seus benfeitores, os exploradores.)

 

Alguém poderá perguntar: por que este assunto todo tem alguma ligação com a convivência conjugal?

Pelo simples fato de que as nuances diárias da realidade desta condição das nossas famílias, torna, em muitos aspectos, a convivência conjugal insuportável!

A pressão que o aluguel, a compra de alimentos, a educação de filhos, vestuário, previdência e outros dispositivos desejados pelas famílias exerce, é tão esmagadora que a vida íntima do casal é derrotada.

E entendamos claramente o que significa vida íntima do casal:

  • Diálogo;
  • Parceira nas questões da vida;
  • Sexualidade;
  • Educação dos filhos; e,
  • Convivência com os familiares e amigos.

 

Por que as pessoas casadas possuem uma enorme dificuldade de permanecerem casadas?

Porque entram em pânico diante dos embates e desafios da vida e não possuem qualquer preparo para enfrentar tais dificuldades.

Os sistemas de sustentação da nossa sociedade deveriam estar todos a serviço das famílias, mas a verdade é que se opera no mercado hoje um mecanismo para fazer a família trabalhar para a sociedade.

Igrejas, o Estado e toda o fluxo econômico atua com o objetivo de “sugar da família” tudo que puder, de forma que esta não tenha qualquer possibilidade de impor-se, porque está escravizada em torno da necessidade de ganhar o pão de cada dia e, quando se encontra algum tempo para um breve descanso, enchem a mente das famílias com televisão de péssima qualidade, ilusões culturais do tipo esportivas e não se dá às famílias uma reunião eclesiástica de qualidade, mas se mantém todo mundo nas mesmice de sempre.

Este é o sistema destruidor das nossas famílias!

Ele satura o relacionamento do casal ao ponto de desejarem coisa “melhor” e, desta forma surgem os adultérios, os alcoólatras, os viciados em todo tipo de maluquices destrutivas da família.

Este negócio de se dizer que “a família é a base da vida social” não passa de demagogia e a Constituição tem, por assim dizer, um texto vazio e inútil, porque efetivamente, se contemplarmos a verdade sobre as nossas famílias no País, só o que podemos ter garantia é que mais da metade de todas elas estão vivendo na miséria!

Isto é fato e não demagogia!

Orlando Cattini declara em seu livro:

 

Nos grandes centros urbanos, 45% dos casais se separam no primeiro ano de casados. Os registros, porém, não são confiáveis e essa porcentagem deve ser maior.

Grande parcela dos que permanecem ainda juntos vivem em situação dramática em termos do amor que prometeram ter.

Olhando ao redor e observando o clima de “guerra” dos parceiros (veja-se: parentes, amigos, conhecidos, revistas, jornais, rádio e televisão), chega-se à conclusão de que há algo errado. Se realmente acreditamos nessa instituição, devemos fazer alguma coisa para salvar o casamento. (CATTINI, Orlando. Manutenção do Casamento – Desfrutar ou Construir?. Edições Paulinas, SP, 1989, p. 21).

 

Estes pontos que iremos anotar agora são interessantes porque refletem o que pretendemos dizer neste artigo. No século XVIII, o marido que entrasse num salão de festas de braço com a mulher, ou se estendesse a mão para ajudá-la a descer da carruagem, ou se sentasse ao lado dela num banquete, era considerado um tolo, ficava coberto de ridículo e desprezo. A etiqueta da época exigia que o marido ignorasse totalmente a mulher em público.

Ora, os casamentos daquela época eram preservados! A mulher não poderia nem sequer sonhar em abandonar o marido sem ser duramente coberta de ignomínia ou até mesmo da morte.

Mas, o que a Palavra de Deus ensina sobre este relacionamento entre homem e mulher é, de longe uma fonte de orientação radicalmente distante desta pobreza de alma das sociedades que, qual definiu muito bem Engels, não passam de um sistema de “escravidão exercida por uma classe rica contra a pobre”.

Ao invés de estarmos presos a uma visão que fecha a vida da família, sobretudo, do casamento a origem comum da família, da propriedade privada e do Estado, podemos adotar uma nova abordagem, a que foi adotada pelo Pastor Presbiteriano Izaias de Souza Maciel, em “Deus, a Família e a Igreja”:

 

Todos nós conhecemos famílias bem estruturadas e abençoadas por Deus. São famílias que gozam de paz, harmonia, carinho entre todos os seus membros, respeito e solidariedade. Tem estabilidade emocional, tem bom nome, vivem em boa disciplina e recebem de Deus, através do trabalho, as provisões materiais suficientes para viverem sem sobressaltos. São famílias unidas em torno da mesma fé, e dos mesmos ideais de vida. Famílias que caminham juntas, aos domingos, na direção de sua igreja. São famílias que se reúnem em casa todos os dias para lerem juntos a Palavra de Deus, para orarem juntos, para cantarem hinos espirituais de louvor a deus juntos.

Pai e mãe se amam, vivem felizes em paz e harmonia. Os filhos respeitam os pais e os honram; os irmãos vivem em harmonia. Estão estudando e trabalhando. E quando chega o tempo de namorar e casar, eles sabem esperar no Senhor e buscam sua orientação. Nenhum deles tem vício, nenhum anda em más companhias, e todos eles estão completamente protegidos das drogas.

Todos nós conhecemos, também, famílias que são o avesso das primeiras mencionadas. São famílias que vivem em confusão. Seus membros discutem e se agridem com palavras e, às vezes até fisicamente. São famílias em que não há paz, nem carinho, nem solidariedade. Cada um está para o seu lado. Os pais não sabem por onde andam os filhos, e de vez em quando alguém está se metendo em alguma encrenca. Uns chegam embriagados, outros já estão experimentando drogas. São famílias que vivem em verdadeiro caos de desentendimentos e de infelicidade. E o pior é que nem sempre esse retrato de família é de pessoas declaradamente ímpias. Muitas vezes famílias tidas como cristãs apresentam esses sintomas alarmantes de desorientação espiritual.

O que explica a diferença?

O que explica a diferença é a escolha de vida. Umas famílias escolhem servir o Senhor, enquanto outras escolhem contemporizar com o pecado e com a negligência.

A responsabilidade dessa escolha é, principalmente, do pai ou da mãe, que exerce a liderança da família.

Se um pai fizer, em oração, a escolha de servir ao Senhor com toda a sua família, como Josué fez, se em oração dedicar ao Senhor cada filho, se interceder diariamente ao Senhor por todos eles e pela esposa, e se viver dando bom exemplo de submissão a Deus, se for justo na maneira de tratar o cônjuge e os filhos, Deus será com ele, e abençoará não somente a ele, mas a toda a sua casa. (MACIEL, Izaías de Souza. Deus, a Família e a Igreja. Edição da Associação Promotora de Evangelização, Rio de Janeiro, 2002, p. 290-292).

 

Aqui temos uma outra perspectiva da análise da vida de casados!

Nosso Ministério não se apresenta como “perfeito”, nem os seus participantes são “santos perfeitos” – mas, uma coisa podemos fazer: “escolhemos ao Senhor a quem queremos servir”.

E nesta escolha uma base de fundamentação é estabelecida de forma bem clara: “Mas, buscai primeiro o reino de Deus e a Sua Justiça e todas a demais coisas vos serão acrescentadas” (Mateus 6:34).

Aqui, então, somos obrigados a nos distanciar das soluções apresentadas pelos comunistas, não porque eles não sejam bem-intencionados!

Não deixamos eles, e vamos ao capitalistas porque são melhores – aliás, na verdade, não vamos aos capitalistas em busca da solução de absolutamente nada, porque se eles tivessem solução para os casamentos e para as famílias, nem o filósofo Engels teria escrito aquelas palavras e nem nós estaríamos meditando nelas.

Não podemos concordar que a solução para as famílias estejam em mudança de condições econômico-partidárias ou sócio-políticas, porque a problemática aqui não é do “ter”, mas exclusivamente do “ser”.

Para nós, a família deve ser reconstruída como célula unificada e indestrutível e depois os reflexos desta reconstrução salvarão o corpo – não é possível salvar a sociedade, a economia ou o planeta sem esta perspectiva!

Ainda que saibamos que estamos num Mundo onde a moeda metálica e com ela o capital em dinheiro, dos juros e da usura procurem escravizar ainda mais as famílias já presas em armadilhas criadas na mente de gananciosos comerciantes, que até da religião fazem negócio e estruturam sistemas de hipnose coletiva e de malandragem para convencer os incautos a sacrificarem “todas as suas parcas economias”, sob a promessa de uma riqueza maior; sim, ainda que saibamos que existem propriedades privadas guardadas apenas para a glória e o orgulho de entidades malditas, que deixam a população sem um lugar para pôr sua casinha e preferem vê-la em barracos malcheirosos em milhares de favelas espalhadas por toda a parte; ainda que tenhamos o desprazer de conviver com uma imensa sociedade que usa o trabalho como uma forma de dominar as famílias e escravizar seus filhos – ainda assim, e a despeito disto tudo – dizemos com Josué:

 

Porém, se vos parece mal aos vossos olhos servir ao Senhor, escolhei hoje a quem sirvais; se aos deuses a quem serviram vossos pais, que estavam além do Rio, ou aos deuses dos amorreus, em cuja terra habitais; porém, eu e a minha casa serviremos ao Senhor. (Josué 24:15).

 

Os casais podem fazer uma escolha!

Não será uma escolha fácil, mas disse Cristo:

 

Tenho-vos dito isto para que em Mim tenhais paz. No Mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, Eu venci o Mundo! (João 16:33).

 

Os exemplos de tenacidade de famílias como as do Presidente Lula servem de exemplo para entendermos que, mesmo que a miséria e a necessidade sejam terríveis, ainda que tenhamos que passar por muitas coisas ruins, se colocarmos o nosso coração em Deus, poderemos conquistar uma melhor situação e compartilhar nossa vida com muitas outras pessoas, semeando o bem e, se um casal não sabe o que fazer para melhorar a sua própria situação, eu declaro que deve perder um pouco de cena o seu próprio orgulho e dedicar-se a adorar ao Senhor, dedicar-se a irem juntos socorrer alguma vida, a freqüentarem a Igreja com a intenção de permitir que o Senhor lhes fale ao coração!

E não digo isto como quem teve uma vida perfeita, uma vida fácil e uma situação que tenha sido sempre a de paz e sossego!

Mas, se cada um de nós se decidir escolher servir a Deus, se isto for verdadeiro, não em busca de dinheiro, mas com sinceridade de coração – então se cumprirá em nós o que está escrito, porque fiel é Aquele que no-lo prometeu:

 

Deus faz que o solitário viva em família; liberta aqueles que estão presos em grilhões; mas os rebeldes habitam em terra seca (Salmo 68:6)

 

Assim que já não sois estrangeiros, nem forasteiros, mas concidadãos dos santos, e da família de Deus. (Efésios 2:19).

 

Mas, se alguém não tem cuidado dos seus, e principalmente dos da sua família, negou a fé, e é pior do que o infiel. (!ª Timóteo 5:8)

 

Por causa disto me ponho de joelhos perante o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo. Do qual toda a família nos céus e na terra toma o nome; para que, segundo as riquezas da sua glória, vos conceda que sejais corroborados com poder pelo seu Espírito no homem interior. Para que Cristo habite pela fé nos vossos corações; a fim de, estando arraigados e fundados em amor. Poderdes perfeitamente compreender, com todos os santos, qual seja a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade, E conhecer o amor de Cristo, que excede todo o entendimento, para que sejais cheios de toda a plenitude de Deus. Ora, àquele que é poderoso para fazer tudo muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos, segundo o poder que em nós opera. (Efésios 3:14-20)

 

Sejamos, pois compromissados com o ideal da causa de Deus e as demais coisas serão acrescentadas!

 

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