O Tipo de Diálogo Inútil Que Me Assedia!

(ARTIGO BEM LONGO – SOMENTE PESQUISADORES LERÃO).

Recentemente recebi uma mensagem relacionada a uma posição minha na Internet e que quero indicar como exemplo de incapacidade profunda de certos analfabetos funcionais em pretender entrar em discussão, quando não reúnem qualquer capacidade de argumentar coisa alguma.

Irritação minha; mas exemplo que ficará aqui para posteridade que eventualmente vier a ler-me!

Em minha geração, no Brasil, está cheio de analfabetos funcionais, incompetentes, incapazes e bobalhões que posando de entendidos de qualquer coisa que seja, atrevem-se a falar e escrever, fazendo papel de tolos.

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Primeiro, a postagem de um vídeo que é obviamente público, fez-me manifestar-me. Tal vídeo é:

O vídeo que reputo como fraco e que rebati foi: https://www.youtube.com/watch?v=jlM-itTQ8DQ

Tem duração de 3 minutos e 16 segundos e eu respondi:

“Eu entendi finalmente o que é Calvinismo: 1- Eu posso ser um pecador safado porém, se estou “eleito” “nada impedirá que eu seja salvo!” 2- Eu posso escolher qualquer coisa que eu quiser: no final eu estou eleito mesmo!”

Minha manifestação é apriorística!

O Calvinismo realmente acredita nisto e eu discordo.

O dono do canal intitulado “somente o evangelho” retrucou-me:

“NÃO, você não entendeu nem o vídeo, nem o calvinismo, nem nada..”

Ao que respondi:

“Conversa fiada! Se eu estou definitivamente escolhido, eleito, eu estarei salvo e ponto final. O sujeito deixou claro no vídeo: Satanás foi criado por Deus! Deus é a origem do mal! O testemunho pessoal dele é nada, da mesma forma que a nossa opinião aqui! Se tu já estás eleito – dane-se qualquer opinião contrária. Se eu estou condenado, nada que eu faça já não vale nada de nada! Daí tu vens e dizes: eu não entendi? Ora, explique ó sábio!”

E continuei:

“Vou exemplificar: o sujeito é confrontado com a pergunta sobre a possibilidade de sair da presença de Cristo. A resposta dele é: “nada me separará do amor de Deus!” – ora, ele deixa claro que não importa a possibilidade de se desviar, no final das contas ele está GARANTIDO mesmo! É isto ou não é? A postagem oferece este material de diálogo e de consideração e não 60 horas da cadeira de Soteriologia.”

“O erro Calvinista só não fica pior porque eles estão representados aqui num breve recorte. A doutrina de Calvino (presbiteriano) é como a de Ellen White (adventista), ou a de qualquer outro grupo que serve a um interesse institucional fechado. Os caras ganham a vida defendendo este tipo de coisa que cria uma enorme dúvida sobre o dever pessoal de “estar em Cristo” (João 15:1-5). O centro da vida espiritual depende de “permanecei em Mim e Eu permanecerei em vós” – mas, por esta “teologia calvinista”, que justificou Calvino em suas atitudes, promoção de guerras e outras barbáries ideológicas simplesmente está dizendo que esta coisa de “permanecer em Cristo” não é o que obviamente é em si: ato livre e escolha pessoal do indivíduo. Outro fundamento claríssimo está nesta passagem: “Se alguém quer vir após Mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz, dia após dia, e siga-Me”. (Lucas 9:23). Ora, que história é esta de “eu negar a mim mesmo”? Se eu tenho este poder, como é que estou eleito independentemente de minhas escolhas? O “seguir a Cristo” é escolha pessoal e livre decisão individual. É pacificado isto no próprio evangelismo de massas – é o apelo final em qualquer discurso! Mas, o Calvinista dirá: besteira, tudo é uma questão de determinismo divino! E o que é curioso: eu posso escolher discordar ou concordar com esta doutrina errônea e nem por isto – pela teoria em si – haverá mudança de coisa alguma; porque em tese: já está tudo determinado! Na verdade, estes caras deram origem ao filme “Matrix” e nem sabiam que teriam tanto sucesso!”

Um indivíduo ficou aborrecido e me contraditou com esta profundíssima análise:

Insisti:

“Besteira! Se você defende que Deus já me determinou para estar ferrado, então é ponto pacificado e encerrado. Não interessa o que eu faça, se estou lascado quem vai me livrar da merda profunda em que fui criado, determinado e marcado? Você? O resto é lorota e conversa fiada! Um monte de argumentos para tentar desfazer o óbvio. A teoria de Calvino e destes defensores dele é claríssima: há um livro em que eu estou fora (ou você pode me dizer se estou? é pra você missionário de Deus e homem santo, salvo, perfeito que eu pergunto?) – então, continuo: sendo certo que meu nome está fora deste livro, estou arruinado e ponto final. Me ilumine com a sua sabedoria de calvinista e aponte como eu salvo a minha alma! Porque vir aqui e dizer esta tolice crítica que tu dissestes não serve pra coisa nenhuma! Bora, aponte um texto, um livro, um sermão, uma pregação que mostre que eu tenho saída! Explique aí senhor santificado e perfeito, escolhido! E não se aborreça comigo, pratique a paciência. seja santo, misericordioso como é Deus, seja bondoso, seja tudo que um sujeito com o nome escrito no livro da vida deve ser! Seu mané!”

O sujeito replicou:

“Quando você diz que pode ser um pecador safado e confiar na eleição incondicional, entendo que esse não é um pensamento de um salvo. Na verdade o primeiro ponto do calvinismo depravação total, nos faz entender nossa miséria espiritual e o entendimento dos outros quatro pontos nos faz agradecer a Deus pela nossa salvação, as doutrinas da graça também nos libertam e nos dão o poder para “vencer”o pecado, nos dá confiança diante de Deus. Não sou o perfeito não irmão pelo contrário! Apenas creio em um Deus que salva pecadores! Dos quais certamente me sinto o principal! É isso irmão! Ah! E sobre paciência e testemunho cristão, obg pelo elogio ao meu comentário, espero que essa coisa um dia possa ser a sua fé tbm!”

Continuo e continuarei defendendo o óbvio da REALIDADE da existência que é: (1) somos pecadores por natureza, (2) Deus nos salvou como espécie humana inteira, (3) apenas os que quiserem abdicar de seu “eu” e sujeitarem-se a Cristo poderão ser salvos, e, (4) diante desta realidade cada um de nós é ou não verdadeiramente salvo. Mas, insistirei sempre: o nosso livre direito de escolha não é porque fomos predestinados a fazer esta escolha, senão jamais seria uma escolha real e verdadeira e sim uma mentira. Deus “não pode” impor-me uma escolha que, por hipótese, já está no meu chip cerebral antes mesmo de eu nascer e depois, dizer que eu sou um ser livre para escolher. Pois bem, este PONTO ESPECÍFICO é o que considero o maior de todos os erros calvinistas, ainda que possam ter diversas doutrinas excelentes em outros cenários. E fiz esta defesa assim:

“Pois é, me explique, já que estás fazendo o papel de evangelista! E isto é digno! 1) Você diz: “o primeiro ponto … nos faz entender nossa miséria espiritual” – portanto, parece que concordamos com este primeiro aspecto. Somos lixos espirituais e eu espero que tenha ficado bem claro isto! Tenho como claro que minha opinião e a tua opinião são isto mesmo: merda! Ficar chateado pelo “orgulho ferido” em torno de uma dogmática qualquer é tolice. A confissão mais pesada da Bíblia acha-se no livro de Isaías: “Todos nós nos tornamos impuros. As nossas boas ações, que pensamos ser um lindo manto de justiça, não passam de ‘trapos imundos’” (Is 64.6, NBV). Outras versões chegam mais perto do que o profeta quer dizer e mencionam “roupa ‘manchada’” (BP) e “panos ‘repugnantes’” (TEB). A tradução da CNBB acerta: “Nossa justiça toda é como ‘sangue menstrual’”. Esses trapos imundos são os absorventes da época. —- Eu trabalho na área de saúde e sei que uma mulher na hora de parir um filho se caga toda e vem isto com sangue, água e é uma imundície só. Nós nascemos exatamente na merda! —- Mas, como se diz em Romanos 3:23: “todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” – portanto, concordamos que não há, na espécie humana, nenhuma pessoa digna da presença de Deus. Ponto. 2) Mas, aí reside a chave da loucura Calvinista! Pelo menos na segunda parte da tua manifestação, pois dizes: “e o entendimento dos outros quatro pontos nos faz agradecer a Deus pela nossa salvação, as doutrinas da graça também nos libertam e nos dão o poder para “vencer”o pecado, nos dá confiança diante de Deus” —- como pode ser isto? Se a ELEIÇÃO JÁ ESTÁ DETERMINADA, e —- ESTE É MEU ARGUMENTO, O ARGUMENTO ARMINIANO CENTRAL —– que segurança há para qualquer pessoa em viver na esperança de que será aceito, se já estamos primariamente perdidos? O argumento de que a GRAÇA NOS SALVA é totalmente inútil, se eu estou ESCOLHIDO POR UMA IMPOSIÇÃO DIVINA. Não interessa o que você diga, Calvino errou. Não admiti-lo é, para mim, uma justificativa que se impõe pela (1) vida social religiosa, (2) teimosia ideológica, (3) contradição permanente, (4) ilusão perene. E a razão é bem simples: EU NÃO ESCOLHO ABSOLUTAMENTE NADA NA MINHA VIDA – pela teoria Calvinista, está absurdamente claro: a soberania de Deus já definiu quem será salvo e quem não será e nada muda esta realidade, sob pena de se diminuir a referida soberania; qualquer outro argumento é bobagem! Não há livre escolha de coisa alguma! Ninguém pode arbitrar seu próprio destino. Então, sabendo que eu já estou lascado e na merda profunda de minha vida podre (ver item 1) que me adianta este esforço para ser “digno”? Não posso comprar minha salvação pelas minhas obras (Efésios 2:8-10), logo, não sobrou nada a não ser que Deus apareça numa visão diretamente e me diga: ÉS O ESCOLHIDO!”

O cidadão do outro lado então sai com a seguinte resposta:

É óbvio que não fui atrás de debater coisa alguma porque tenho os Tratados de Calvino aqui, fiz o Curso de Teologia e, ao meu redor tenho uns 500 teólogos calvinistas trombeteando isto da mesma forma que há 500 teólogos arminianos defendendo o contrário – e não serei nunca seguidor nem de um e nem de outro, porque senão para o que meu encéfalo foi criado por Deus?

Pois bem, entra em cena uma “teóloga” nitidamente incapaz de produzir qualquer articulação coerente com a mínima lógica que hemos de buscar no Deus da Lógica que é o Senhor de toda a verdade (1ª Coríntios 1:22-24): Cristo. Eis seu repto extremamente reducionista e sem amplitude alguma:

“Essa tua afirmação vai totalmente contra Romanos 6. O eleito do Senhor, nascido do Espírito, o cristão que realmente é cristão, odeia pecar, pois sabe contra quem ele peca. Logo, não cabe tais afirmações.”

Não pude silenciar:

Então, deduzo que Paulo de Tarso, por definição foi um péssimo cristão e 100% dos textos dele se tornaram um lixo haja vista que ele entra em contradição, à luz de tua interpretação minimalista do FATO confessado por ele de que: “Porque o que faço não o aprovo; pois o que quero isso não faço, mas o que aborreço isso faço.” (Romanos 7:15) “Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero esse faço.” (Romanos 7:19) “Ora, se eu faço o que não quero, já o não faço eu, mas o pecado que habita em mim.” (Romanos 7:20) “Acho então esta lei em mim, que, quando quero fazer o bem, o mal está comigo.” (Romanos 7:21).

Temos uma tripla CONFISSÃO de Paulo, que escreveu este capítulo que exaltas para desqualificar minha consideração “abreviada” para um trecho de Youtube. E esta dita confissão não deixa dúvidas:

1- Paulo era alguém que tinha pecados acariciados mesmo sendo o apóstolo que escreveu o que tu crês;

2- Paulo tinha este “aborrecimento” (ódio) pelo pecado, mas, tal “sentimento ou sensação” era (e é) inútil;

3- Paulo admite que, mesmo apóstolo – e o era ao escrever – estava sob “domínio” do pecado;

4- Paulo nunca foi e nunca será melhor do que eu, portanto, se ele pode ser “aceito” enquanto “militante” nesta luta “interior”, quem vai se interpor com teorias que pretendem sugerir que o cristão só é aceito se estiver “perfeito” em termos de impecabilidade?

Por isto, reitero, seu argumento é limitado e uma objetiva bobagem. Nem você e nem eu temos poder para contrariar (de nós mesmos) o que se estabelece em Romanos 3:23, com o qual eu concluo: “Todos pecaram” (PASSADO) e “destituídos estão da glória de Deus” (FUTURO) Tal a minha condição intermitente que só pode ser alterada pelas vestes de Cristo colocadas em mim neste termos exatos:

2 Coríntios 12:9 “E disse-me: A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo.”

Um bobalhão que não tem nada a oferecer senão seus sentimentos (rss) diz:

“Nunca entendeu nada! Um salvo nunca pensará desse jeito.”

Eu fico irritado com este tipo de frasezinha ridícula, porque ela é afirmativa sem qualquer fundamentação, como se o que está no encéfalo do indivíduo, por alguma osmose mística fosse sair do seu cérebro e entrar no meu para eu entender exatamente o que significa esta pataquada de “não entendeu nada” e … ele mesmo não explica coisa alguma!

Não deixo sem resposta educativa:

Então porque que você acaricia os pecados que costumeira tende a praticar? Por que a sua natureza carnal está sujeita a depressão? Por que você pode ficar senil e perde a capacidade cognitiva?

Tá falando besteira! Se em João 15:4-5 somos ordenados “permanecer nEle” é porque, obviamente (pelo significado da palavra ‘permanecer’ no dicionário) o sujeito pode deixar de estar ou ficar.

Como então, tu vens com esta história furada de que o “salvo não vai pensar assim”?

As fragilidades da mente humana são imensas e não é por conta exatamente de ser assim que somos instruídos A FAZER A ESCOLHA LIVRE DE PERMANECER e, naquilo que não conseguirmos satisfazer Ele diz: “a Minha graça te basta?” —- a teologia Calvinista (um grandíssimo hipócrita!) é absurdamente ilógica, injusta, sem fundamentos claros e põe o ser humano fora da perspectiva divina sempre.

Qual perspectiva?

Ora, é fácil entender:

1- Cristo é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do Mundo, certo? Nisto creio que concordamos: João 1:29,36 / Isaías 53 e Jeremias 11:19, dentre outros versos asseguram-nos.

2- Desde quando Cristo é este Cordeiro que tira o pecado do Mundo? Desde ANTES DA FUNDAÇÃO DO MUNDO. Onde está esta afirmativa? Apocalipse 13:8; 1ª Pedro 1:19-20 e nisto podemos ter um pequeno vislumbre de que para o Cordeiro, que foi morto desde ANTES DA FUNDAÇÃO DO MUNDO, o tempo e a eternidade estão sempre presentes nesse cenário – OU SEJA, Cristo é eternamente desde os tempos anteriores à Criação da Terra o garantidor da obra da Criação “à Sua imagem e semelhança” (Gênesis 1:26-27).

3- Então, é por isto que todos os seres humanos já nascem salvos, cobertos pela graça e o pecado está retirado de nossas vidas sem que não façamos absolutamente nada: João 3:16 e 2ª Coríntios 5:17-21 mostram-nos que não temos absolutamente nada que ver com a salvação. Ela é ato executivo entre o Pai e o Filho. “eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do MUNDO” e não apenas dos ELEITOS. – João 1:29,36.

4- Então, cada um de nós, liberto do pecado, é informado pelo evangelho (boas novas) de que esta é nossa situação existencial e que nossa única tarefa a partir disto é PERMANECER NELE para preservar o que já está garantido. Exatamente por isto é que existe “liberdade de escolha” e ela não destoa da soberana de Deus, porque este sistema de coisas é obra de Deus mesmo. A salvação dEle é para o MUNDO TODO. “Propiciação dos pecados do Mundo inteiro” – 1ª João 2:1-2.

Estude mais sobre isto sem a paixão de quem tem que defender a escolástica calvinista como se ela fosse colocar comida na mesa … ou será que no teu caso coloca?

Mas, a “teóloga” entrou em cena novamente e asseverou:

“Assim como em Paulo, a carne do cristão milita contra o Espírito, e o Espírito contra a carne, e como ressuscitado pelo Senhor para justiça, a carne não tem poder mais sobre o cristão.

Logo, o crente no Senhor ama o que o Senhor ama, e abomina, aborrece, odeia o que o Senhor odeia, ou seja, o pecado.

Não tem como haver comunhão entre a santidade de Deus pelo Espírito Santo e o pecado, por isso no verdadeiro salvo, o Espírito o faz odiar o pecado.

Por isso a guerra no cristão!

E essa guerra no crente durará até partir daqui. Só quando for glorificado que não mais guerreará a carne e o Espírito.

Por isso continuo dizendo: cristão salvo pela graça odeia o pecado e pecar, pois sabe contra Quem o está fazendo.

Se existe “crente” que ama pecar, logo, a luz da Palavra, temos que concordar que esse não tem o Espírito de Deus. Certo?

Pois antes do cristão ser ressuscitado soberanamente por Deus, amava sua vida de pecado, se deleitava em tudo o que era contra Deus. Era inimigo de Deus por natureza! Mas quando a graça de Deus irresistivelmente o alcançou, depois de ressuscitado e soprado o fôlego de vida espiritual no cristão, nova natureza o foi dada, nasceu não da carne e nem do sangue, mas do Espírito, e esse passa a amar o que Deus ama, pois o Espírito de Deus que nele habita o faz a obra, tornando o antigo inimigo em amigo de Deus. Não há nada de minimalista nisso!

A guerra é real para TODO cristão nascido de novo. Tal como em Paulo, o verdadeiro salvo também guerreia. Isso não é contraditório quando se é vivido na prática. Faz todo o sentido para o verdadeiro cristão.”

A “notável teóloga” perde a lógica e a coerência com a mesma velocidade que repete textos que recebeu de sua denominação sem dar-se ao desplante primário de examinar com cuidado o que escreve sem analisar a inconsistência de suas próprias palavras mal organizadas na tela. Senão vejamos e, foi isto que me propus fazer na resposta conclusiva:

Não havia visto seu comentário por conta de muitas questões de trabalho e apenas 1 mês após é que percebi reavaliando as mensagens em meu histórico do Youtube.

PRIMEIRA PARTE – Da Premissa Equivocada!

Em relação à sua frase centralizadora:

“Se existe “crente” que ama pecar, logo, a luz da Palavra, temos que concordar que esse não tem o Espírito de Deus. Certo?” – eu expus, usando Romanos 7. E minha resposta é obviamente um “não”.

1- Os textos já indicados (recortados) por mim em resposta anterior dada a você demonstram claramente que Paulo de Tarso, em pleno exercício do apostolado, possuía algum tipo de desgraça pecaminosa que o deixava profundamente transtornado consigo mesmo, ao ponto dele declarar de si mesmo que “é um miserável” (final do capítulo 7) e se formos a 1ª Timóteo 1:15-16 ele garante que era o “maior de todos os pecadores de seu tempo”. Portanto, eu não entro na sua pergunta “indutiva” que com um “certo” no final dela, se torna retórica para preparar um argumento que vem à seguir como se perfeito fôra. A premissa aqui é equivocada.

2- O outro ponto claríssimo é que “se existe uma guerra” interior na vida do cristão, só pode ser porque ainda há nele o apego e o apreço pelo pecado em sua essência e não há dúvidas disto em Romanos 7 na experiência de Paulo que se autoproclama “miserável” por esta razão. A incoerência de seu argumento se revela pelo fato de que você admite que o cristão dominado pelo Espírito Santo está em guerra e que só se livra desta na restauração pela vinda de Cristo, logo, se há guerra interior é porque o Espírito Santo não “matou” 100% do indivíduo carnal e mais ainda, se é apenas na “volta de Cristo” que se encerra tal conflito, é escatológico e profético que estamos aqui presos neste conflito entre “amor ao pecado” e “amor a Deus” – pelas razões descritas em Romanos 7. E isto em nada anula a influência do Espírito de Deus e nem o torna “incompetente”, antes, explica-nos a REALIDADE DA VIDA e não um emocionalismo religioso que pretende dizer que “sentimentos” são “prova” de qualquer elevação espiritual – antes, repito: a REALIDADE é que estamos, como bem dissestes, “em guerra” interior e ela está claramente delineada em Romanos 7.

E você me premia com a lógica desta assertiva que eu faço e confirma o óbvio desta manifestação quando dizes:

“A guerra é real para TODO cristão nascido de novo. Tal como em Paulo, o verdadeiro salvo também guerreia. Isso não é contraditório quando se é vivido na prática. Faz todo o sentido para o verdadeiro cristão.”

SEGUNDA PARTE

Da Obviedade da Nossa ESCOLHA Para “Permanecer em Cristo” (João 15:1-5).

Mas, verifico, novamente a confusão que é feita com relação à uma das partes da REALIDADE em que a presença do Espírito Santo tem a Sua influência em nós neste teu argumento.

Tu dizes:

“Pois antes do cristão ser ressuscitado soberanamente por Deus, amava sua vida de pecado, se deleitava em tudo o que era contra Deus. Era inimigo de Deus por natureza! Mas quando a graça de Deus irresistivelmente o alcançou, depois de ressuscitado e soprado o fôlego de vida espiritual no cristão, nova natureza o foi dada, nasceu não da carne e nem do sangue, mas do Espírito, e esse passa a amar o que Deus ama, pois o Espírito de Deus que nele habita o faz a obra, tornando o antigo inimigo em amigo de Deus. Não há nada de minimalista nisso!”

Mas, usa este argumento de forma contraditória o tempo todo!

Diz que há uma guerra que será de uma vida inteira, mas ao mesmo tempo, diz que o cristão não está em guerra porque odeia o pecado?

Paulo já explicou que o fato do sujeito “odiar o pecado”, da mesma forma que ele odiava, não lhe dava condições de simplesmente não ceder à ele (ao pecado). Isto é claríssimo em Romanos 7.

O pecado está tão dominante no ser humano que é justamente por esta razão que NÃO PODE HAVER SALVAÇÃO FORA DA GRAÇA!

E é neste ponto, minha nobre, que verifico o gravíssimo erro de todo tipo de teologia que pretende ensinar que a REALIDADE NÃO É A REALIDADE.

Eu não tenho como vencer nenhuma das minhas inclinações naturais que amo desde que fui concebido em pecado no ventre de minha mãe (Salmo 51: “Eis que em iniquidade fui formado, e em pecado me concebeu a minha mãe”).

Diante da realidade de que não estou 100% e nunca estarei nesta vida 100% limpo deste apego, deste amor, desta natureza, desta realidade, desta desgraça, desta maldição em que sou informado de que minha verdade pessoal é apenas uma (além da que Paulo já disse em Romanos 7 afirmando nossa miséria):

Que é o homem, para que seja puro? E o que nasce da mulher, para ser justo? Eis que ele não confia nos seus santos, e nem os céus são puros aos seus olhos. Quanto mais abominável e corrupto é o homem que bebe a iniquidade como a água? (Jó 15:14-16)

Ao mesmo tempo que sou informado desta condição e já expus em meus textos nesta postagem que, somos indivíduos sujeitos a (1) dificuldades fisiológicas tão severas que nosso encéfalo fica sem condições de entender as coisas, (2) dificuldades psicológicas que nossa mente não reúne capacidade de entender nem a nós mesmos, (3) dificuldades espirituais terríveis que nos cegam profundamente, (4) dificuldades intelectuais como o analfabetismo funcional por exemplo que nos impedem de entender coisas fáceis para qualquer pesquisador e que se tornam impenetráveis para tais figuras lesionadas – esta a REALIDADE da vida. É nesta justa medida que somos “pecadores, desvalidos, miseráveis e, até mesmo dominados por desejos indignos”.

Pior ainda, Paulo de Tarso, supostamente um apóstolo de elevada grandeza, se confessa “miserável” e o “maior pecador que existiu” e sou confrontado aqui pela teoria de que Romanos 7 não é a REALIDADE?

Não tem como concordar de forma alguma! Porque sou teimoso?

Não, porque a realidade num hospital, a realidade num manicômio, a realidade nas igrejas a realidade nas famílias, a realidade pessoal e a realidade bíblica com 100% de todas as suas personagens é imperativa e definitiva. Afora Cristo, eu desafio apontar-me um sujeito que seja que nunca pecou à luz de Romanos 3:23.

Então, a doutrina da graça já se impõe como conclusiva diante de tal realidade!

O meu LIVRE ARBÍTRIO INTERIOR que eu DECIDO ONDE QUERO COLOCAR por força da presença de DUAS POTÊNCIAS EM GUERRA dentro de mim – decidirá o que eu haverei de ser quando MINHA CONTA fechar diante de Deus!

Se eu ESCOLHER “permanecer em Cristo” – Ele e só Ele me garante que “estou com Ele” e isto basta. (João 15:1-5).

Se eu ESCOLHER “não permanecer nele” então “nada posso fazer” e já estou perdido em mim mesmo e diante dEle (João 15:1-5; 3:16-19).

Se chamam esta minha explicação de Arminianismo ou não, pouco me importa, é o que está claramente esclarecido diretamente por Cristo em João 15:1-5 e, fica claro que PARA PODER ESCOLHER PERMANECER eu terei que ser um sujeito LIVRE e não PREDETERMINADO a fazer a escolha por IMPOSIÇÃO DIVINA – porque senão a escolha já não seria escolha e sim uma MENTIRA de uma “espécie de conceito de divindade maluca” que anuncia para a Humanidade que ela faz escolhas de orar, de louvar, de estudar as Escrituras, de escolher o bem, de andar pela retidão – mas, que, na verdade, supostamente é claro, Ele já determinou o que cada um fará (tipo no filme Matrix) e nós somos coisas e não Santuários (1ª Coríntios 3:16-17).

É esta a realidade que vejo nas Escrituras, na vida, no sistema de saúde dia-a-dia e não nos devaneios de Calvino neste assunto. Pior ainda, avanço e vou além; por que carga da intelectualidade eu tenho que proclamar a doutrina calvinista (ou arminiana) como se disso dependesse minha vida e minha realidade? Por que algumas pessoas ficam com raiva e odeiam quem delas discorda quando a mais clara obviedade está posta? Não é exatamente por causa das deficiências que mencionei e que são inerentes ao físico, ao emocional, ao intelectual e ao espiritual humano?

Para mim persiste a máxima de Efésios 2:8-10 – pela graça sou salvo e isto não vem de mim, mas, a medida da fé que Deus também é quem concede, será usada por minha pessoa que segundo

TERCEIRA PARTE

Da Falácia da “Graça Irresistível” entendida como sendo uma “imposição contra a vontade do sujeito humano e salvação de alguém que odeia ser salvo e não quer saber de Deus”.

Há muitas passagens claras afirmando que se pode resistir ao Espírito Santo. Isso se aplica tanto a vontade de Deus (grego: thelo, “desejar”) quanto ao seu plano (grego: boulomai, “planejar”). Considere os seguintes textos da Escritura:

Lucas 7:30 declara: “Os fariseus e os peritos da lei rejeitaram o propósito de Deus para eles, não sendo batizados por João”.

Atos 7:51 afirma: “Povo rebelde, obstinado de coração e de ouvidos! Vocês são iguais aos seus antepassados: sempre resistem ao Espírito Santo”.

O próprio Calvino comentou esse texto, dizendo que Lucas esta falando da “inflexibilidade desesperada” deles quando é dito que “eles resistiram ao Espírito”. Mas como pode a obra de Deus neles ser irresistível, se na verdade resistiram? É claro para qualquer lógica primária e sem fantasias: estes que resistiram possuem natural “livre arbítrio e escolha” dada por Deus para de fato e de verdade ser usada como bem entenderem e Deus respeita isto sem se sentir diminuído em Sua soberania como desejam os “hipercalvinistas” que fecharam toda e qualquer compreensão de qualquer outra coisa que não seja a teoria sempre contraditória que eu tenho dito que o é, pela obviedade da REALIDADE factual e escriturística insofismável.

Também Mateus 23:37 afirma-se enfaticamente que Jesus desejava trazer os judeus que O rejeitaram para o Seu aprisco, mas eles não quiseram:

Jerusalém, Jerusalém, você, que mata os profetas e apedreja os que lhe são enviados! Quantas vezes eu quis reunir os seus filhos, como a galinha reúne os seus pintinhos debaixo das suas asas, mas vocês não quiseram”.

Ora, se estes sujeitos NÃO QUISERAM e o próprio Cristo testifica, que nos revela tal fato? A verdade da REALIDADE de um Deus que não criou-nos para sermos bonecos computadorizados com um programa já determinado de funcionalidades, mas que nos permite o respeito que Ele espera receber em troca.

A Graça de Deus não é irresistível para os que não a querem. O Seu poder e autoridade são irresistíveis, mas a graça só pode ser dita irresistível quando o indivíduo, com índole e vontade interior de querer a vida diz a si mesmo: quero Deus; então, a oferta que se apresenta de salvação pela graça se torna irresistível, porque o sujeito pecador, desvalido, percebe que apenas por “graça” poderá estar vivo e por isto “permanece” em Cristo (João 15:1-5) – mas a escolha é sempre pessoal, senão Lucas 9:23-29 se torna uma mentira na boca de Cristo e somos informados que Ele jamais mentiu.

Finalmente, há muitos outros textos indicando que o ser humano pode rejeitar a vontade de Deus. Isso é verdadeiro tanto para incrédulos (Mateus 12.50; 7.21; João 7.17; 1ª João 2.17) quanto para crentes (1ª Tessalonicenses 4.3).

Então, no final da toda a História terrestre – dirão meus oponentes nesta pauta – a vontade de Deus será feita e os calvinistas dizem ufanistas e felizes que Ele matou os perdidos como se “sádico fosse” (digo eu!); mas Ele (Deus) fará isto porque na verdade, Ele mesmo já tinha predestinado tais vagabundos e miseráveis para serem pasto do fogo e isto é denominado Justiça Divina, isto é, “justiça de mentira” e que fez parte de uma interpretação que é própria de seres humanos carregados de torpe imaginação em pensar que Deus pode ser tentado pelo mal e provocou-o só para se divertir por longos 6 mil anos terrestres e no final, manter diante de Si um grupelho que Ele poderia simplesmente ter feito surgir lá no início e nunca ter feito passar pelos impropérios que Ele mesmo (segundo tal teoria) promoveu para satisfazer à Sua peça de teatro onde Ele se divertiu em brincar de liberdade com Suas criaturas que nunca foram nada a não ser argila com água de pote.

Os calvinistas realmente são um enorme grupo dentro do Cristianismo que defenderá que a “Liberdade” dada por Deus é forçada por Ele a uma Humanidade que não a quer e nem tem condições de querê-la. Tal o cerne de sua desdita dogmática. E, pior ainda, eles (calvinistas) se fecharão, como assim estão há alguns séculos, debatendo internamente os limites de tal “COAÇÃO DIVINA” – discordando a respeito do grau de persuasão que Deus imprime a uma pessoa com relação ao grau de soberania que se está disposto a atribuir a Deus.

Tanto Agostino de Hipona como os teólogos calvinistas defenderam e continuarão a fazê-lo como Robert Charles Sproul (laureado em seu meio) que “se Deus não tem o direito de coagir então Ele não tem o direito de governar a Sua criação”. E esta tese bem cairia a um ideólogo nazista e fascista de carteirinha e não diríamos ser de um destes se não nos surpreendesse vir de um sujeito “teólogo”?

Eu e outros estamos dispostos a afirmar que Deus pode ser tão persuasivo quanto deseja ser, mas SEM COAÇÃO. E nisto está a beleza da vida que ELE MESMO CRIOU.

Em termos teológicos, isso significa que Deus pode usar a “Graça irresistível” naquele que a deseja. Mas essa espécie de persuasão divina será igual à de alguém que corteja não de alguém que coloca um exército nazista na porta e diz: “viemos te salvar!”

Deus tentará conseguir, cortejará tão persuasivamente que os que desejam podem responder e ser conquistados por Seu amor. Porém, Ele nunca se rebaixará ao nível de Quem aceita qualquer coisa forçada como sendo digna. Ou alguém acha perfeitamente normal ser uma mulher dominada por um homem que a estupra e no final chamar isto de casamento?

Isto deprecia nosso Criador, mata a nossa dignidade explicitada em 1ª Coríntios 3:16-17 e suja a correta compreensão das Sagradas Escrituras – mas é claro, incoerentemente temos que ver o que está determinado: “cada um de nós dará conta de si mesmo diante de Deus” (Romanos 14:12).

Mas fica a pergunta com respeito a Sua vontade de que todos sejam salvos (1ª Timóteo 2.4; 2ª Pedro 3.9); se Ele isto deseja, não está claro que os humanos podem resistir a ela?

Com estas considerações eu encerro minha participação neste debate, porque os fundamentos de minha crença estão enunciados – eu sei que teologia é sempre um discurso e as pessoas escolhem qual deles lhe agrada e nisto já está a liberdade de escolher o que se quer crer embora insistam os calvinistas: “já fostes predeterminado a crer desta forma que está crendo!” – então, se assim é, nenhum diálogo deverá ser travado entre eu e eles, porque de qualquer forma já estou condenado ao inferno uma vez que discordo de suas posições; não é mesmo?

Se for possível: shalom!

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No apagar do computador, onde este enorme debate se estendeu por reflexões minhas e frágeis manifestações de meus oponentes, no que eu reputo como uma discussão inútil porque os calvinistas continuarão a ser calvinistas independentemente de qualquer argumento contrário na pauta “predestinação” e, repito, da mesma forma que qualquer outro sectário defenderá sua denominação da mesma forma que um pagão defende seu time futebol; eu ainda tive a chateação posterior de um argumentador inútil que veio à baila, sem obviamente ter lido nada e disse:

“Mas vc já é um pecador safado quer seja arminiano quer seja calvinista. Ou estou errado se estou certo da um Mike.” (a palavra final deveria ser Like e ele escreveu Mike).

Respondi imediatamente:

Você tem condições de ouvir a resposta para a pergunta que faz ou deseja apenas “satirizar”, ou “fazer pose”, ou “apenas gastar tempo de forma inútil”?

A resposta correta ao que perguntas está devidamente estabelecida em 1ª Timóteo 1:15-16 onde lemos:

“Esta é uma palavra fiel, e digna de toda a aceitação, que Cristo Jesus veio ao mundo, para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal. Mas por isso alcancei misericórdia, para que em mim, que sou o principal, Jesus Cristo mostrasse toda a sua longanimidade, para exemplo dos que haviam de crer nele para a vida eterna.”

Mas, sua pergunta (especificamente pessoal) recebe de minha parte um explícito “sim” em primeira instância; e, “não” criando um nó na cabeça de quem nada entende sobre Evangelho do Reino, ou de quem faz a pergunta irritado por não poder contestar o bojo argumentativo que em todas as minhas postagens anteriores agregadas aqui se concentra meu argumento principal na notória inconsistência do Calvinismo na pauta: “predestinação”.

Ora, mas vamos lá: é sim ou não?

Por natureza, tanto Calvinistas como Arminianos concordarão que somos, por essência pecadores safados e imundos. Ponto. Como eu me fundamento? No texto que acabo de apontar em que Paulo, apóstolo, no tempo dele era o pior dos pecadores, mas na Era atual sou eu. Logo, se lhe satisfaço com a resposta que pedistes e assevero-lhe: eu sou o principal dos pecadores no presente século! Logo “safado” se torna apenas um eufemismo ou um adjetivo implícito.

Agora, ao mesmo tempo segue-se um retumbante: “não”.

Porque ao ser informado de que Cristo veio salvar-me como o mais vigarista dos pecadores, sou concitado a ceder em meu orgulho e admitir:

“Porque o amor de Cristo nos constrange, julgando nós assim: que, se um morreu por todos, logo todos morreram.” (2 Coríntios 5:14)

Mas, veja bem, meu tempestivo Inquisitor, o texto de 1ª Timóteo (Suso) afirma taxativamente: “Mas por isso alcancei misericórdia, para que em mim, que sou o principal, Jesus Cristo mostrasse toda a sua longanimidade, para exemplo dos que haviam de crer nele para a vida eterna”.

Portanto, espero que, ao saberes que eu sou o principal dos pecadores, logo muito mais safado e desgraçado que tu, deves entender que há esperança para ti que tem menos carga! Direi mais: note-se que nesta passagem, a expressão: “os que haviam de crer” – refere-se a uma “ESCOLHA” humana e não a “UMA IMPOSIÇÃO” divina; logo, reitero: o Calvinismo está equivocado!

O bobalhão então apresentou duas manifestações que me fazem ter a convicção do que eu disse bem no alto desta publicação: estamos dominados por um mar de analfabetos funcionais e idiotas-úteis. Eis a o que se pretende denominar “réplica”:

Deixou a área da saúde pra falar miolo de pote, só porque não tem controle sobre a própria lingua. Isso ficou claro. Não tem domínio próprio. CALMA, somos apenas pó e cinzas aos pés do eterno. Volte prá obra em paz.

Outra coisa você falou em se dedicar á salvar a mim? Reflita vc mesmo na basófia que falou. Meu salvador é JESUS CRISTO. AMÉM, não vou retrucar. Fica na paz.

Vamos lá!

Você recebeu uma elegante resposta e o melhor que teve para ofertar em seu despreparo foi acusar-me de haver respondido com “miolo de pote”? Eu entendo a expressão “miolo de pote” como carioca adotado pelo Nordeste há 23 anos como “conversa tola”, “conversa fiada”, “conversa vazia”. Este é a fundamentação que tens para inclinar a minha opinião?

Sugeres um “nervosismo” (CALMA) em minha manifestação? Afirmas uma falta de “domínio próprio”? Ora, eu poderia alegar o argumento essencial de que como “pecador que sou” é razoável que alguém “salvo como és” deveria haver paciência e tolerância em suportar a infantilidade da manifestação “miolo de pote” – mas, o que fazes? Insulta a inteligência de qualquer um que lê esta tua exaltação irritada (nervosismo?) com a profunda teologia que tem como título disciplinar denominado: “miolo de pote”?

Você tem paciência espiritual (CALMA) para ouvir? Só preciso de 4 pontos:

(1) Então, me fizestes uma pergunta direta e respondi por três vezes que sou um “pecador” e “o maior de todos” – confirmando a sua demanda, sem qualquer constrangimento e honestidade. Isto é pacificado em meu texto. Portanto, não foi uma resposta “miolo de pote” e sim, uma elegante e honesta resposta à alguém que me pediu um esclarecimento. Fi-lo com respeitoso texto público, porque o diálogo se fez público. Mas, note-se bem, após pontuar que sou tal “pecador safado”, JUSTIFIQUEI e não com “miolo de pote”, mas com 1ª Timóteo 1:15-16.

(2) Deixei claro no meu texto, que és superior à mim e o fiz porque tu não podes ser maior pecador do que eu e, respeitosamente, sugiro que meu testemunho é o de que, pecador falido, o maior de todos, em Cristo recebi a dádiva da Sua misericórdia e declaro que deves te alegrar, porque como és menos miserável que eu e por isto mesmo podes estar salvo nesta promessa. E este desejo, fundamentado em 1ª Timóteo 1:15-16 se tornou ofensivo para você? Tornou-se agressão desejar tua salvação?

(3) Mas, fica claro quando dizes que “não queres retrucar” a uma coisa que tu mesmo iniciou? A capacidade cognitiva e psicológica de arguição que tens me parece declinada para os padrões da mínima razoabilidade, haja vistas que entras num link público, “bates” e depois de receber a resposta calçada em 1ª Timóteo 1:15-16 e indeferi-la com a teologia “miolo de pote” (risível) – sai da cena com a orgulhosa jactância (talvez calvinista?) de que, superior que és, não vais “retrucar” porque, obviamente, incapacitado para entender a expressão “salvar-te pelo meu testemunho” e considera-la “basófia” quando ela não deixou dúvidas de que em nada é “ostentação” mas, o testemunho de quem foi redimido da condição pútrida em que estava? Não conseguistes ver minha intenção? Ora, na tua congregação (já que dizes ser salvo em Jesus), não existem testemunhos de pecadores que foram salvos? Ou todos estes testemunhos são basófia, arrogância e ofensas contra tua altíssima dignidade de salvo calvinista (??) ?

(4) Concluo, porque certamente minha basófia linguística deve agredi-lo mais ainda e a minha educação em responder a quem me pergunta de modo respeitoso deve ser motivo para fazê-lo ficar com tal irritação que não contivestes teus dedos calmos, repletos de domínio próprio e elegantemente carregados da salvação que já tens – e, neste espírito superior e elevado – com certeza, tua despedida é tão melancólica como a teologia “miolo de pote” que oferecestes em objeção à minha enunciação de 1ª Timóteo 1:15-16; e qual é? Tá escrita: não consegues interpretar um texto qualquer e achas mesmo que eu sugeri que EU poderia salvar-te? Mesmo que em tal texto eu afirme que “sou o maior pecador” e que somente em Cristo e Sua misericórdia podemos encontrar tal desiderato? Não sei se és muito burro, analfabeto funcional, arrogante ou covarde, mas, alegra-te, repetirei: eu já me vi os 4 num único vaso de desonra (eu mesmo) e fui atraído para fora de mim mesmo por Cristo e longe de seguir a “teologia miolo de pote” que sugerem os calvinistas, EU ESCOLHI SUBMETER-ME ao PODER que me atraiu e na minha escolha, um PACTO iniciado por Deus e acolhido em desvelo foi consagrado o que se impõe em 1ª Timóteo 1:15-16 que para tu, é “miolo de pote”. Não retruque mesmo!

Mas, façamos como orientas, nobre fidalgo já resolvido e que resolveu atacar-me por esporte: FIQUEMOS NA PAZ!

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Um amigo me perguntou: por que te dedicastes a responder a esta gente? Não teria sido inútil?

Eu então vim aqui em meu Site e publiquei esta chatice para lembrar a mim mesmo o que não devo mais fazer!

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