Doutrina Pessoal

24 de outubro de 2017

Sou membro da Ordem dos Ministros Evangélicos do Brasil e Exterior – OMEBE – desde o ano de 2001; são 15 anos de filiação.

Ingressei como Capelão em 2001. Em 2007 fui alçado à condição de Pastor e fui ordenado em 2008. Meu Ministério Independente de Higienismo foi reconhecido em 2008. Então, tive um momento especial em minha carreira.

Na minha história com o mundo espiritual, a síntese é a seguinte: nasci num lar católico, carioca, tomado pelo sincretismo que se envolve com a umbanda desde que o Rio de Janeiro é o que é e, meus ancestrais são provenientes de África – foram escravos. Aos 13 anos eu descobri uma Bíblia que havia em casa e ao abri-la verifiquei que se tratava de um Livro que explicava a origem de todas as coisas e que existia Deus. Até antes deste momento eu não tinha a menor noção sobre a existência de Deus.

Vivia assombrado com a ideia dos espíritos que se manifestavam em sessões de umbanda, bem como em alguns momentos desagradáveis na família de minha avó materna. Anos mais tarde viria entender que aquela Bíblia tinha sido adquirida por minha mãe ao fazer estudos bíblicos com um grupo religioso que lhe havia oferecido tal obra. Mas, tenho claramente vívido na memória o meu encontro com o livro sagrado. Estava no guarda-roupas de minha mãe, debaixo de alguns cobertores e, foi uma descoberta fabulosa.

Aos 15 anos me tornei adventista do sétimo dia. Era o ano de 1983. Em 1984 envolvi-me profundamente com a causa da pregação da mensagem adventista do sétimo dia e, não tinha maturidade alguma nesta tarefa, porém, uma convicção estava implantada em minha alma:

“Ensina-me a fazer a tua vontade, pois és o meu Deus. O teu Espírito é bom; guie-me por terra plana.”  (Salmos 143 : 10).

Entre muitas lutas e vicissitudes desta vida, aprendi com o apóstolo Paulo o seguinte:

“Irmãos, quanto a mim, não julgo que o haja alcançado; mas uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam, e avançando para as que estão diante de mim.”  (Filipenses 3 : 13).

Eu cometi diversos erros dos quais não me orgulho de forma alguma! Mas, decidi que estão sepultados em minha alma, nos termos do que determinou o apóstolo Paulo, e há anos aprendi que estar feliz ou triste é uma escolha diária e permanente – não podemos evitar que as coisas aconteçam na maioria das suas condições; não pude controlar todas as situações em que a vontade de outras pessoas se chocou contra a minha; não pude edificar aquilo que outros mais poderosos que eu destruíram por capricho ou rebeldia – mas, de uma coisa eu sei:

“Longe de mim que eu vos justifique; até que eu expire, nunca apartarei de mim a minha integridade.” (Jó 27:5).

Eu segui meu caminho. Houve dias de alegria e de tristeza, mais de tristeza com certeza; houve tempo de guerra e de paz, mais de paz do que de guerra – e nesta perspectiva se consolidou minha vida, como a de Jacó, tristeza e paz – forçando-me sempre a um ambiente trágico contra o qual o meu espírito teve e tem que lutar para se firmar, enquanto minha alma se fortalece, entre pecados e decepções, entre perdas e derrotas, aprendi a lição de que “só Deus é grande!” (Jó 36:26). E, por falar em Jacó, eu tenho certeza de que, trocando os anos dele pelos meus no texto à seguir, a palavra é perfeitamente aplicável à mim:

“E Jacó disse a Faraó: Os dias dos anos das minhas peregrinações são cento e trinta anos, poucos e maus foram os dias dos anos da minha vida, e não chegaram aos dias dos anos da vida de meus pais nos dias das suas peregrinações.”  (Gênesis 47 : 9)

Mas, a música encheu minha alma de opções de alívio permanente. Louvar a Deus, agraciar-me com música, foi e tem sido uma oportunidade de permitir-me a poesia, o meu violão e sobretudo, o “anima” e a “vitalidade” que cerca-me nas horas de grande perplexidade.

Sou grato a Deus, por fim, por entender que “pela graça somos salvos, mediante a fé, e isto não vem de nós, é dom de Deus” (Efésios 2:8).

SOBRE MEU PERÍODO NO ADVENTISMO

  • Fui adventista do sétimo dia de 23/09/1983 até 17/07/1997. Fiquei fora desta comunidade até 20/12/2005, retornei a ela porque tinha grande mágoa de diversas pessoas e precisava ainda resolver algumas questões dogmáticas e de lógica, questões que então pude resolver desde esta data até 05/05/2008, quando, sem qualquer constrangimento, ingressei com meu pedido de saída.
  • Toda minha história religiosa e espiritual começou quando eu tinha 15 anos e minhas origens religiosas estavam ligadas a um sincretismo carioca que põe na mesma mesa catolicismo romano com umbanda e candomblé. Fui devotado adventista durante os 14 anos em que estive por lá. Fui da ala conservadora de velhos costumes e apegado a tradições rigorosas que me atrapalharam muito a vida nos anos posteriores em muitos aspectos. No final das contas, entendo que minha relação com a sociedade adventista não foi boa, a denominação é modernizada demais e fui orientado, desde meus primórdios, por um grupo que vivia na antiguidade de tempos de rigorosa austeridade legalista. Recebi disciplinas diversas, fui intransigente e criei muitos desafetos. Era essencial que eu tivesse um certo tempo próximo dos adventistas depois da minha saída em 1997. Era praticamente um auto-exílio de 10 anos e eu pude verificar com o retorno que do fundo de minha alma, absolutamente nada de minha percepção de mundo e de essencialidade ideológica estava presa à ortodoxia adventista. Fiquei 866 dias religado à sua plataforma congregacional e pude rever muitas questões. Dou-me por muito feliz em haver me permitido esta posição. Estou livre e liberto do adventismo dogmático. Não abro mão do que é bom e, isto entendo ser o estilo de música, a estratégia academicista das reuniões e os escritos pastorais de Ellen White em especial na área de educação, saúde e evangelismo. Mas, como disse o apóstolo Paulo: “examinai tudo, retende o que for bom” (1ª Tessalonicenses 5:21).
  • Por fim, depois de muito perturbar a minha mente com muitas questões que envolvem a realidade adventista relacionadas com a lei e os costumes, percebi que quanto mais esforço fazia para estar à altura da mensagem deles de comportamento ideal, mais perdido estava, porque somente a graça de Deus pode salvar alguém e os adventistas defendem um legalismo inglório: eles defendem que somos salvos pela graça para guardarmos a Lei e, esta guarda da Lei é pontuada por nossos esforços pessoais – ou seja, de um lado é impossível salvar-se sem Cristo, porque sendo pecadores somos por natureza desobedientes à Lei de Deus, por outro lado, ao mesmo tempo, criando uma enorme contradição interior na pessoa sincera e fiel, somos informados que somos salvos por Cristo para sermos guardadores da Lei de Deus, mas, evidentemente estando ainda nesta carne, esta referida “guarda da Lei” se torna uma carga de peso esmagador – e, isto ocorre porque naturalmente estamos presos à esta condição carnal que temos. Ora, um sujeito pragmático e treinado desde menino para ser ortodoxo e de pensamento lógico-coerente, pode ficar transtornado com a incapacidade real e concreta para guardar a Lei de Deus. Em síntese, o adventismo é uma religião profundamente legalista, formalista e não tem na graça da Deus sua mais elevada aspiração, ainda que eu reconheça alguns nobres que procuram aperfeiçoar-se neste entendimento, na dinâmica diária, as pessoas tem que guardar o sábado, além de “não beber café, devolver o dízimo”, entre outras mil e uma tradições, às quais criam o status quo de um “perdido”: esta estrutura quase me deixa louco com esta Teologia de Contradição. Cheguei  a escrever um material que está sob rigorosa revisão onde pretendo rediscutir de modo mais acadêmico e teológico este imbróglio – mas, não é prioridade.
  • Como disse, em 05/05/2008 mediante documento tornado título público, me retirei definitivamente do adventismo e me libertei da confusão psíquica que a ideologia deles constrói, mas o principal, sem ressentimentos contra certas pessoas que me afligiram em muitos contextos. Minha posição a este respeito está bem delineada em dois documentos que publiquei à época e estou revisando para uma republicação em breve.

MINHA CONEXÃO COM A OMEBE

  • De 21/09/1968 quando nasci até 23/09/1985 fui católico romano devido às influências naturais da família. Reitero que havia uma certa ligação com a umbanda carioca por influência da família materna. A família paterna não teve qualquer influência sobre a minha formação ou história pessoal devido à distância que nos separou por mais de trinta anos, eles residem no sul do Ceará na pequena cidade de Barbalha e eu fui educado neste período no eixo Rio-Florianópolis.
  • De 24/09/1985 até 20/07/1997 fui membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia.
  • De 21/07/1997 até 18/01/2001, eu solicitei o desligamento da Igreja Adventista e fiquei sem denominação religiosa alguma. Foi um período em que pude interagir com três dimensões essenciais para minha nova formação: comigo mesmo, com diversas congregações e sociedades religiosas e, com Deus – numa revisão pessoal em torno do seguinte tema: eu conheço a Pessoa de Deus ou uma ideia sobre Ele?
  • De 19/01/2001 até o dia de hoje minha “congregação” se tornou a Ordem dos Ministros Evangélicos do Brasil e Exterior. 
    • Mas, como já assinalei aqui, houve um retorno ao adventismo, pelas razões já exaradas. No período de 20/12/2005 até 05/05/2008 fui novamente Membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia. Depois solicitei minha saída, professando crença na Declaração de Fé da Comunidade Evangélica Sara Nossa Terra.
    • A liderança desta Comunidade nunca me recebeu oficialmente, a despeito de eu haver procurado por ela em Fortaleza, e especialmente porque eu havia sido orientado pelo nobre Bispo Francisco da Comunidade na Barra da Tijuca no Rio de Janeiro, com quem interagi alguns meses em 2007 a fazê-lo. Isto tudo registrei em Cartório na época para garantir uma ética pessoal em torno de minhas decisões.
  • Em 15/06/2008 fui recebido na AMICREI – Associação Missionária Cristã Evangélica Internacional, sob a Presidência do Pastor Isaías de Souza Maciel, como Membro do Corpo de Missionários, que é o primeiro nível de filiação como Colaborador. No mesmo ano fui promovido ao “grau” de Pastor, ordenado na Congregação da AMICREI em sessão solene e, recebi o Título de Higienista Evangélico do Brasil pela OMEBE. Eu nunca usei estas distinções em absolutamente nada – mas fazem parte de minha história à época.
  • No ambiente da OMEBE, fui Secretário de Saúde e Missões da OMEBE (2011-2012), fui Assessor da Presidência (2008-2012) e continuo muito satisfeito em continuar membro desta organização que me protege legalmente, à seu tempo, se Deus assim permitir, a justa aposentadoria dentro do Programa devido. São 15 anos de OMEBE.
  • O Site Nacional da OMEBE é o seguinte: OMEBE

DECLARAÇÃO DE FÉ

Mas, uma declaração de fé se impõe, porque sendo eu um fundamentalista convicto, tenho que deixar claro quais minhas convicções, por questões de ética, identidade, coerência e transparência com quem lido e porque minha mente funciona dentro de uma linha de entendimentos que exige clareza mental e razões construídas em motivos e razões – lógica esta essencial ao fundamentalista evangélico.

Antes de pontuar as tais crenças, faço-me entender acerca do fundamentalismo. É decorrente da Palavra de Deus e não de uma relação ideológica com esta ou aquela organização em particular. Diz o apóstolo Paulo:

“E eu, irmãos, apliquei estas coisas, por semelhança, a mim e a Apolo, por amor de vós; para que em nós aprendais a não ir além do que está escrito, não vos ensoberbecendo a favor de um contra outro.”  (I Coríntios 4 : 6).

“Lâmpada para meus pés é a Tua Palavra, luz para os meus caminhos” (Salmo 119:105).

“E que desde a tua meninice sabes as Sagradas Escrituras, que podem fazer-te sábio para a salvação, pela fé que há em Cristo Jesus.”  (II Timóteo 3 : 15)

“Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade.”  (II Timóteo 2 : 15).

Por este tipo de definição não há espaço em minha mente para ceder, sob hipótese alguma, à qualquer ideologia, teoria e doutrina que não possa ser demonstrada pela análise fundamentalista da Bíblia Sagrada. Isto é pacificado em minha concepção pessoal e a primeira publicação de meu Site é sobre isto Como Creio na Bíblia.

Entendo, pois, que minha identidade de 1968 até 1998 (30 anos) é uma estrutura que não tem absolutamente nada que ver com quem sou hoje! E direi mais: interpreto toda aquela fase como um período ruim de minha vida espiritual! Não gosto desta fase, não construí nada positivo, não vejo glórias a serem perpetuadas e não me encanto com este período, além do que já se vão 18 anos que este período foi encerrado e, conforme tenho estudado em Cronobiologia, este tempo passou.

“Irmãos, quanto a mim, não julgo que o haja alcançado; mas uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam, e avançando para as que estão diante de mim.”  (Filipenses 3 : 13).

Não há nada de bom lá que me agrade! Matei a mim mesmo dentro de 6 septênios e tenho que focalizar no 7º septênio que está entre 42 e 49 anos, faltando 1 ano para concluir esta outra fase e iniciar o 8º ciclo, porque sei de onde venho, o que quero e para onde vou, sei exatamente porque e como!

É do escritor de Hyrum Smith o pensamento iluminador:

“A menos que aquilo que você está fazendo diariamente reflita os seus mais profundos valores internos, você jamais experimentará a paz interior.” (SMITH, Hyrum W. Gerencie Sua Vida, Editora Mandarim, São Paulo, 1996, p. 63.)

O Cristianismo nos ensina que a vida eterna está em Jesus Cristo (João 17:3) e não em Igrejas ou personalidades de qualquer outra matiz. Eu creio que Jesus Cristo é o caminho, a verdade e a vida (João 14:6). Confesso-O como meu absoluto e único Salvador, Redentor e Senhor, Ele é simplesmente meu Rei e me sinto honrado em ser parte de Seu Império Universal.

Minhas limitações são condicionantes naturais do humano que tenho sido, mas minha certeza com relação à minha relação com o Senhor é assim delineada nas belas palavras da escritora Ellen Gould White, com as quais concordo em grau, gênero e número no caso específico desta citação:

“Todos os que têm a intuição de sua profunda pobreza de alma e vêem que em si mesmos nada possuem de bom, encontrarão justiça e força olhando a Jesus. Diz Ele: ‘vinde a Mim todos os que estais cansados e oprimidos’. (Mateus 11:28). Ele vos ordena que troqueis a vossa pobreza de Sua graça. Não somos dignos do amor de Deus, mas Cristo, nossa segurança, é digno, e capaz de salvar abundantemente todos os que forem a Ele. Qualquer que tenha sido vossa vida passada, por mais desanimadoras que sejam vossas circunstâncias presentes, se fordes a Jesus exatamente como sois, fracos, incapazes e sem desespero, nosso compassivo Salvador irá grande distância ao vosso encontro, e em torno de vós lançará os braços de amor e as vestes de Sua justiça. Ele nos apresenta ao Pai, trajados nas vestes brancas de Seu próprio caráter. Ele roga em nosso favor, dizendo: Eu tomei o lugar do pecador. Não olhes a este filho desgarrado, mas a Mim. E quando Satanás intervém em altos brados contra nossa alma, acusando-nos de pecado, e reclamando-nos como presa sua, o sangue de Cristo intercede com maior poder.” (WHITE, Ellen Gould. O Maior Discurso de Cristo. Casa Publicadora Brasileira. 2006. Tatuí, São Paulo, p. 8-9.).

Tenho sete crenças básicas na atualidade e tenho escrito sobre elas. São sete documentos. Como já disse, o primeiro está publicado em Como Creio na Bíblia – os outros serão publicados na sequência. Minhas crenças estão alinhadas com a Confissão de Westminster.

Conforme documento oficial referente à esta crença:

“O parlamento da Inglaterra, sentindo que o país, política e religiosamente separado de Roma, precisava de uma religião estatal sistematizada, que servisse de parâmetro oficial de fé e comportamento ético aos seus cidadãos, convocou uma Assembléia (de julho de 1643 a fevereiro de 1649), que se reuniu na Abadia de Westminster, composta de cento e vinte clérigos, os seus melhores teólogos, mais dez membros da Casa dos Lordes, vinte da Casa dos Comuns e oito representantes puritanos ou puritarizados da Escócia, sem direito a voto. Estes exerceram influência decisiva . Foram eles que determinaram o conteúdo reformado e calvinista do documento contra o arminianismo, fortemente arraigado, especialmente nos seguimentos populares. O antropocentrismo arminiano favorece a crença dos social e intelectualmente desfavorecidos, pois coloca a salvação no âmbito das possibilidades humanas mediante esforço místico, privações econômicas e renúncias dos prazeres sensoriais, sendo-lhes a fé, não um dom da graça, mas uma virtude natural pela qual se conquista a benemerência divina da redenção. A presbiterianização do texto confessional impediu que se centralizasse o múnus espiritual num clérigo ou clero proeminente, como acontecia no romanismo pontifício, mas que se transferisse a autoridade em matéria de fé e de moral, como entendia Calvino, para as Escrituras Sagradas, única regra de fé e de conduta, base sobre a qual a Igreja se apoia e se estrutura. Ouve-se a Palavra de Deus pelas Escrituras. Escuta-se o pensamento da Igreja pelos concílios democraticamente instituídos. Sendo a Bíblia o cerne e o centro da fé revelada, o texto confessional confere-lhe acentuada proeminência e inconfundível destaque não somente no primeiro capítulo, que dela trata especificamente, mas em todos os tópicos de natureza e fundamentos doutrinários. A bibliocentricidade da Confissão de Fé de Westminster é fato nitidamente constatável. Tendo e aceitando a Confissão de Fé de Westminster como exposição fiel das Escrituras Sagradas à luz do credo reformado, a Igreja Presbiteriana coloca-a na condição de instrumento parametral de suas postulações teológicas e regenciais comunitárias e baliza mestra de seus cursos de teologia.” (Conheça a Confissão de Westminster).

Eu não sou um cego devoto de 100% de toda a dogmática decorrente de Westminster, mas, não sou um tolo que não saiba reconhecer a influência e a importância histórica desta dogmática para alinhar a compreensão do quadro mental que deve haver em quem se posiciona como pregador do evangelho do Reino que é, o mais relevante de todos os aspectos da verdade bíblica. Porém, uma Confissão que durou 5 anos, 6 meses e 22 dias para ser construída, não é qualquer coisa. A Confissão de Westiminster tem meu respeito e atenção!

Assim, para ir constituindo uma abordagem consistente e adequada à minha própria reavaliação de mim mesmo no processo de edificação da vida espiritual – que seguirá à luz de João 15:1-5 por toda a vida;

EU CONFESSO

1- Creio que a Bíblia é a Palavra de Deus e nenhuma doutrina, composição de percepção ética e experiencial para a vida humana pode ser legítima diante do Reino de Deus fora da Palavra de Deus.

“Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste, e de que foste inteirado, sabendo de quem o tens aprendido, e que desde a tua meninice sabes as Sagradas Escrituras, que podem fazer-te sábio para a salvação, pela fé que há em Cristo Jesus. Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça; para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra.” (2ª Timóteo 3:14-17). 

2- Creio que há um só Deus, o Pai, de Quem é tudo e para quem eu vivo e um só Senhor, Jesus Cristo.

“… sabemos que o ídolo nada é no mundo, e que não há outro Deus, senão um só. Porque, ainda que haja também alguns que se chamem deuses, quer no céu quer na terra (como há muitos deuses e muitos senhores), todavia para nós há um só Deus, o Pai, de Quem é tudo e para Quem nós vivemos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual são todas as coisas, e nós por Ele.” (1ª Coríntios 8:4-6).

2.1. Tenho como resolvido, na esfera do estudo da compreensão técnica acerca do nome de Cristo que este é, na forma plena da Palavra, Yehoshua’ – que significa “Deus Salvador”. E me baseio na afirmativa da Sociedade Bíblica do Brasil que declara formalmente: “A forma plena da palavra é Yehoshua”, que, a partir do Cativeiro, passou a dar lugar, geralmente, à forma abreviada Yeshua”.” (Revista: A Bíblia no Brasil. Edição de Julho a Dezembro de 1995. Edição Especial da Sociedade Bíblica do Brasil. Página 27).

2.2. Em ampla pesquisa que venho realizando há 12 anos, e em vias de publicação no meu Site, este assunto está, para mim esgotado. Creio no nome sagrado de Yehoshua’ Mashiah. Mas, não uso esta crença como um “cavalo de batalha” para criar inimizades ou definir a vida espiritual de quem quer que seja – este aspecto é legalista e reducionista. Deus não atua como um fanático e leio nas Escrituras que “Toda a boa dádiva e todo o dom perfeito vem do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança nem sombra de variação.”  (Tiago 1:17). É inconcebível que Deus destrua as pessoas porque não compreendem o nome de Seu Filho na Sua forma plena em hebraico (Lamentações de Jeremias 3:22; Salmos 25:10 e 33:18), o amor de Deus pela humanidade não está preso à técnica de pronúncia do nome de Seu Filho na forma original de modo algum porque “Ele amou o mundo de tal maneira que deu Seu Filho” (João 3:16) e, lê o Pai os corações dos homens e julga pela intenção de seus corações e não segundo a opinião deste ou daquele pregador ou erudito (Isaías 11:3; Ezequiel 33:20; João 7:24; Salmo 44:21; Romanos 2:16 e 1ª Coríntios 14:12,25). Há tanta miséria e tantas guerras no mundo, tanto distanciamento entre as pessoas que, um tema tão complexo e que envolve 2 mil anos de percepção civilizacional não se pode alterar intelectualmente e nem emocionalmente por uma única pesquisa específica, como se toda a realidade dependesse somente disto. a vida é muito complexa e as pessoas estão enfermas em muitos níveis de complexidade. A regra normalmente aceita é a de que “Deus não leva em conta os tempos da ignorância” (Atos 17:30) e em Atos 3:17-21 e 4:10-12 podemos entender que o que “se fez em ignorância” pode ser perfeitamente perdoado e anulado diante da Justiça do Tribunal Divino se houver arrependimento e confissão (2ª Coríntios 5:10; Romanos 14:10,12; Salmo 9:4,7). O que não anula “a minha crença”, sem perder o “respeito pela crença dos outros” – porque é exatamente o que espero que me confiram os demais: respeito! Mais ainda, qualquer tentativa de pretender diminuir ou rebaixar o nome sagrado do Unigênito Filho de Deus é, biblicamente, um ato de desafiadora rebelião contra o Reino de Deus (Atos 4:10-12; Provérbios 18:10; Levíticos 22:32; Salmo 145:21). Portanto, cada um examine-se e decida o que pensar a respeito desta questão (2ª Coríntios 13:5-6), mas “Estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos)” (Efésios 2:5), ora, se a salvação vem pela graça, é sempre bom lembrar que ela se dá através do seguinte princípio supremo: “Porque Deus é o que opera em vós tanto o querer como o efetuar, segundo a sua boa vontade.” (Filipenses 2:13) – por um justo motivo que muito deve nos confortar: “Senhor, Tu nos darás a paz, porque Tu És o que fizeste em nós todas as nossas obras.” (Isaías 26:12). A Deus toda a glória!

3- Creio que a salvação da pessoa humana é sempre individual, nunca coletiva (Romanos 14:12; 2ª Coríntios 13:5-6). Que se dá mediante a graça de Deus (Atos 15:11), que é um dom imerecido conferido por Deus àquele que, pela fé, crê (Efésios 2:5,8) e se submete à soberania de Cristo na qualidade de Salvador único da espécie humana (Filipenses 3:20; João 17:3). Nada que eu possa pretender em termos de obras pessoais poderá ajudar-me ou favorecer-me em termos de minha salvação espiritual (Efésios 2:8-10; Romanos 7). A salvação não é obra humana (1ª Timóteo 4:10; Isaías 45:21), se fosse não seria salvação, seria uma mudança de atitude ética (Jeremias 13:23). O pecado, como transgressão da Lei de Deus, se impõe exatamente porque já nascemos com a semente genética do egocentrismo e por isto mesmo somos por natureza, iníquos (Jó 15:14-16; Romanos 3:23; 1ª João 2:8,10). Apenas a obra divina pode resgatar a espécie humana de sua miséria (João 3:16-18; 1ª João 2:1-2; 2ª Coríntios 5:18-21). Yehoshua’ se torna, desta forma, o caminho, a verdade e a vida e ninguém poderá chegar ao Pai senão por Ele (João 14:6,9; 17:3), muito embora o Pai chegue aos seres humanos por caminhos que bem lhe apraz (Hebreus 1:1; Romanos 1:18-22) e lida com todos os viventes com sua infinita misericórdia como bem quiser independentemente da opinião, posição ou decisão ideológica que os teólogos ou qualquer outro possam oferecer (Salmo 145:13-20).

4- Creio que a participação humana na salvação é a maior prova de que Deus não lida com os seres humanos como se fossem “autômatos” (Filipenses 2:12), mas, Ele nos respeita antes de tudo, como criaturas com uma capacidade limitada de escolha (Josué 24:15; Jó 34:4; Ezequiel 18:4,20). As Sagradas Escrituras estão repletas de toda sorte de situações em que as escolhas humanas levam os seres humanos à benção ou à maldição. O ato de ceder, de se render ou de se submeter à soberania divina é o único ato que a espécie humana realmente pode decidir – daí em diante, tudo passa a ser consequência de quem governa a natureza humana. Assim, por esta simples compreensão, a escolha para permanecer psiquicamente conectado em Yehoshua’ é ato pessoal (João 15:1-5). O nome que se dá à esta decisão é “comunhão com Deus” (1ª Coríntios 1:9; 1ª João 1:3); a comunhão envolve uma articulação objetiva na direção do claro entendimento de que não se pode andar em trevas (1ª João 1:6,7). “Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque, que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas?” (II Coríntios 6 : 14) – assim, como fruto da minha pesquisa acerca do significado da comunhão com Deus, entendi que não nos salvamos de forma alguma, mas devemos escolher manter a nossa mente em conexão psíquica permanente com Deus e isto, até onde já cheguei, pode ser realizado por meio de 12 práticas. Mas, repito, as 12 práticas não nos salvam, elas tem por objetivo manter a mente conectada em Cristo para o justo cumprimento de João 15:1-4. São eles:

4.1. Oração e Vigilância Espiritual

4.2. Estudo das Escrituras

4.3. Estudos de Diversos Livros

4.4. Meditação

4.5. Ações de Graças (Gratidão)

4.6. Jejum

4.7. Testemunho Evangelizador

4.8. Vida em comum com irmãos

4.9. Adoração Coletiva

4.10. Batismo e Santa Ceia

4.11. Dízimos e Ofertas

4.12. Missão Pessoal: Ensino, Pregação, Cura e Ações do Bem

5- Creio que a finalidade moral da vida humana é determinada por Cristo e não pelo ser humano. Não somos senhores de nosso destino e devemos sempre ter em mente que só Deus é grande e Senhor de tudo. Há um texto da obra de Rick Warren que muito aprecio e diz o seguinte:

“O propósito de sua vida é muito maior que sua realização pessoal, sua paz de espírito ou mesmo sua felicidade. É muito maior que sua família, sua carreira ou mesmo sues mais ambiciosos sonhos e aspirações. Se você quiser saber por que foi colocado neste planeta, deverá começar por Deus. Você nasceu de acordo com os propósitos dEle e para cumprir os propósitos dEle”. (WARREN, Rick. Uma Vida Com Propósitos. Editora Vida, SP, 2007).

Por esta razão, não tenho qualquer dúvida de que somos Santuários para habitação de Deus em Espírito. A sacralidade da vida humana está na base de toda minha missão e vocação diante do Criador e Mantenedor. A santidade da vida em harmonia com as Leis Naturais e Morais é um princípio pelo qual todo esforço educativo se submete e se propõe valor de qualidade de vida insofismável.

6- Creio que a família é a base essencial da construção de toda possibilidade de sobrevivência da espécie humana num primeiro plano primário, mas que, ainda se revela como agente educativo soberano e determinante em última instância para os caminhos da política e da sociedade. A família não é uma opção, é o imperativo essencial da existência e como tal, recebe nosso mais profundo respeito, sem poder ter de forma alguma, qualquer invasão na sua hierarquia interna e nem sobre os padrões mínimos e primários de moralidade comum, onde os pais são soberanos e os filhos devem à estes a mais digna obediência e honra. Qualquer proposta de vivência sociocultural e até mesmo o propósito do trabalho, encontra na família a sua primária intenção necessária. Os filhos, ao se casarem, deixam de ser responsabilidade totalmente dos pais, devendo à estes um respeito que desejam ter dos seus próprios filhos em seu tempo. Nas situações de adaptações socioculturais, o imperativo da legislação nacional sobre a Vida Civil (Código Civil), é a regra a ser cumprida pelas pessoas que são fiéis a Deus e, a família dos crentes deveria ser uma Embaixada do Reino de Deus para toda a comunidade que os envolve.

7- Creio que a segunda vinda de Yehoshua’ é fato absoluto nas Escrituras Sagradas. O estudo vigilante sobre as profecias se justifica, face a imperativa ordem apostólica: “E temos, mui firme, a palavra dos profetas, à qual bem fazeis em estar atentos, como a uma luz que alumia em lugar escuro, até que o dia amanheça, e a estrela da alva apareça em vossos corações. Sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação. Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo.” (2ª Pedro 1:19-21).

7.1. Estudar profecias para entender os sinais e a segunda vinda de Cristo, bem como estar alinhado para o encontro com o Senhor é a bendita esperança de todos os fiéis em todos os tempos.

7.2. Admoestar a todas as pessoas acerca desta segunda vinda é tarefa obrigatória para os que servem ao Senhor. E eu tenho esta tarefa como essencial na minha carreira. Mas, observo que o compromisso das Igrejas com a segunda vinda de Cristo é quase inexistente. Não existe um reavivamento exatamente porque a percepção da brevidade da Segunda Vinda de Cristo não é objeto de estudos ao menos uma vez ao ano. Para remediar esta fraqueza, demando escrever, publicar e otimizar esta mensagem.

Estas são as minhas crenças essenciais!

Como já o disse, outros tópicos serão alinhados conforme o tempo for passando e eu for publicando.

CONCLUSÃO

Há uma passagem que diz algo que é meu maior objetivo no campo espiritual:

“Portanto, quer comais quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para glória de Deus. Portai-vos de modo que não deis escândalo nem aos judeus, nem aos gregos, nem à igreja de Deus”. (1ª Coríntios 10:31-32).

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