Visão e Missão

24 de junho de 2017

Há alguns anos um amigo estava no púlpito de uma Igreja e pregava com entusiasmo sobre o seguinte verso bíblico:

Mas, se vos parece mal o servirdes ao Senhor, escolhei hoje a quem haveis de servir; se aos deuses a quem serviram vossos pais, que estavam além do Rio, ou aos deuses dos amorreus, em cuja terra habitais. Porém, eu e a minha casa serviremos ao Senhor. (Josué 24:15).

Fui meditar sobre o significado daquelas palavras na minha vida! “Fechei-me para balanço!” – e encontrei dois versos muitos significativos que assim declaram:

Põe-te marcos, faze postes que te guiem; dirige a tua atenção à estrada, ao caminho pelo qual foste. (Jeremias 31:21).

Assim diz o Senhor: ponde-vos nos caminhos, e vede, e perguntai pelas veredas antigas, qual é o bom caminho, e andai por ele; e achareis descanso para as vossas almas. (Jeremias 6:16).

O genial escritor Hyrum W. Smith em sua extraordinária obra “Gerencie Sua Vida” fez uma declaração que muito me fortalece o espírito:

A menos que aquilo que você está fazendo diariamente reflita os seus mais profundos valores internos, você jamais experimentará a paz interior. [1]

E a Bíblia encerra para mim a questão:

Voltando e descansando sereis salvos. No sossego e na confiança estará o vosso poder. (Isaías 30:15).

Já tive em minhas mãos declarações de fé complexas, carregadas de explicações teológicas amplas e abrangentes e profundamente fundamentalistas. Mas, os anos estão passando e eu avanço na leitura e na experiência; tenho me perguntado onde está a fé simples da declaração de Josué – uma declaração de fé singela e comprometida com a verdadeira edificação espiritual.

Não esqueço nunca que sou um Capelão agregado ao ofício da Naturologia Clínica, e tenho compromissos espirituais com Deus e com meus semelhantes. Não sou perfeito, Cristo é perfeito! E é exatamente por esta razão que preciso de um claro senso de direção, para poder saber se minha vida está sendo útil na causa do bem. Não para demonstrar as pessoas que me cercam, mas para ter em mim mesmo a certeza de que estou edificando um trabalho comprometido com o que é saudável e decente. Uma das piores sensações desta vida é a de não ver que estamos sendo úteis a uma causa que tenha a benção divina!

Vivemos dias em que duas terríveis enfermidades assolam bilhões de pessoas!

Que enfermidades são estas?

Nas palavras do professor José Paulo Giovanetti, da Universidade Federal de Minas Gerais, uma destas doenças é a seguinte:

O fim do século XX e o início de um novo milênio revelam-nos uma série de transformações jamais vistas na História da Humanidade. A Civilização Ocidental neste fim de milênio, afirma-se como o modelo da primeira Civilização Universal, impondo ao resto do Mundo sua maneira de organizar a sociedade, seu estilo de vida e seus valores. Esse modelo de viver se expressa no chamado projeto da modernidade que, tendo-se iniciado no final do século XVIII, enfrenta, hoje, sua mais profunda crise. O modo de ser que surge da crise instalada a partir dos anos 60 (1960) vem sendo denominado de vida ‘pós-moderna’.

Ora, os problemas que os homens contemporâneos estão vivendo, são diferentes dos que vivia até então, isto é, a profundidade da crise gerou um tipo de questão que o homem já se havia colocado no passado, mas que não havia enfrentado com tanta dificuldade (…), ou seja, um sentimento de vazio interior e de absurdidade da vida, uma incapacidade de sentir as coisas e os seres. Os pacientes não sofrem mais de sintomas fixos, mas de desordens vagas e difusas; a patologia mental obedece à lei do tempo, na qual a tendência é a redução da rigidez, como a liquefação das referências estáveis. (…) A era contemporânea apresenta como sintoma mais significativo dos problemas existenciais do homem pós-moderno o vazio emotivo, que se manifesta na impossibilidade de sentir a vida, e na perda da substância dos valores, isto é, no esvaziamento do significado das coisas. [2]

Ao lado desta terrível situação que é o vazio existencial, há ainda a imensa onda de intoxicação orgânica, como bem o retratou o Dr. Márcio Bontempo nestas palavras:

Fato digno de nota é a condição do sangue no homem moderno, muito ácido, bastante viscoso, pobre em oxigênio, carregado de toxinas e excesso de gorduras, remédios e minerais como cálcio e sódio. Se quisermos estabelecer um conceito mais integral de saúde, verificamos que está havendo uma profunda negligencia quanto à dieta dos habitantes do Planeta, à mercê de interesses econômicos, não orientada convenientemente por profissionais de saúde, fundamentada mais em aspectos emocionais ou circunstanciais (sabor, requinte, praticidade de uso e facilidade de obtenção) do que em reais necessidades metabólicas, que são sempre mínimas. (…) Perdeu-se no tempo o conceito da importância de uma dieta mais simples, frugal, natural e suficiente. Com o consumo exagerado, os alimentos são mal distribuídos, gerando a fome, que é proporcional à superalimentação de grupos e países abastados. Tantos os países pobres sofrem de desnutrição, quanto os ricos padecem de doenças degenerativas do excesso. (…) A condição dos intestinos do ser humano é decididamente caótica, apresentando putrefações focais ou amplas, permitindo assim que o sangue assimile cronicamente cargas tóxicas que serão distribuídas por todos os tecidos e células. No início do século o problema já foi levantado por Metchinkoff em seus estudos sobre as ‘micro infecções intestinais’ apontadas pelo autor como causas básicas de várias doenças. Acrescente-se a isto que o ambiente intestinal recebe agentes químicos irritantes, excesso de proteínas ou de produtos que degradam ainda mais a condição eco-biológica do órgão. Perdeu-se também a noção de que a presença de toxinas, geralmente acumulativas, leva a uma intoxicação lenta e progressiva e à diminuição da capacidade orgânica, agindo principalmente no sistema imunológico ou de defesa e nos sutis mecanismos de auto-regulação e compensação, perturbando profundamente o metabolismo intermediário, tão importante para o equilíbrio homeostático. [3]

O vazio existencial somado a intoxicação orgânica, são a base e a causa de todas as moléstias que assolam a vida humana!

O desespero é tão intenso que multidões correm em direção a qualquer proposta de alívio para esta situação, ainda que esta proposta seja uma quimera e uma utopia.

Esta reflexão me fez pensar em uma questão que normalmente tem sido desprezada nos discursos pastorais, mas que deve ser imediatamente resgatada.

O episódio é realmente bem conhecido de todos nós. O Tentador está diante do Cristo e Este chegou ao quadragésimo dia sem comer num deserto. Seu corpo físico anseia por alimento material como qualquer ser humano no seu limite de resistência física desejaria profusamente. O Tentador declara então com ênfase: “Se Tu és o Filho de Deus, manda que estas pedras se transformem em pães”. [4] – Era a hora de um sério e objetivo confronto entre o representante do mal e o Príncipe do bem!

O que responde Cristo?

Está escrito: nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus. (Mateus 4:4 e Deuteronômio 8:3).

Que extraordinária diferença para o caso de Adão e Eva que diante do mesmo Tentador milhares de anos antes, cedem aos seus sofismas e procedem aleivosamente:

Então, vendo a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento, tomou do seu fruto, comeu e deu a seu marido, e ele também comeu. (Gênesis 2:6).

Estas palavras abrem nosso entendimento para compreendermos a grande relação que há entre a alimentação e o nosso sentido existencial. Segundo a Bíblia, no grande conflito com nossos primeiros pais e com Cristo, todo o esforço do Tentador começa em algo que eles deveriam ou não comer, ou seja, a primeira escolha moral que uma pessoa deve fazer está diretamente relacionada com o domínio próprio, a temperança e a saúde.

Com certeza, a questão alimentar faz parte da base de toda a disputa sobre nossas vidas e tem repercussões no plano espiritual. Uma pessoa intoxicada não pode pensar corretamente porque sua mente está anuviada; quiçá entender as grandes questões que envolvem o destino eterno de nossas almas!

De todas as lições a serem aprendidas da primeira grande tentação de nosso Senhor, nenhuma é mais importante do que a que diz respeito ao controle dos apetites e paixões. Em todos os séculos, as tentações mais atraentes à natureza física têm sido mais bem-sucedidas para corromper e degradar a humanidade. [5]

Esta questão da vacuidade somada a intoxicação orgânica é claramente manifesta na resposta de Cristo ao Tentador, e aponta-nos para uma pauta que hoje tem sido considerada como a gestão do ser e do ter!

O pão, das palavras de Cristo, representa o nosso sentido de ter; o físico, o material, a quantidade e os desejos da carne. A Palavra de Deus representa o nosso sentido de ser; o espiritual, o emocional e o intelectual – a qualidade e os anseios pela transcendência.

E Deus é Quem viabiliza a satisfação dos dois fundamentos em perfeito equilíbrio como podemos depreender desta postura bíblica:

Todos esperam de Ti que lhes dês o sustento a seu tempo. Tu lhos dás, e eles o recolhem; abres a Tua mão e eles se fartam de bens. Escondes o Teu rosto e ficam perturbados; se lhes tiras a respiração, morrem e voltam para o seu pó. Envias o Teu fôlego e são criados; e assim renovas a face da Terra. (Salmo 104:27-30).

Na mão do Senhor está a vida de todo ser vivente, e o espírito de todo o gênero humano. (Jó 12:10).

O Deus que fez o mundo e tudo o que nele há, sendo Ele Senhor do céu e da terra, não habita em templos feitos por mãos de homens, nem tampouco é servido por mãos humanas, como se necessitasse de alguma coisa; pois Ele mesmo é quem dá a todos a vida, a respiração e todas as coisas; (…) Porque nEle vivemos, nos movemos e existimos. (Atos 17:24-25,28).

Nele foram criadas todas as coisas nos céus e na terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados e potestades; tudo foi criado por ele e para ele. Ele é antes de todas as coisas e nele subsistem todas as coisas. (Colossenses 1:16,17).

Quando Cristo declara que “não é só de pão que vive o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus”, Ele está explicando o grande problema da espécie humana: a desnutrição moral (falta da palavra de Deus) e a desnutrição física (falta de adequada educação alimentar). Ele está dizendo que não podemos negligenciar nenhuma das duas para podermos ficar vivos com boa qualidade existencial. O tema ali é qualidade de vida!

O Tentador apresenta uma proposta de qualidade de vida que se baseia num fundamento que assim é definido pela Sagrada Escritura:

Eu subirei ao Céu; acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono, e no Monte da Congregação me assentarei, nas extremidades do Norte; subirei acima das alturas das nuvens, e serei semelhante ao Altíssimo. (Isaías 14:13-14).

Tal projeto já está fadado ao fracasso por uma razão bem simples de compreendermos: “nós simplesmente não somos deuses, somos criaturas finitas e mortais”! Quem pensa que pode estabelecer seu projeto de qualidade de vida baseado em si próprio, deve considerar cuidadosamente o que diz a Bíblia Sagrada a este respeito:

Eu sei, ó Senhor, que não é do homem o seu caminho; nem é do homem que caminha dirigir os seus passos. Corrige-me, ó Senhor, mas com medida justa; não na Tua ira, para que não me reduzas a nada! (Jeremias 10:23-24).

As duas enfermidades básicas da vida humana se fundamentam num elo que as une de forma absolutamente negativa e improducente! O orgulho, a altivez de espírito, a arrogância da exaltação de nosso próprio “eu”, nos sentencia a uma vida de penúria interior, ainda que muitos de nós possamos ter muitos bens materiais.

Segundo as pesquisas[6] produzidas pelos Institutos de análise da quantidade de vida, o cidadão brasileiro vive em média 73 anos. Já a Bíblia, que é o fundamento de toda a doutrina e cultura cristã, nos sugere vida até 70 ou 80 anos[7], como a condição normal e comum em nossa geração.

Por esta razão é oportuno que perguntemos: como viveremos este curto período de tempo? Em crise existencial? Intoxicados fisicamente? Possuímos realmente qualidade de vida? Quanto de nossa saúde está em ordem?

O filósofo espanhol George Santayana[8] declarou: “entre o ventre materno e o túmulo, resta-nos viver intensamente o intervalo”; ou ainda de forma mais contundente: “que a vida vale a pena ser vivida é a mais necessária das admissões e, não sendo tal admitido, a mais impossível das conclusões” [9]; tenho acrescentado: “cuidemos, pois, com a intensidade e com os valores que praticamos neste intervalo para não acelerarmos a chegada do túmulo”.

Ora, não precisamos ser profundos observadores e especialistas em crítica social, para verificarmos que a população vivencia dias inglórios! São adenopatias, doenças cardíacas, reumatismo e cefaléia; são cáries dentárias, dispnéias, gastrites e doenças emocionais. A lista da Classificação Internacional de Patologia identifica mais de três mil moléstias humanas.

A vida, ou o intervalo entre o ventre materno e o túmulo, tem sido muito ruim em nosso tempo! De onde vem esta infelicidade e deprimente condição física e moral? Compreendemos que está na perda das referências morais e na falta da Educação Sobre Saúde! E entendemos que a orientação apostólica sobre o tema: “saúde e qualidade de vida”; na formação da Igreja Cristã Primitiva, é iluminadora e fornece embasamento conceitual suficiente para entendermos como podemos sair desta situação trágica.

Eis alguns dos fundamentos desta visão primitiva que deve ser resgatada:

E o próprio Deus de paz vos santifique (eduque) completamente; e o vosso corpo, alma e espírito sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor. (1ª Tessalonicenses 5:23).

Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos, como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não vos conformeis a este Mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus. (Romanos 12:1-3).

Não sabeis que o vosso corpo é Santuário de Deus, e que o Espírito de Deus habita em vós? Se alguém destruir o Santuário de Deus, Deus o destruirá, porque sagrado é o Santuário de Deus, que sois vós. (1ª Coríntios 3:16-17).

Portanto, quer comais quer bebais, ou façais qualquer outra coisa, fazei tudo para a glória de Deus. (1ª Coríntios 19:31).

Amado, desejo que te vá bem em todas as coisas e que tenhas saúde, assim como vai bem tua alma. (3ª João 1:2).

O ladrão não vem senão para roubar, matar e destruir; Eu vim para que tenham vida e vida em abundância. (João 10:10).

Amarás, pois, ao Senhor Teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e de todas as tuas forças. (…) Amarás ao teu próximo como a ti mesmo. Não há maior mandamento do que esses. (Marcos 12:30-31).

Longe da imensa disputa teológica que está sendo levada a efeito em nossos dias em diversos cenários e conjunturas, notamos a simplicidade de uma proposta que se demonstra perfeitamente compatível com o melhor conhecimento da fisiologia médica que dispomos, e que evidencia que a visão holística (integralista) que tanto se fala hoje, já era tema resolvido na comunidade cristã primitiva, como vimos nos versos enunciados aqui.

A positiva Educação que um Capelão e Naturologista deve dispensar a sua comunidade pode ser conquistada a partir da visão superior que considera cada um de nós como Santuários Espirituais. E este ponto é de uma magnitude conceitual altamente responsável e solene. Deus não está interessado em viver em “Templos feitos por mãos de homens”[10]

Especialmente porque hoje o Mundo está cheio de uma doutrina que prega uma independência irresponsável; o capitalismo que entrava a educação solidária; e desafia os servos de Deus a manifestarem “para o que vieram”!

E é oportuno dizer que a crise é tão imensa que temos visto surgir um novo tipo de ser humano; eu o chamo de mega-esquizofrênico! São pessoas que vivem entre a fantasia de que seus problemas materiais se resolverão com religião[11], programação neurolingüística ou aderindo a filosofias niilistas e, ao mesmo tempo, estão enfiadas em estresse, angústia, desordenamento mental, histeria, síndrome do pânico, arritmias e disritmias provenientes da terrível intoxicação orgânica.

Há alguns anos eu fui batizado (23/09/1983). Era um pagão e naquele dia me tornei um infante no Reino de Deus. Os anos passaram e muitas primaveras se passaram até que cheguei à condição de Capelão e Naturologista.

Com o óbvio envelhecimento foi surgindo um compromisso e uma decisão transcendental. As seguintes palavras me impuseram uma nova abordagem para um trabalho com firme senso de direção:

Pois para isto é que trabalhamos e lutamos, porque temos posto a nossa esperança no Deus vivo, que é o Salvador de todos os homens, especialmente dos que crêem. Manda estas coisas e ensina-as. Ninguém despreza a tua mocidade, mas sê um exemplo para os fiéis na palavra, no procedimento, no amor, na fé, na pureza. Até que eu vá, aplica-te à leitura, à exortação e ao ensino. Não negligencies o dom que há em ti, o qual te foi dado por profecia, com a imposição das mãos do presbitério. Ocupa-te destas coisas, dedica-te inteiramente a elas, para que o teu progresso seja manifesto a todos. Tem cuidado de ti mesmo e do teu ensino; persevera nestas coisas; porque fazendo isto, te salvarás, tanto a ti mesmo como aos que te ouvem. (1ª Timóteo 4:10-16).

As ordens quanto a um ministério de capelania estão claramente enunciadas neste verso bíblico. O chamado de Deus para a minha vida e para que eu me dedicasse ao ofício de uma obra na área da saúde, não é um projeto ou ideia humana. Trata-se de ordenança divinal. Notemos as tarefas que devem ser cumpridas:

  • Toda a esperança de nosso trabalho deve ser posta em Cristo, o que se coaduna perfeitamente com o que declara Jeremias 9:23-24 e Isaías 26:12.
  • Ser um exemplo para os fiéis na palavra, no procedimento, no amor, na fé, na pureza.
  • Aplicação na leitura, na exortação e no ensino.
  • Não negligenciar o dom que nos foi dado.
  • Devemos nos ocupar com completa dedicação a estas coisas, de modo integral (inteiramente), para que o nosso progresso seja manifesto a todos que interagem conosco. Trata-se de um ofício de ação integral.
  • Ter cuidado de nossa vida e do nosso ensino.
  • Perseverar nestas coisas; porque fazendo isto, salvaremos a nós mesmos e aos que nos ouvem.

Este é o meu caminho, a minha direção e a minha responsabilidade! Minha vida está apegada a esta postura como quem depende disto para existir como um ser feliz! O que não se harmonizar com esta bandeira, seja pessoa, instituição, situação ou ideologia, eu não aceito e me afasto porque “coloquei marcos e postes que me guiam no caminho”.

Do Mestre dos mestres declara o texto sagrado que:

E percorria o Senhor todas as cidades e aldeias, ensinando nas suas sinagogas, pregando o evangelho do reino e curando toda sorte de doenças e moléstias. (Mateus 9:35).[12]

Um Capelão Naturologista não é um Pastor! Isto deve ser bem delineado em nossa mente. Os ofícios sagrados são elencados de forma bem clara em 1ª Coríntios 12. Somos com grande alegria “uma força auxiliar” altamente especializada na Igreja, mas devemos estar submissos ao que declara a Palavra:

“Obedecei a vossos pastores, sendo-lhes submissos; porque velam por vossas almas como quem há de prestar contas delas” (Hebreus 13:17).

E é por Cristo que temos tal confiança em Deus; não que sejamos capazes, por nós mesmos, de pensar alguma coisa, mas a nossa capacidade vem de Deus, o qual também nos capacitou para sermos ministros de um novo pacto, não da letra, mas do espírito; porque a letra mata, mas o espírito vivifica (2ª Coríntios 3:4-6).

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[1] SMITH, Hyrum W. Gerencie Sua Vida. Editora Mandarim, São Paulo, 1996, p. 31.

[2] CASTRO, Dagmar Silva Pinto de. Existência e Saúde. Editora UMESP. São Bernardo do Campo, SP. 2002, p. 91-92. Texto de José Paulo Giovanetti, da Universidade Federal de Minas Gerais.

[3] BONTEMPO, Márcio. Relatório Órion – Denúncia Médica. L&PM Editores. Porto Alegre,RS.1985, p. 14-15.

[4] Mateus 4:3.

[5] WHITE, Ellen Gould. O Desejado de Todas as Nações. Casa Publicadora Brasileira. Tatuí,SP.2000, p. 122.

[6] Veja-se www.ibge.gov.br

[7] Salmo 90:10-12.

[8] Este filósofo foi um existencialista ateu e, mesmo não concordando com a nossa postura teocêntrica, teve que concordar com o Salmo 90:10-12. Dar-se-ia o caso dos que são cristãos nem chegarem a ver o que ele viu, tendo a Bíblia nas mãos?

[9] DURANT, Will. História da Filosofia. Editora Nova Cultural. São Paulo, SP. 2000, p. 459. (Citado em)

[10] Atos 17:24 e 7:48; 1ª Reis 8:27 e 2ª Crônicas 2:6.

[11] Antes que críticos quanto à expressão “religião” usada aqui digam que estou desviando a atenção da fé cristã, pretendo deixar claro que segundo o Evangelho, o Espírito de Deus é quem realiza a obra de convencimento do pecado, do juízo e da justiça e, a graça de Cristo é que salva, de sorte que a Igreja é, no máximo, um método divino para fazer fluir aqueles poderes que nos levam ao novo nascimento. A Igreja é a Escola, Cristo o Salvador.

[12] Este mesmo texto é repetido em Mateus 4:23.

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